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BLOG - NOTÍCIAS GERAIS 

Novo presidente da Fundação IDEAH assume cargo

Na manhã desta quarta-feira, 06 de novembro, na sede da Fundação IDEAH – SBCP, aconteceu a posse da nova diretoria da Fundação para os próximos anos. Dr. Luciano Chaves, que até então era o vice-presidente, tornou-se o segundo presidente enquanto o Dr. Pedro Martins, primeiro presidente eleito da Fundação IDEAH, tornou-se vice-presidente.

 

Participaram da reunião os curadores Rolf Gemperli, Marcela Caetano Cammarota, Luiz Henrique Ishida, Paulo Roberto Crepaldi, Marcos Kisile o conselheiro fiscal José Pitta. Em sua fala, o novo presidente ressaltou seu compromisso em conquistar novos patrocinadores, ampliar as ações da Fundação e aproximar mais a Fundação IDEAH com a SBCP, por meio do DESC, presidentes regionais e diretoria nacional.

 

Na parte da tarde, Dr. Luciano Chaves reuniu-se com possíveis patrocinadores da Fundação IDEAH. As próximas atividades da IDEAH, são a Ação Humanitária em Brasília, que precederá o 56º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica e a aula do PEECC, com a Dra. Lydia Masako Ferreira, no Congresso.

Dr. Luciano Chaves  (centro) fala com os curadores, conselheiro e vice-presidente.

 

Comissão aprova programa nacional de prevenção e combate ao câncer de pele

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou o Projeto de Lei 4234/08, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Combate ao Câncer de Pele e prevê medidas para a prevenção, a detecção e o tratamento dessa doença.

 

A proposta foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Dr. Frederico (Patriota-MG), ao texto original do ex-deputado Sandes Júnior e quatro ouros, que tramitam em conjunto. “Aumentar a conscientização sobre a neoplasia de pele tem méritos indiscutíveis”, afirmou o relator.

 

Pelo texto aprovado, o Sistema Único de Saúde (SUS) prestará atenção integral à pessoa acometida pelo câncer de pele. O texto também institui o “Dezembro Laranja” como mês nacional de combate à doença.

 

Tramitação

O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votado pelo Plenário. Em 2013, foi rejeitado pela Comissão de Educação e por isso perdeu o caráter conclusivo e terá de ser analisado pelo Plenário.

 

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

 

Fonte: Câmara dos Deputados - https://www.camara.leg.br/noticias/606796-comissao-aprova-programa-nacional-de-prevencao-e-combate-ao-cancer-de-pele

 

Dr. Frederico apresentou parecer favorável, com alterações na proposta

 

Força-tarefa de reconstrução mamária no HRT realiza 73 cirurgias

A força-tarefa atendeu mulheres que estão na fila de espera pela cirurgia de reconstrução após o câncer de mama

 

O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) realiza, há quatro anos, força-tarefa de reconstrução mamária de mulheres que estão na fila de espera pela cirurgia de reconstrução após o câncer de mama. Neste ano, os procedimentos foram realizados entre 21 e 25 de outubro e tiveram a colaboração de dezenas de voluntários.

 

Foram realizadas 73 cirurgias, sendo que seis das pacientes passaram por duas cirurgias — mastectomia com retirada total da mama e reconstrução imediata (plástica mamária reconstrutiva) —, além de simetrizações, colocação de próteses, reconstrução de aréola e mamilos. Outras 13 mulheres tiveram as aréolas tatuadas.

 

As equipes do HRT contaram com a colaboração de um número expressivo de voluntários, para apoio na realização dos procedimentos. Ao todo, foram 38 cirurgiões, 24 anestesistas, dez enfermeiros, 30 técnicos e três tatuadores que doaram seu tempo, somente no Centro Cirúrgico.

 

Outros 27 profissionais atuaram no Centro de Esterilização de Materiais e nas enfermarias. Esses voluntários são os próprios servidores da unidade que foram trabalhar fora de seu horário normal de expediente, servidores aposentados, profissionais de outras unidades de saúde do Distrito Federal e de estados vizinhos.

 

Fonte: Correio Braziliense - https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/10/30/interna_cidadesdf,802317/forca-tarefa-de-reconstrucao-mamaria-no-hrt-realiza-73-cirurgias.shtml

 

Força-tarefa de reconstrução mamária ocorre há quatro anos no Hospital Regional de Taguatinga (HRT)

Voluntários ajudaram na força-tarefa de reconstrução mamária

Reconstruindo vidas

Manaus recebe o 1º Mutirão de Cirurgias Plásticas de reconstrução mamária e reparadoras pós-bariátrica

Wal Lima

 

Cirurgiões plásticos do Pará, Minas Gerais e São Paulo estão em Manaus, desde ontem, para o 1º Mutirão de Cirurgia Plástica Reparadora e Reconstrutiva destinado à pacientes carentes que estão à espera dessas cirurgias pelo SUS em Manaus.A ação, que está sendo realizada pela primeira vez no Amazonas,é promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) com apoio da diretoria de Ação Social e a Fundação Instituto Para o Desenvolvimento do Ensino e Ação Humanitária (Ideah), que contempla dez pacientes com cirurgias reparadoras de reconstrução mamária e pós-bariátrica,com atendimentos realizados na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon)e no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

O presidente Regional da SBCP, Renato Gallo, explica que a ação que já percorreu outros quatro estados do País. Para ele, a ação é gratificante porque resgata a vontade de viver das pacientes que antes sofriam com baixa autoestima. “Existe uma grande tendência das pessoas em imaginarem que cirurgia plástica é somente voltada para o campo estético,quando na verdade, ela vai muito além e estamos provando isto com este mutirão, cumprindo nosso objetivo, ajudando estas pessoas”, afirmou o médico.Renato Gallo afirma que, no Amazonas, o mutirão de cirurgias vai contar com o apoio dos 30 cirurgiões plásticos do Estados dos associados à SBCP.“Queremos ajudar a minimizaras filas e demoras nos atendimentos do SUS, tanto que as pacientes participantes foram chamadas por conta do grau de complexibilidade de suas cirurgias, que chegam a durar até cinco horas”, ressaltou o representante da SBCP, destacando que a ação pode voltar ocorrer no Amazonas por conta da parceria com a entidade.

Quantos aos procedimentos pós-bariátrica, o doutor Luiz Carlos de Lima, responsável pelo gerenciamento de atenção à saúde do HUGV, explica que, após a retirada de gordura por meio de cirurgia bariátrica,cada paciente deve retornar para um novo procedimento cirúrgico por pelo menos quatro os cinco vez, para remover o excesso de pele.Ele também conta que a ação de cirurgias vai envolver todos os alunos de medicina e residentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que prestam serviços no hospital universitário,promovendo ainda um intercâmbio, já que o evento conta com profissionais de várias localidades do País.

A troca de conhecimentos também foi destacada pelo cirurgião plástico responsável pela ação na FCecon, Roberto Pereira. Para ele, poder atuar ao lado de cirurgiões de  localidades como Porto Alegre, do Pará e Minas Gerais é poder fazer uso do que tem de melhorem material humano, agregando valores profissionais para ambos os profissionais.

CONGRESSO

 

Victor Adissi, diretor nacional da ação, que acompanhou outros mutirões de cirurgias da SBCP pelo País, ressalta que acidade de Manaus chegou a ser estudada antes da realização do evento, pois, além dos atendimentos, a capital também será sede do Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica, que começa hoje.

Personagem

Auxiliadora Lima de Souza

Ex-paciente

Em 2011, após um autoexame, a dona de casa Auxiliadora Lima de Souza, 52, descobriu que tinha um nódulo na mama. Ele teve que passar pelo procedimento de retirada total da mama afetada, mas passou pelo procedimento de reconstrução. “Fui para um especialista em Mastologia e posteriormente fiquei fazendo acompanhamentos.

No início ele era benigno, mas em 2015,quando fui encaminhada do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),identificaram em um dos meus retornos a existência de um nódulo maligno e, para a prevenção da minha saúde, a melhor escolha foi pela retirada total da mama,seguida da reconstrução mamária”, relata a ex-paciente.

“Foi tudo muito rápido, mas creio que minha recuperação total, o que inclui o lado emocional, contou muito o fato de terem realizado a reconstituição da minha mama, porque, se tivesse sido o contrário, não sei como poderia ter sido. Até porque, nós, mulheres, temos nossos seios como um símbolo da nossa feminilidade, é algo nosso”, afirma Auxiliadora Lima.

Fonte: Jornal A Crítica – 26/09/2019

Mutirão de cirurgias plásticas da SBCP começou ontem em Manaus e está sendo realizado na Fundação Cecon e no Hospital Universitário Getúlio Vargas

Auxiliadora venceu um câncer de mama e passou por cirurgia de reconstrução

 

SUS deve oferecer plástica e tratamento de lábio leporino, decide CAE

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta terça-feira (10) parecer favorável a um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgia plástica reconstrutiva de lábio leporino ou fenda palatina. O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

PL 3.526/2019 estabelece que o SUS, por intermédio de sua rede de unidades públicas ou conveniadas, é obrigado a prestar serviço gratuito de cirurgia plástica reconstrutiva e de tratamento pós-cirúrgico, abrangendo as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e ortodontia, bem como de outras intervenções necessárias para a recuperação integral do paciente.

Autor do projeto, o deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS) alega que são registrados 5,8 mil casos de bebês com fissuras labiopalatais todos os anos no Brasil e, na prática, menos da metade dos recém-nascidos são atendidos pelo SUS.

Segundo o relator, senador Otto Alencar (PSD-BA), a falta de atendimento adequado aos recém-nascidos acarreta problemas na alimentação e na fala dos indivíduos, prejudicando seu desenvolvimento físico, psicológico e social.

“A consequência econômica disso é a subutilização do potencial humano de parcela não desprezível da população, com efeitos deletérios sobre a geração de riqueza e, por extensão, sobre a arrecadação tributária, afetando a sustentabilidade das contas públicas”, argumenta em seu voto.

CUSTO

Ainda conforme a relatoria, o ônus do atendimento obrigatório aos pacientes será repartido entre União, estados, Distrito Federal e municípios, a quem compete financiar a provisão de serviços de saúde pelo SUS. As correções desses defeitos congênitos se enquadram como serviços de saúde de média e alta complexidade.

“Especificamente no caso da União, existe dotação orçamentária de R$ 49,1 bilhões na Lei Orçamentária Anual de 2019 para cobrir a Ação 8585 (Atenção à Saúde da População para Procedimentos em Média e Alta Complexidade). Isso implica que a União pode ajustar a alocação de recursos na área da saúde para cumprir as disposições do projeto sem a elevação global de despesas, de modo a não impactar adversamente o cumprimento do limite de despesas primárias do Poder Executivo federal no âmbito do Novo Regime Fiscal, instituído pela Emenda Constitucional 95, de 2016”, explica o relator.

Otto Alencar disse ainda que a iniciativa é correta e que a cirurgia não é uma questão de estética, mas corrige um problema que atrapalha muito os pacientes. 

— Não é uma cirurgia plástica. Às vezes a pessoa pensa que a fenda palatina é só uma cirurgia plástica. Não é. Dificulta a alimentação, causa uma série de problemas para as pessoas que são portadoras. Portanto, é uma necessidade do paciente fazer a cirurgia — disse o senador, que também é médico.

Fonte: Agência Senado - https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/09/10/sus-deve-ter-plastica-de-labio-leporino-e-tratamento-pos-cirurgico-decide-cae

 

Vereadora goiana apresenta projeto em SP voltado às vítimas de queimaduras

O PL da parlamentar que foi aprovado pela CCJ será reelaborado para o estado paulista.

 

No último sábado de agosto, dia 31, a vereadora goiana Dra. Cristina (PSDB) participou do I Fórum de Prevenção em Queimaduras, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Na ocasião, ela expôs o Projeto de Lei (PL) de sua autoria, que prevê assistência integral para pessoas com sequelas decorrentes de queimaduras.

Há cerca de 33 anos ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio por parte do então companheiro. Motivado por ciúmes, ele jogou álcool e ateou fogo na mulher, que teve 85% do corpo queimado. O caso repercutiu nacionalmente e o agressor foi condenado a 13 anos e 10 meses de prisão.

Sobre o projeto, ela afirma que o intuito é promover a inserção social das vítimas, visto que não existem políticas públicas nesse segmento. “Queremos assegurar uma assistência integral especializada, que inclua não apenas o atendimento de urgência, mas também as cirurgias plásticas reparadoras, a reabilitação física e psicológica necessária para devolver a autoestima a estes pacientes”, completa.

Aprovado no dia 21 de agosto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Municipal de Goiânia, o PL será reelaborado para o Estado de São de São Paulo. O texto aborda a reabilitação física dos pacientes por meio de tratamento cirúrgico integral, inclusive estético.

Fonte: maisgoiás - https://www.emaisgoias.com.br/vereadora-goiana-apresenta-projeto-em-sp-voltado-as-vitimas-de-queimaduras/

Dra. Cristina Vereadora goiana 

 

Risco de câncer de pele sobe 74% quando parentes de primeiro grau tiveram melanoma

Publicado na edição de agosto do Journal of American Academy of Dermatology, estudo com pesquisadores das universidades de Harvard e de Indiana mostra que histórico familiar de melanoma aumenta risco de câncer de pele especialmente no tronco e nas extremidades

 

Melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade, e a genética é realmente a principal causa da doença. De acordo com nova pesquisa, publicada em agosto no Journal of American Academy of Dermatology, pacientes com histórico familiar de melanoma apresentavam risco significativamente maior de desenvolver melanoma e outros cânceres de pele, especialmente no tronco e extremidades. Os pesquisadores da Universidade de Harvard e de Indiana descobriram, por exemplo, que pacientes brancos com histórico familiar de melanoma em um parente de primeiro grau tiveram risco 74% maior de desenvolver melanoma em comparação com aqueles que não relataram histórico familiar. "Este estudo nos diz que qualquer pessoa com um membro da família de primeiro grau com melanoma está em risco aumentado para todos os cânceres de pele”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

De acordo com a pesquisa, o risco aumentado foi observado para lesões de melanoma que ocorrem no tronco e extremidades. Além disso, o risco de carcinoma espinocelular (CEC) também foi 22% maior em pacientes com história familiar de melanoma e, da mesma forma, pacientes com história familiar de melanoma tiveram um risco 27% maior de desenvolver carcinoma basocelular (CBC) em comparação àqueles sem história familiar de melanoma. “Embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença. O papel de pesquisas como essa é alertar que indivíduos com histórico familiar de melanomas devem ter comportamentos de segurança solar, além de fazer exames de rotina de pele”, afirma a médica.

 

Para o estudo, o grupo de pesquisadores examinou dados de 216.115 participantes de três estudos anteriores, que foram acompanhados prospectivamente por mais de 20 anos para estimar a associação entre história familiar e história pessoal de melanoma e outros canceres da pele. Os participantes foram solicitados a fornecer informações sobre a história de melanoma e câncer de pele de parentes de primeiro grau, ou seja, pais e irmãos, em intervalos repetidos ao longo do tempo.

Os pesquisadores também observaram que, enquanto a associação entre melanoma troncular e histórico familiar de melanoma foi observada em homens e mulheres, os melanomas dos membros superiores e inferiores tiveram uma forte associação familiar nas mulheres. Os resultados estão de acordo com o fato de que, na população em geral, os melanomas são mais comumente encontrados no tronco para homens e extremidades inferiores em mulheres, e sugerem um componente ambiental significativo para o desenvolvimento do melanoma.

Apesar dos riscos, nem sempre o diagnóstico com melanoma de um familiar próximo encoraja outros membros da família a prestar atenção especial aos comportamentos de proteção solar. “O estudo descobriu que apenas um terço dos pacientes com história familiar de melanoma realmente evitou o sol como recomendado”, afirma a médica.

Dados – Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo e realizar exames periódicos com o dermatologista.

De acordo com a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, evitar a exposição direta ao sol por períodos prolongados e o uso do filtro solar são as principais formas de proteger a pele contra a radiação. “O fotoprotetor deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; as nuvens absorvem por volta de 10% da radiação ultravioleta, ou seja, apesar do dia não estar ensolarado, ele tem praticamente a mesma intensidade de radiação ultravioleta que um dia megaensolarado", alerta a dermatologista.

 

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, ao dirigir ou andar na rua. “Em todo caso, sempre procure um dermatologista ao notar sinais como pintas novas ou antigas que mudem suas características, ou qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade”, finaliza a médica.

Fonte: Segs - https://www.segs.com.br/saude/189562-risco-de-cancer-de-pele-sobe-74-quando-parentes-de-primeiro-grau-tiveram-melanoma-diz-estudo

 

Pesquisadores desenvolvem vacina promissora contra câncer de pele, em Israel

Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv disseram ter desenvolvido uma nova vacina para o melanoma, a forma mais agressiva e letal de câncer de pele.

Esta nova “nano-vacina” tem se mostrado eficaz na prevenção do desenvolvimento de melanoma e no tratamento de tumores em camundongos.

Para criar a vacina, os pesquisadores coletaram partículas minúsculas, com cerca de 170 nanômetros de tamanho, e as “embalaram” com duas cadeias curtas de aminoácidos encontradas nas células cancerígenas da pele. Eles então injetaram esta nano-vacina em um modelo de camundongo portador de melanoma.

“As nanopartículas agiam como vacinas conhecidas para doenças transmitidas por vírus”, explica o Prof. RonitSatchi-Fainaro.

“Eles estimularam o sistema imunológico dos camundongos e as células do sistema imunológico aprenderam a identificar e atacar as células contendo os dois peptídeos – ou seja, as células do melanoma. Isso significa que, a partir de agora, o sistema imunológico dos camundongos imunizados atacará as células do melanoma se e quando elas aparecerem no corpo”, declarou o pesquisador.

Os cientistas então testaram a vacina sob três condições diferentes.

Primeiro, eles injetaram a vacina em camundongos saudáveis. Em seguida, eles infectaram os ratos com células de melanoma. A vacina combateu com sucesso o melanoma e os camundongos não desenvolveram câncer de pele.

“O resultado foi que os ratos não ficaram doentes, o que significa que a vacina impediu a doença”, diz o professor Satchi-Fainaro.

Em segundo lugar, a vacina foi usada para um tumor primário em camundongos que desenvolveram câncer de pele. A vacina atrasou significativamente a progressão da doença e prolongou a vida dos ratos.

Por fim, os pesquisadores testaram a vacina em tecidos retirados de camundongos cujo câncer de pele metastatizou para o cérebro.

“Os pesquisadores validaram sua abordagem em tecidos retirados de pacientes com metástases cerebrais de melanoma. Isso sugeriu que a nano-vacina também pode ser usada para tratar metástases cerebrais”, disse a Universidade de Tel Aviv em um comunicado.

As descobertas do laboratório foram publicadas para revisão por pares no periódico NatureNanotechnologyscientific.

A equipe de pesquisadores israelenses espera que esta nova vacina possa ajudar os médicos a superar o câncer antes mesmo de se desenvolver.

“Nossa pesquisa abre as portas para uma abordagem completamente nova – a abordagem da vacina – para o tratamento eficaz do melanoma, mesmo nos estágios mais avançados da doença”, diz o Prof. Satchi-Fainaro.

“Acreditamos que nossa plataforma também pode ser adequada para outros tipos de câncer e que nosso trabalho é uma base sólida para o desenvolvimento de outras nano-vacinas contra o câncer”, avalia.

Fonte: Guia Me - https://panoramafarmaceutico.com.br/2019/08/09/pesquisadores-desenvolvem-vacina-promissora-contra-cancer-de-pele-em-israel/

 

Jovem escalpelada em kart não terá mais cabelos naturais

Ela terá de usar prótese capilar pelo resto da vida, segundo o diretor clínico do hospital onde ela está internada; alta deve ser dada em outubro

 

A auxiliar de professora Débora Dantas de Oliveira, de 19 anos, que teve o couro cabeludo arrancado em um acidente de kart no Recife, não terá mais cabelos naturais. A jovem terá que usar prótese capilar pelo resto da vida, segundo o cirurgião plástico Olimpio Colichio Filho, que é diretor clínico do Hospital Especializado, onde a jovem está internada em Ribeirão Preto, São Paulo, desde o dia 18 deste mês. A expectativa dos médicos é que ela tenha alta e possa voltar para casa em meados de outubro.

 

Nesta terça-feira (27), embarcaram para Ribeirão Preto, uma irmã e uma amiga de Débora. Elas se juntam ao noivo da jovem, o microempresário Eduardo Tumajan, que a acompanha no tratamento desde quando ocorreu o acidente. Segundo o tio de Débora, Douglas Nascimento, a irmã e a amiga viajaram com os custos pagos pelo grupo Big Bompreço, antigo Walmart, que vem prestando assistência financeira desde o acidente. "Ela está respondendo bem ao tratamento. A situação está um pouco mais tranquila", disse Douglas.

 

Boletim de quarta

De acordo com boletim médico divulgado no início da tarde desta quarta-feira (28) pelo Hospital Especializado, Débora passou por curativo no centro cirúrgico e apresenta ótima evolução. A auxiliar de ensino infantil havia passado por microcirurgia de dez horas no sábado passado (26) para enxerto da área afetada pelo escalpelamento. O procedimento cirúrgico foi acompanhado pelo médico Marco Maricevich, que atua em Houston, nos Estados Unidos. Ela recebeu um curativo sob anestesia para que a área onde foi realizada a cirurgia fosse reavaliada.

 

Segundo o cirurgião plástico Olimpio Colichio Filho, especialista em microcirurgia reconstrutiva, todo o couro cabeludo foi arrancado no acidente, inclusive as pálpebras superiores e supercílios "Fizemos na semana passada a reconstrução das pálpebras. O supercílio devemos reconstruir só depois que tiver a ferida cicatrizada, dependendo da evolução dela", disse o médico. Ele diz que as sequelas físicas que podem ficar são cicatriciais, nas costas,onde foi retirado o músculo, e nas pernas, onde foi tirada a pele para o enxerto.

 

"É uma jovem que tem muita vida pela frente, então temos que lançar mão de recursos e técnicas para tentar fazer com que essa reconstrução permita a ela ter um convívio social adequado", acrescentou o médico, que integra a equipe médica que está atendendo Débora. Ele falou ainda que a jovem já superou bem a fase mais crítica das 48 horas após a cirurgia, quando há o maior índice de complicações. "É difícil falar em data, mas em torno do dia 10, 15 de setembro devemos realizar os enxertos de pele nela. Se até o final de setembro o enxerto pegar, vamos fazer a programação para ela ir para casa", falou.

 

Colichio disse ficar surpreso com o modo com Débora está lidando com toda a situação. "Para uma jovem de 19 anos ela está reagindo muito melhor do que esperávamos. Ela tem plena consciência do acidente que sofreu, do que vai enfrentar daqui para frente até conseguir ter um convívio social. Ela sabe que tem um período de dois anos de cirurgias consecutivas para ir melhorando o aspecto estético do contorno da cabeça. Mas está reagindo muito bem a tudo isso", falou.

 

Fonte: Folha PE - https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/escalpelamento-no-kart/2019/08/28/NWS,114807,70,1525,NOTICIAS,2190-JOVEM-ESCALPELADA-KART-DEVERA-TER-ALTA-MEDICA-OUTUBRO.aspx

 

O que é fundamental?

Para o poeta Vinicius de Moraes, 'beleza era fundamental'. Para Alexandre Meira, há controvérsias...

 

Alexandre Meira graduou-se na Faculdade de Medicina da UFMG em 1991. Especializou-se em cirurgia plástica pelo MEC, CFM e SBCP em 1996. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional MG - SBCP-MG (2018 – 2019). Para o poeta Vinicius de Moraes, “beleza era fundamental”. Para Alexandre, há controvérsias...

 

Qual o papel da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?

 

O papel é fiscalizar os médicos cirurgiões quanto às suas qualificações e práticas, para que as pessoas tenham segurança quando operadas por profissionais que se enquadram dentro das leis estabelecidas.

 

São quantos cirurgiões no Brasil? Onde está a maioria e onde estão os melhores?

 

Somos aproximadamente 6.000 no Brasil. Em Minas, em torno de 800 cirurgiões plásticos. No ranking da SBCP, ocupamos o terceiro lugar, depois de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

E o papel dos médicos mineiros no cenário científico nacional?

 

Muito importante. Frente ao número de cirurgias plásticas realizadas, Minas é o Estado que possui a maior frequência de operações. Nossos cirurgiões plásticos fazem o maior número de cirurgias por pessoa.

 

O Brasil continua em segundo lugar mundial no ranking mundial de cirurgias plásticas?

 

Sim, o segundo que mais realiza cirurgias plásticas.

 

A qualificação é um problema?

 

O fato de outros profissionais fazerem os procedimentos torna a população exposta a possíveis complicações. Então, a SBCP tem uma função muito importante: fiscalizar, adequar e proteger a sociedade. O cirurgião bem informado e qualificado faz um procedimento mais seguro.

 

Qual a principal missão da SBPC?

 

A científica. Ela fiscaliza e aprimora seus membros no plano técnico, científico e ético. Além disso, trabalha na atualização dos cirurgiões já formados por meio dos vários eventos, como congressos e simpósios promovidos em todo o Brasil durante o ano.

 

Em que área os brasileiros se destacam? Na cirurgia estética ou reparadora?

 

A cirurgia plástica é individual e indivisível. Então, toda cirurgia estética tem um cunho reparador. Quem faz operação na mama deseja que fique bonita, é a parte estética.

 

É verdade que as redes sociais exercem importante influência na procura pela cirurgia plástica?

 

A exposição é feita de forma muito irresponsável. Diante disso, muitos profissionais utilizam-se de fotos mostrando o pré e os pós-operatórios, com luzes que alteram os resultados. Isso dá a ideia irreal de perfeição, de resultados milagrosos. Qualquer procedimento tem riscos, e o profissional deve orientar o paciente.

 

Que tipo de “beleza é fundamental”?

 

Não existe. O corpo perfeito é algo fantasioso. Fotografias são totalmente diferentes da realidade quando o paciente vai ao consultório. A partir do momento que você faz uma cirurgia plástica bem-feita, você traz a beleza interior para fora da pessoa.

 

Fonte: O Tempo - https://www.otempo.com.br/opiniao/paulo-navarro/o-que-e-fundamental-1.2223457

 

A importância da cirurgia plástica na pós-bariátrica

 

Por Rodrigo Bernardino*

 

A obesidade é um grave problema de saúde pública que atinge praticamente o mundo todo. Enquanto o número de cirurgias bariátricas cresce no Brasil, com mais de 105 mil operações realizadas no último ano, a demanda por cirurgias plásticas como a última etapa do tratamento cirúrgico da obesidade também aumenta.

 

Após uma grande perda de peso, surgi o excesso de pele em alguns locais do corpo, como abdômen, braços, pernas, seios e nádegas.

 

O maior incômodo aos pacientes bariátricos é o chamado abdômen em avental. Principalmente quando existe um grande excesso de pele e gordura que pesa e cai em frente à região pubiana. Onde muitas vezes impossibilita a realização de tarefas simples, como por exemplo, amarrar o tênis e fazer a higiene da região íntima, ou até mesmo andar, em casos extremos.

 

A maioria das pessoas que sofrem com o abdômen em avental, são os pacientes que passaram por uma cirurgia bariátrica. Sobretudo, os obesos mórbidos que apresentam uma perda que varia entre 40% e 60% do seu peso original.

 

Recorrer à cirurgia plástica pós-bariátrica virou uma questão de necessidade e até de bem-estar. Porque o emagrecimento rápido proporcionado pela bariátrica causa perda de proteínas importantes para a elasticidade da pele, o que acaba diminuindo a qualidade de cobertura cutânea.

 

Na maioria dos casos, o procedimento plástico mais realizado em pacientes pós-bariátricos é chamado de bodylift. São cirurgias que visam melhorar o contorno dos braços, coxas, glúteos e abdômen, sendo essa última a mais realizada. E claro que, quem se submete a uma cirurgia como essa espera alcançar um corpo bonito, magro e esbelto.

 

Para isso, a cirurgia reparadora de contorno corporal ajuda a promover a reintegração social e psicológica desses pacientes. Lembrando que os pré-requisitos para a realização do procedimento incluem estar com o peso estabilizado há pelo menos um ano, para evitar que haja variação do peso após a cirurgia, o que pode comprometer o resultado.

 

Vale destacar a importância de somente se submeter a uma cirurgia plástica com um profissional de confiança, registrado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

*Rodrigo Bernardino é cirurgião plástico, formado pela Universidade de Alfenas/MG, especialização em Cirurgia Plástica na Santa Casa de Montes Claros/MG e Membro associado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Fonte: Cenário MT - https://www.cenariomt.com.br/2019/08/20/a-importancia-da-cirurgia-plastica-na-pos-bariatrica/

Cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras por ano no Brasil

200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização

 

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras, cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil, a cada ano, 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização. As maiores vítimas, segundo o Ministério da Saúde, são crianças e pessoas de baixa renda. Centros de tratamentos especializados para esse tipo de tratamento são necessários e estão espalhados por todo o Brasil.

O atendimento imediato na primeira hora após o trauma pode minimizar edemas e complicações eminentes, além de tratar a primeira maior ameaça à vida. Para poder oferecer um tratamento especializado e de qualidade, nesses casos, o Hospital Meridional, em Cariacica, acaba de inaugurar sua Unidade de Tratamento de Queimados, preparada para atender a pacientes graves, com queimaduras de segundo e terceiro graus, e comorbidades importantes.

O diretor geral do Hospital Meridional, Ivan Lima, ressalta que a urgência nesse tratamento é primordial e que lesões dessa natureza podem ter um alto grau de periculosidade, que podem atingir vários tecidos como pele, músculo e até ossos. “Diversos fatores envolvidos nas queimaduras precisam ser observados na hora da avaliação. A profundidade, extensão e localização da queimadura, a idade da vítima, a concomitância de condições agravantes e a inalação de fumaça têm de ser considerados na avaliação do queimado, entre outros”, afirma Ivan.

Conhecidas também como lesões térmicas, queimaduras não são causadas somente por calor (fogo), como é de costume associá-la. Outros fatores que podem levar a este trauma são: frio, eletricidade, produtos químicos, radiação, atrito ou fricção.

O médico também aponta para tratamentos domésticos populares que podem agravar o quadro dos pacientes, como o uso de pasta de dentes, manteiga, pó de café, clara de ovo, folha de bananeira, açúcar e outros. Ele alerta sobre a importância da procura por um especialista de imediato, já que esse tipo de substância, em contato com o local, pode piorar a lesão e retardar o tratamento e a cicatrização.

Fonte: Folha Vitória - https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/08/2019/cerca-de-um-milhao-de-pessoas-sofrem-queimaduras-por-ano-no-brasil

 

Aparelhos eletrônicos também são nocivos para a pele

Atualmente, protetores solares também atuam contra esse tipo de radiação e poluição

 

No Brasil, o índice de câncer de pele é grande, estima-se que ele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos. No entanto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia afirma que a maioria dos casos de câncer da pele podem ser evitados com medidas simples que podem ser facilmente adotadas no dia a dia.

O uso do protetor solar é uma delas, porém, apenas 32% dos brasileiros usam essa proteção durante todo o ano. Mesmo no inverno, no Brasil, o sol é forte e, por isso, recebemos muita radiação UVA e UVB.

UVB – sensação de vermelhidão, ocorre entre os períodos das 10h às 16h.

 

UVA – é a mais profunda e danosa. Vem com a radiação solar e durante 12h do dia está sendo lançada em nossa pele. Ela que causa câncer de pele e rugas, por exemplo.

 

Proteção além do sol

Adélia Mendonça, especialista em dermocosméticos de alta performance, explica que, antigamente, apenas o sol era considerado o grande vilão, mas, hoje, além da radiação solar estamos expostos o tempo todo a outras luzes, como as de computador, TV e celular. “Já existem estudos que comprovam que essas radiações podem ser mais graves que o próprio sol, devido ao grande tempo que ficamos expostos a elas. Por isso, hoje há o desenvolvimento de protetores de excelente qualidade que protegem contra radiação solar UVA e UVB e também contra todas essas luzes”, destaca.

Além disso, os filtros possuem ação antipoluição, pois, principalmente nas grandes cidades, o índice de poluição é muito grande. “Muitas vezes, a pessoa está com a pele limpa a olho nu ou até com maquiagem e não sabe que a pele está toda poluída. Por isso, hoje existem ativos antipoluição, criados no Japão, que são incorporados aos filtros solares e ajudam a não prejudicar a pele e comprometer outros tratamentos”, aponta Adélia Mendonça.

Um motivo para as pessoas, muitas vezes, não passarem protetor solar é a correria do dia a dia e o uso de maquiagem. Dessa maneira, muitos filtros hoje já possuem coloração que tornam uma ação mais prática na hora de passar maquiagem. Assim, além de ter toda a proteção do filtro, é possível contar com um complemento da maquiagem.

Atualmente, os filtros solares também agregam diversos benefícios como ação antiligante, antioxidante e hidratação.

Proteção duradoura

Outra dificuldade que as pessoas têm ao passar o filtro solar é lembrar de reaplicar o produto após algum tempo, para que possam continuar com a mesma proteção.

Fonte: Folha Vitória - https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/08/2019/aparelhos-eletronicos-tambem-sao-nocivos-para-a-pele

 

Dermatocalaze pode ser tratada com blefaroplastia

Problema típico da velhice causa excesso de pele nas pálpebras

 

Já ouviu falar na dermatocalaze? Apesar do nome estranho, essa condição leva ao aumento excessivo de pele na região das pálpebras. Como consequência surgem dobras que dificultam o movimento palpebral superior, devido ao peso e à perda da força do músculo levantador das pálpebras.

A dermatocalaze também pode afetar as pálpebras inferiores, devido ao deslocamento da gordura orbital ou ainda pelo enfraquecimento do septo orbital, resultando em bolsas de gordura sob os olhos.

Segundo a oftalmologista Tatiana Nahas, da Santa Casa de São Paulo (SP), o aumento excessivo de pele nas pálpebras está muito associado ao processo natural do envelhecimento, que leva a uma maior flacidez da pele e enfraquecimento de músculos e tecidos. "A dermatocalaze pode também ter ligação com condições como tabagismo, perda da elasticidade da pele, enfraquecimento do tecido conjuntivo das pálpebras, insuficiência de colágeno, orbitopatia relacionada à tireoide, insuficiência renal, traumas na região, cútis laxa, Síndrome de Ehlers-Danlos [pele fica muito elástica], amiloidose, edema angioneurótico hereditário e xantelasma [depósito de gordura]", comenta a especialista.

Esse problema costuma ser confundido com a ptose palpebral, que é caracterizada pela queda das pálpebras. "É muito importante diferenciar a dermatocalaze da ptose palpebral. Inclusive, esse excesso de pele pode se apresentar como uma pseudoptose, mas são diagnósticos diferentes. Há ainda outros diagnósticos diferenciais que o médico precisa descartar quando se trata de dermatocaláze", afirma a oftalmologista.

De acordo com Tatiana Nahas, o tratamento padrão para a dermatocalaze é a blefaroplastia, cirurgia plástica que ajuda a remover o excesso de pele e devolver o padrão estético das pálpebras.

A médica lembra que o envelhecimento natural é o principal fator de risco para essa condição. Mas, adotar bons hábitos, como não fumar, proteger os olhos do Sol, diminuir a ingestão de sal e sódio e manter a pele das pálpebras bem hidratada podem ser medidas preventivas.

"Lembrando que quando a dermatocalaze está relacionada a outras doenças, não há como prevenir. Nesse caso, o mais importante é procurar um oftalmologista especialista em blefaroplastia, também chamado de oculoplasta, para avaliar o quadro e realizar a cirurgia", diz a especialista.

Fonte: Revista Encontro BH - https://www.revistaencontro.com.br/canal/moda_e_beleza/2019/03/dermatocalaze-pode-ser-tratada-com-blefaroplastia.html

O que já se sabe sobre a eficácia do filtro solar na prevenção do câncer de pele

Exposição excessiva ao sol causa câncer, mas comunidade científica ainda não tem consenso sobre o alcance da proteção oferecida pelo filtro solar

Por BBC.

Ele virou item de primeira necessidade na mala do viajante, no passeio dos bebês e no cotidiano de milhões de pessoas.

A campanha pelo uso de protetor solar ganhou força nos últimos 30 anos e mobilizou a comunidade médica de dezenas de países. Além de evitar queimaduras solares e o surgimento de manchas cutâneas, o produto é recomendado por dermatologistas na prevenção do câncer de pele.

Embora ele seja a melhor forma de evitar certos tipos da doença, sua real eficácia ainda é debatida pela comunidade científica.

Especialistas não determinaram qual a quantidade e a frequência ideais para usá-lo. Em relação à segurança, também não há consenso sobre a formulação mais adequada, a mais segura para o organismo – já que os componentes são absorvidos pela pele – e a composição menos poluente ao meio ambiente.

A discussão segue em meio à disseminação de notícias falsas sobre supostos riscos ao usá-lo, um problema a mais a desafiar os órgãos de saúde pública.

O alerta dos EUA e as notícias falsas

No fim de maio de 2019, a Sociedade Brasileira de Dermatologia divulgou nota rebatendo uma avalanche de notícias falsas sobre o potencial tóxico no uso de filtros solares.

Os rumores foram provocados pela divulgação de um estudo organizado pela Food and Drug Administration (FDA), agência ligada ao governo americano que regulamenta a indústria farmacêutica e de alimentos.

Nele, os cientistas analisaram o plasma sanguíneo de 24 pessoas, usuárias frequentes de quatro marcas comerciais de protetor solar. O exame detectou presença considerável, bem acima dos níveis considerados saudáveis, de quatro ingredientes ativos: avobenzona, octocrileno, ecamsule e oxibenzona.

Os autores do artigo ainda não sabem o que o achado representa - a absorção dessas substâncias era comum e esperada. Entretanto, no documento, a FDA recomendou que a comunidade científica conduzisse testes adicionais para entender as consequências disso.

A orientação do órgão foi suficiente para gerar um sinal de alerta e provocar um efeito cascata de notícias falsas, disseminadas pelas redes sociais, sobre o perigo de usar filtro solar, em vários países e também no Brasil.

Na resposta, a Sociedade Brasileira de Dermatologia afirmou que acompanha atentamente o resultado dos estudos com filtros solares e que a pesquisa tocada pela FDA não altera, por ora, as recomendações de uso dos filtros solares registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), agência equivalente à FDA no Brasil.

Ressaltou ainda que o experimento da FDA foi realizado com aplicações de grandes quantidades de filtro solar, em 75% da superfície da pele, e reaplicações quatro vezes ao dia, por quatro dias.

Apesar do esclarecimento do órgão, o debate sobre o uso de protetores solares não deve esfriar tão cedo. Segundo a própria comunidade científica, o "uso cotidiano de filtros solares" está longe do ideal. A recomendação é que se aplique mais protetor e mais vezes ao dia. Significa dizer que o experimento replica o uso mais indicado pelos médicos para os filtros solares.

Além desse impasse, outro artigo científico, publicado no periódico acadêmico Journal of the American Academy of Dermatology, em fevereiro, questionou o real efeito do uso de filtro solar na redução dos casos de câncer de pele nos Estados Unidos.

O que a pesquisa concluiu

Na análise conduzida por Reid A. Waldman e Jane M. Grant-Kels, do Departamento de Dermatologia da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, os autores esclarecem que, apesar de protetores solares serem recomendados com vigor pela comunidade médica americana, apenas quatro estudos foram feitos nos últimos 40 anos sobre o tema, e nenhum deles investigou a fundo a eficácia do produto em indivíduos saudáveis.

A pesquisa encontrou, sim, evidências sólidas de que o protetor solar previne o carcinoma de células escamosas. Entretanto, não há prova de que ocorra o mesmo com os carcinomas basocelulares, que são a forma mais comum de câncer de pele, provavelmente porque esses cânceres se desenvolvem muito devagar para que os estudos detectem uma tendência de queda.

O único estudo que investigou o uso de filtro solar para evitar melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele, não obteve resultado satisfatório.

Indivíduos que usaram protetor solar diariamente, ao longo de quatro anos, tiveram 1,5% de chance de desenvolver melanoma dez anos depois, comparado a 3%, entre pessoas que não aplicavam protetor solar com frequência ou do modo correto. Para os autores do artigo, a redução não tem significado estatístico.

Ouvido pela BBC News Brasil, o dermatologista Sérgio Schalka, referência nacional em fotoproteção, afirma que há um problema nos protetores solares americanos, o que pode explicar em parte a dificuldade de determinar a eficácia dos filtros fabricados ali.

Schalka diz que o desafio, agora, é conduzir estudos de longo prazo para estabelecer de fato o que faz um protetor solar.

"É complexo, porque precisamos ter sempre um grupo controle, que nesse caso não pode ficar sem usar nada de filtro solar por causa dos riscos, seria antiético. Só a Austrália fez algo massivo, com uma pesquisa conduzida por Adele Green. É o estudo mais importante que temos, envolveu milhares de pessoas. E ele comprova a eficácia dos protetores solares australianos: entre a população que fazia uso constante de filtro solar, o número de casos de melanoma caiu pela metade."

Jade Cury Martins, coordenadora do departamento de Oncologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma que tanto o estudo da FDA quanto o dos dermatologistas da Universidade de Connecticut fazem uma crítica adequada às metodologias usadas nos estudos anteriores, dentro da realidade americana.

"É verdade que ainda existem controvérsias sobre o uso do protetor solar. Uma delas é exatamente sobre a absorção das substâncias pela pele, e se isso teria algum impacto ou toxicidade para nosso organismo. Outra controvérsia seria o efeito hormonal do uso frequente de protetores. A questão da vitamina D também é muito debatida pelos médicos: usar filtro solar reduz a síntese da substância, que é fundamental na absorção de cálcio pelo organismo e na formação e recuperação de tecido ósseo. Nesse último caso, temos a opção de receitar vitamina D quando há deficiência, mas todas as questões que descrevi permanecem em aberto", afirma a especialista.

Martins argumenta que o câncer é uma doença multifatorial e complexa, "mas é importante dizer que o estudo sobre a eficácia conclui de modo muito assertivo que o uso de protetor solar deve ser encorajado, apesar da carência de evidências. Estudos prospectivos de longo prazo são sempre necessários".

Os tipos de câncer de pele

O câncer de pele é o tumor maligno mais frequente no Brasil: corresponde a cerca de 30% de todos os casos de câncer registrados no país.

 

A doença é dividida em dois grupos principais: melanomas e não melanomas.

 

Os não melanomas são o tipo mais comum (cerca de 90% dos casos) e apresentam alto percentual de cura, se forem detectados e tratados precocemente.

 

Carcinoma basocelular - o mais comum e também o menos agressivo - e carcinoma espinocelular (ou epidermoide) são variações dentro desse grupo.

Os melanomas representam apenas 3% das neoplasias malignas da pele. No entanto, são o tipo mais grave da doença, devido à probabilidade de provocarem metástase (disseminação do câncer para outros órgãos do corpo).

A relação entre o sol e o câncer de pele

É consenso entre os especialistas que, em excesso, a radiação ultravioleta (UV) emitida pelo sol provoca reações cutâneas e em nossos olhos.

São três os tipos de radiação ultravioleta: UVA, UVB e UVC. Tanto a UVA quanto a UVB têm potencial de penetrar a pele, danificar o DNA das células e favorecer o surgimento do câncer. Além disso, a UVB provoca vermelhidão, queimaduras e sensação de ardência. A UVC não penetra a atmosfera da Terra: é absorvida antes pela camada de ozônio.

A exposição à luz do Sol causa ainda enrugamento e manchas escuras na pele, o lentigo, muito comuns em pessoas acima dos 50 anos. A luz solar agride os olhos e pode provocar catarata.

Mas câncer é uma doença complexa, em que participam componentes genéticos e ambientais. "Outros fatores de risco incluem a cor da pele, ter cabelos e olhos claros ou ruivos, ter recebido radiação ionizante na pele (radioterapia, por exemplo), ter histórico familiar... No caso do melanoma, há ainda predisposições genéticas", afirma Martins.

A origem dos filtros solares

Segundo o livro The History of Sunscreen (a história do protetor solar, em tradução livre), de Adam S. Aldahan, os egípcios foram os primeiros a fabricar protetores solares. Eles usavam ingredientes como farelo de arroz, jasmim e tremoço para as pastas que protegiam a epiderme, a camada mais superficial da pele.

Embora não compreendessem os efeitos nocivos do sol, entenderam o conceito de bronzeamento. Em uma cultura em que a pele mais clara era mais desejável, o propósito do filtro solar entre os egípcios era unicamente cosmético.

"Só recentemente foi descoberto que o farelo de arroz absorve a radiação ultravioleta, que o jasmim ajuda a reparar o DNA e que o tremoço 'ilumina' a pele", explica o autor no livro.

Outras culturas também fabricavam cosméticos - os dos gregos antigos tinham como base o azeite. Algumas tribos nativas americanas se besuntavam com um uma pasta feita da planta Tsugacanadensis, a cicuta canadense, que tem efeito calmante em queimaduras solares.

O que o protetor solar faz

Quando bem utilizados, os filtros solares evitam as queimaduras que podem levar ao surgimento de alguns tipos de melanoma.

O filtro solar é eficaz em prevenir os danos cutâneos causados pela radiação UVB, tanto agudos (queimaduras solares) quanto crônicos - como manchas, fotoenvelhecimento e câncer de pele. Também é eficaz para doenças que são pioradas pelos raios UV, como é o caso do lúpus eritematoso.

Pelas normas da Anvisa, todos os filtros devem ter um fator de proteção UVA de ao menos 1/3 do valor da proteção UVB - o FPS que vemos no rótulo deve ser, de preferência, 30 ou maior. Eles devem ser aplicados de 15 a 30 minutos antes da exposição ao Sol, e serem reaplicados regularmente, a cada duas ou três horas.

O maior erro de quem usa protetor solar está na quantidade de filtro aplicada: a maioria das pessoas usa menos do que deveria. O Consenso Brasileiro de Fotoproteção, documento assinado pelos conselhos de dermatologistas do país, criou em 2013 a "regra da colher de chá", que determina a proporção ideal de fotoprotetor para cada parte do corpo. Rosto, cabeça e pescoço devem receber uma colher de chá de filtro solar cada um. Torso e costas, duas colheres de chá cada.

E a vitamina A?

Também alardeada como prejudicial à pele, a vitamina A presente na formulação de alguns protetores solares não causa câncer.

 

O que acontece é que o retinol, produto derivado da substância e presente nesses produtos, estimula a regeneração celular, mas em geral protetores com retinol devem ser usados depois do entardecer, porque com o aquecimento da pele pode causar irritação.

A regra geral indica que filtros orgânicos, ou de base química, absorvem a radiação.

 

Os inorgânicos ou minerais, também chamados de bloqueadores solares, refletem a radiação. Hoje, se sabe que os inorgânicos também absorvem os raios UV.

Tatiana Araújo Batista tem trabalhado com a produção de filtros solares inorgânicos biocompatíveis, que levam compostos como hidroxiapatita e fosfato tricálcio. "São substâncias que existem naturalmente nos ossos e dentes, ou seja, materiais compatíveis com o tecido humano.

 

Além de não causarem alergias, descartariam o risco de desenvolver outros tipos de câncer."

 

Fonte: G1 - https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/viva-voce/noticia/2019/07/28/o-que-ja-se-sabe-sobre-a-eficacia-do-filtro-solar-na-prevencao-do-cancer-de-pele.ghtml

MP aprova contas da Fundação IDEAH

Pelo terceiro ano consecutivo a Fundação IDEAH teve suas contas aprovadas pelo Ministério Público. A prestação de contas é feita anualmente entre os meses de maio e junho e é obrigatória para Fundações privadas. O MP aprovou as contas de 2017. O resultado das contas de 2018 sairá em 2020.

A aprovação das contas corresponde a re­gularidade do caixa da Fundação IDEAH, analisada por um Promotor de Justiça em conjunto com uma série de documentos en­viados pela Fundação, incluindo a aprovação das contas pelo Conselho Fiscal e Curadoria.

Mas uma vez a Fundação IDEAH ressalta o seu compromisso com a sociedade e com a comunidade científica da Cirurgia Plástica, investindo em Ações Humanitá­rias e Ações de Ensino. Contribua com a Fundação IDEAH e doe para que esse trabalho continue. Para mais informações, acesse www.fundacaoideah.org.br.

 

Mão fica deformada após uso de pasta de dente sobre queimadura

Por: Fernando Moreira

A inesgotável enciclopédia do Google apresenta uma série de "tratamentos alternativos" para queimaduras. Entre eles, está aplicar pasta de dente sobre a área queimada.

Você não deve fazer isso. Em hipótese alguma. O alerta foi dado pelo médico Kamarul Ariffin, da Malásia. Ele postou no Twitter uma imagem que mostra uma das mãos de uma paciente queimada com óleo fervente. A mulher aplicou exatamente pasta de dente sobre as bolhas. Resultado: a reação ao produto de higiene bucal fez a mão da paciente deformar, com bolhas enormes.

A própria Colgate - marca usada sobre a queimadura pela paciente - pediu que o creme dental não seja aplicado dessa forma, contou o "Daily Mirror".

"Pasta de dente contém substâncias abrasivas e detergentes, ideais para limpar os dentes, mas não para passar em queimadura", destacou.

Fonte: Jornal Extra - https://extra.globo.com/noticias/page-not-found/mao-fica-deformada-apos-uso-de-pasta-de-dente-sobre-queimadura-23742694.html

 

Otoplastia: cirurgia plástica é opção para pessoas com orelhas de abano

Motivada por situações de bullying e problemas com autoestima, a otoplastia é um dos procedimentos estéticos mais comuns em crianças e adolescentes

Saúde

    por Agência Estado

Muitas vezes motivada por situações de bullying e problemas com autoestima, a otoplastia é um dos procedimentos estéticos mais comuns em crianças e adolescentes. A cirurgia plástica corrige orelhas de abano, que têm origem genética e atingem de 2% a 5% da população. Ela pode ser feita a partir dos seis anos, idade em que as orelhas chegam a quase 100% do tamanho final.

"O primeiro passo é apalpar as orelhas e definir quais estruturas deverão ser abordadas e quais técnicas serão utilizadas para modelar e buscar o resultado mais natural possível", indica Mauro Speranzini, especialista em otoplastia pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Saúde em dia

Antes de se submeter à um procedimento cirúrgico, é indispensável ter indicadores de que o organismo está saudável; exames de sangue e até mesmo de uma avaliação cardiológica são necessários. O histórico de saúde antecipa possíveis complicações e traz um alerta quanto aos riscos da cirurgia. O ambiente onde a operação será realizada também merece atenção: é fundamental que seja feita em um centro cirúrgico estruturado, sendo que os hospitais são recomendados para crianças menores de 10 anos.

Parar de fumar é outro pré-requisito para quem vai se submeter à otoplastia. "O cigarro diminui a circulação sanguínea, o que aumenta a chance de sofrimento e até mesmo necrose da pele", explica Mauro.

Pós-operatório

O procedimento dura poucas horas e o paciente recebe alta ainda no mesmo dia. Por dois ou três dias, deve permanecer com o curativo pós-operatório, popularmente chamado de 'capacete', para depois retirá-lo no consultório. "O retorno às atividades escolares ou profissionais é possível após dois ou três dias da realização da otoplastia, porém, nas primeiras semanas, devido ao inchaço e possível arroxeamento do local, fica evidente a intervenção cirúrgica para os pacientes que não podem escondê-las com os cabelos, por exemplo", ressalta o cirurgião. O uso de faixa compressiva também é indicado por aproximadamente um mês.

"Nos primeiros dias do pós-operatório, deve-se evitar alimentos que necessitem mastigar muito, pois o movimento das mandíbulas pode causar desconforto nas orelhas. É normal sentir uma dor leve ou moderada. Caso ocorra, os analgésicos prescritos darão conta de controlá-la sem dificuldades", diz Mauro.

O procedimento é feito pela parte de trás da orelha, então as cicatrizes são praticamente imperceptíveis. O resultado da otoplastia já fica evidente logo ao final da operação. No entanto, como a região fica inchada nos primeiros dias, a aparência definitiva poderá ser analisada entre o primeiro e segundo mês após a cirurgia.

Risco de nova cirurgia

Estatísticas médicas indicam que entre 10% e 15% dos pacientes precisam refazer a cirurgia em algum momento da vida, por conta do retorno parcial ou total da orelha à posição original. No entanto, não são todas as cirurgias que podem ser reparadas. "Retiradas excessivas de tecido como a pele e a cartilagem podem ser de difícil ou até mesmo impossível reposição. Da mesma forma agressão à cartilagem pode deixar sequelas irreparáveis", adverte Mauro. Apesar disso, os casos de recidiva estão em declínio, principalmente por conta de novas técnicas de operação que garantem um resultado definitivo no primeiro e único procedimento.

Onde procurar atendimento

De acordo com o Ministério da Saúde, "o Sistema Único de Saúde (SUS) não contempla procedimentos de cirurgia estética".

O paciente pode receber auxílio na rede pública em casos mais graves, anomalias de posição da orelha e outras deformidades. O atendimento inicial é feito na Atenção Básica, em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Caso o médico julgue necessário, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada.

Outra possibilidade é o Projeto Orelhinha, ação social que promove cirurgias de otoplastia por meio de parcerias médicas. A operação é oferecida nas capitais do País com um baixo custo.

"Essa cirurgia não é de caráter puramente estético, mas sim social, pois a correção da orelha de abano tem reflexo diretamente na autoestima do paciente. Percebemos, imediatamente após a cirurgia de otoplastia, que a vida dessas pessoas muda para melhor", destaca o fundador do projeto, Marcelo Assis.

Bullying e otoplastia

Em reportagem sobre a influência do bullying nos procedimentos estéticos em crianças e adolescentes, a neuropsicóloga Edyleine Benczik falou sobre a percepção da imagem corporal. "O feedback que recebe do ambiente pode reforçar positiva ou negativamente o autoconceito e a sensação de serem ou não aceitos socialmente", relata a especialista em psicologia escolar e do desenvolvimento humano.

Segundo a neuropsicóloga, "a alteração na percepção da imagem corporal pode se tornar uma patologia a partir do momento em que ela começa a afetar a vida social e a saúde da pessoa". Dessa forma, ela ressalta a importância dos pais ajudarem no processo de construção da autoestima, principalmente com o apoio de psicólogos. O especialista poderá analisar o objetivo real da intervenção, a capacidade da criança ou adolescente em tolerar frustrações, o nível de exigência, os fatores emocionais, entre muitos outros diagnósticos essenciais.

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Fonte: R7 - https://noticias.r7.com/saude/otoplastia-cirurgia-plastica-e-opcao-para-pessoas-com-orelhas-de-abano-20042019

Orelha de abano atinge de 2% a 5% da população

 

Aula Magna do PEECC na 39ª Jornada Paulista reúne mais de 300 expectadores

Cerca de 360 expectadores entre residentes e especialistas assistiram a Aula Magna do PEECC (Programa de Educação, Ensino e Capacitação Continuada da SBCP) durante a 39ª Jornada Paulista de Cirurgia Plástica, no dia 19 de junho, ho Grand Hyatt Hotel, em São Paulo.

A Aula Magna “Aplicações da Neurorrafia Término Lateral”, que teve o apoio da Fundação IDEAH-SBCP, foi ministrada pelo Dr. Fausto Viterbo de Oliveira Neto, moderação da Dra. Lydia Masako Ferreira, presidente de honra da Jornada, e do Coordenador do PEECC, Dr. José Octavio Gonçalves de Freitas..

O apoio ao PEECC faz parte das Ações de Ensino da Fundação IDEAH-SBCP e, após assistir a aula, o residente assina a lista de presença, acessa o site da Fundação IDEAH, o www.fundacaoideah.org.br e solicita o certificado de participação. Cada aula do PEECC assistida, o residente acumula um ponto para a prova de título de Especialista. Não deixe ações como esta acabar. Colabore com o fortalecimento da Cirurgia Plástica e facilite o acesso aos mais necessitados e contribua com a Fundação IDEAH.

 

Crianças são maioria entre as vítimas de queimaduras em festejos juninos

Número de acidentes com fogos de artifício e fogueiras tende a ser menor que o do ano passado

Por: Vinícius Lucena

O Setor de Queimados do Hospital da Restauração (HR) divulgou, na manhã desta quarta-feira (26), no Recife, relatório parcial sobre os pacientes que sofreram acidentes causados por fogos de artifício ou pelo contato direto com fogueiras. Desde a véspera de Santo Antônio (11 de junho), o HR atendeu um total de 41 pessoas. Entre as vítimas, 23 são crianças de 1 ano a 12 anos e 18 adultos. Em 2018, foram registrados 76 casos durante todo o ciclo junino.

Entre as tradições que marcam as festas juninas, os fogos de artifício e as fogueiras são as que mais causam acidentes. O médico Marcos Barreto, chefe do Setor de Queimados do HR, afirmou que, no período junino, as ocorrências da ala hospitalar aumentam em até 23%. Segundo o médico, o relatório parcial mostra que pode haver uma redução significativa no número de vítimas em relação ao ano passado. Entretanto ele lembrou que, em 2018, a Copa do Mundo de Futebol aconteceu no período junino, o que fez com que os casos de feridos com explosivos fosse maior. Para ele, “o ideal é comparar com o ano de 2017, quando recebemos um total de 55 feridos”.

Entre os 41 pacientes deste, 29 sofreram acidentes com fogos de artifício e 12 com fogueiras. Os casos considerados mais graves, em que as vítimas precisaram sofrer amputações, são menos frequentes. Neste ano, já foram registrados cinco casos do tipo. Somente um paciente continua internado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Um novo relatório deve ser divulgado após os festejos de São Pedro, comemorado no dia 29 deste mês.

Recomendações
Para evitar acidentes com no São João, o médico Marcos Barreto afirmou que as pessoas precisam estar atentas à utilização dos materiais que usados e da procedência dos fogos. Na hora de acender as fogueiras, é preciso ter um cuidado especial com os combustíveis utilizados. O médico também disse que “é importante que as pessoas apaguem as fogueiras quando os festejos terminarem”.

Além dos cuidados com as fogueiras, o uso de fogos de artifício também deve ser cuidadoso, especialmente com crianças, que devem estar sempre acompanhadas de adultos quando estiverem em contato com fogos. “Se compararmos a quantidade de pessoas feridas à quantidade de fogueiras acesas e fogos utilizados, veremos que uma parcela pequena se envolve com acidentes”, afirmou o médico especialista em queimaduras.

Fonte: Folha PE Notícias – Leia a notícia na íntegra em
https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/sao-joao-2019/2019/06/26/NWS,108865,70,1457,NOTICIAS,2190-CRIANCAS-SAO-MAIORIA-ENTRE-VITIMAS-QUEIMADURAS-FESTEJOS-JUNINOS.aspx

Desde o último dia 12, HR atendeu 41 vítimas de queimaduras
Foto: Kleyvson Santos

 

Mulher tem queimadura de 2º e 3º grau ao fazer bronzeamento com folha de figo

por Gazeta Digital

Atendende de padaria Katia Scapini teve queimaduras de 2º e 3º grau ao fazer um bronzeamento caseiro com o chá da folha de figo na última quarta-feira (19), em Nova Xavantina (607 km distante de Cuiabá).

Conforme fotos divulgadas por ela nas redes sociais, ela ficou com a perna inteira com bolhas e vermelha. As informações são de que ela teria aprendido o método com uma amiga. 

No sábado (22), ela foi encaminhada para Cuiabá, para ser atendida no Pronto-Socorro Municipal da Capital. Até que na segunda-feira (24), ela foi transferida o Centro de Tratamento de Queimaduras. Em suas redes sociais ela pediu por orações.

"Gente estou indo pro CTQ não sei quando vou sair..não vou poder falar com vcs só peço oração [sic]", disse.  

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queimadura, conhecida como fitofotodermatite ocorre por uma combinação de contato com a planta e a exposição  à radiação solar. 

"Os agentes responsáveis contêm furocumarinas (psoralênicos) que podem estar presentes em alimentos, perfumes, aromatizantes e cosméticos".

Fonte: R7 – Gazeta Digital. Veja matéria em https://noticias.r7.com/cidades/gazeta-digital/mulher-tem-queimadura-de-2-e-3-grau-ao-fazer-bronzeamento-com-folha-de-figo-25062019

PERNAMBUCO

Junho acende alerta para queimaduras

Em Pernambuco, são registrados mais acidentes com fogueiras e fogos de artifício

Com as festas juninas, a tradição de acender fogueiras e soltar fogos de artifício aumenta o número de atendimentos no setor de queimados do Hospital na Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, na região central do Recife. No ano passado, entre os dias 15 e 26 de junho, 23 adultos foram atendidos no setor - um aumento de 53% em comparação ao período de 15 a 27 de junho de 2017, quando 15 adultos foram atendidos na unidade de saúde.

Além dos 23 adultos, também foram atendidas 22 crianças no período do ano passado. As lesões mais graves foram aquelas provocadas pelas queimaduras de fogueiras devido à maior extensão que elas atingem o corpo. Uma das razões que contribuiu para aumentar o número de casos no ano passado foi a ocorrência da Copa do Mundo, devido ao maior uso dos fogos de artifício.

Segundo a direção da ala, em meses sem uso frequente de fogos e acendimento de fogueiras, a unidade realiza, em média, seis atendimentos mensais.

Um dos alertas feitos pelo chefe do setor de queimados, Marcos Barretto, é a respeito das medidas adotadas para aliviar as queimaduras. "Não é adequado usar produtos como manteiga, café ou creme dental, porque isso piora as queimaduras. O ideal é deixar o local queimado extremamente limpo para que a gente possa fazer o tratamento no hospital", explicou o médico.

Fonte: Destak Pernambuco - https://www.destakjornal.com.br/cidades/recife/detalhe/junho-acende-alerta-para-queimaduras

 

Festas juninas e férias escolares aumentam riscos de queimaduras

Nos meses de junho e julho a incidência de acidentes aumentam, que representam a quarta maior causa de morte infantil

Por ano, cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras no país, sendo 300 mil somente em crianças. De acordo com especialistas da Sociedade Brasileira de Queimaduras, esses acidentes representam a quarta maior causa de morte infantil.

Isso se deve ao fato dos meses de junho e julho serem períodos das férias escolares e também quando acontecem as festas juninas, aumentando, assim, os riscos de acidentes com queimaduras.

“O inverno é uma estação em que as pessoas tendem a ficar mais aglomeradas em casa, principalmente nas famílias com poder aquisitivo menor. E com as crianças por um período maior dentro de casa, por contas das férias escolares, o risco de acidentes aumentam. Além disso, a prática de soltar balões e as tradicionais fogueiras durante as festas juninas são mais um motivo para as famílias ficarem atentas”, afirma o presidente da Sociedade, Ariosto Santos.

O cirurgião plástico ressalta que a maioria dos acidentes envolvendo queimaduras em crianças acontecem em ambientes domésticos, principalmente em lugares da casa como cozinha e quintal. “As crianças não têm muita noção de perigo. Então, são capazes de puxar cabos das panelas que não estiverem viradas para a parte de trás do fogão, por exemplo”, diz o médico.

Segundo Ariosto, em caso de acidente, a recomendação é em hipótese alguma passar produtos como manteiga, pó de café e pasta de dente na região afetada. “Se houver queimadura, o correto é enxaguar a área afetada com água corrente e buscar atendimento médico”, explica Ariosto Santos.

Além disso, não se deve estourar as bolhas provocadas pela queimadura. “Caso elas se manifestem, significa que são queimaduras de segundo grau e devem ser manuseadas apenas por um profissional especializado. Ou seja, não devem ser rompidas, estouradas ou mesmo esvaziadas com uma agulha”, conclui.

Dicas para evitar as queimaduras:

– Ao acender um fósforo, mantenha o palito longe do rosto. Dessa forma, ao escapar alguma chama, você não será atingido.

– Antes de acender uma vela, observe se ela está longe de produtos inflamáveis, como botijões de gás, solventes e tecidos.

– Mantenha as crianças longe da cozinha durante o preparo de alimentos. E sempre direcione o cabo das panelas para a área interna do fogão.

– Nunca manipule álcool, gasolina, querosene ou outros líquidos inflamáveis perto do fogo. E guarde esses produtos longe do alcance das crianças.

– Nas Festas Juninas, dê preferência a fogueiras pequenas. Além disso, as acenda longe de matas, depósitos de papel, produtos inflamáveis e ventanias.

Fonte: ES Brasil - https://esbrasil.com.br/riscos-de-queimaduras/

 

Com a chegada das festividades juninas o número de acidentes com fogo aumenta e, em muitos casos, pode ser fatal.Para conscientizar a população dos perigos do uso inadequado de fontes de calor em períodos de festejos juninos, no Dia Nacional de Luta Contra Queimaduras, 06 de junho, a SBCP criou uma campanha em suas Redes Sociais com o apoio da Sociedade Brasileira de Queimadura (SBQ), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM) e a Fundação IDEAH.

Dados apurados pelo Conselho Federal de Medicina entre 2009 e 2017 apontam aproximadamente cinco mil internações ocasionadas pelo manuseio incorreto de fogos de artifício. E o que é pior: muitas das vítimas de queimaduras, são crianças. Os festejos de São João podem representar perigo para quem descuida da segurança. Confira três dicas indispensáveis para evitar lesões ocasionadas por fontes de calor:

🔹 Fogueiras devem ser acesas em local arejado e livre de rede elétrica;

🔹 Fogos devem ser adquiridos em empreendimentos regulamentados;

🔹 Mantenha crianças afastadas de atividades perigosas. A prevenção é fundamental.
 

A cirurgia reparadora representa papel fundamental no tratamento de queimados. O cirurgião plástico realiza desde pequenos curativos até tratamento mais complexos como enxertos e transplantes de pele. A área de queimaduras é tão ampla e abrangente, que a SBCP possui um Capítulo totalmente dedicado ao aprofundamento do estudo de técnicas e tratamentos.

A Fundação IDEAH-SBCP sempre contempla o atendimento aos queimados nas ações humanitárias que realiza durante todo o ano, em diversas cidades do País e apoia o desenvolvimento científico contínuo para a recuperação da funcionalidade e autoestima dos pacientes afetados. Lembre-se a prevenção é o melhor cuidado. Divirta-se com responsabilidade.

CAMPANHA DE SÃO JOÃO

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Obesidade é como um câncer

Cirurgião bariátrico e presidente da International Federation for The Surgery Of Obesity and Metabolic Disorders(IFSO), Almino Cardoso Ramos fala sobre a complexidade da doença, demonstra o cenário da cirurgia bariátrica e como o país está posicionado em relação às nações mais desenvolvidas do mundo

Por Lucilene Oliveira

“Um trabalho totalmente linear.” É dessa maneira que o presidente da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorders (IFSO), Almino Cardoso Ramos, faz um paralelo entre o trabalho do cirurgião bariátrico e do cirurgião plástico. O especialista recebeu a Plastiko´s em seu consultório e defendeu que o tratamento da doença crônica seja realizado de forma multidisciplinar e que a cirurgia plástica pós-bariátrica não pode, em hipótese alguma, ser confundida com uma cirurgia plástica estética. “Ela é reparadora, porque se dedica ao reparo das sequelas após um emagrecimento acentuado”, afirma o médico, ao defender a imediata cobertura dos planos de saúde e atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para esses pacientes.

Em uma extensa conversa, que objetivou traçar o panorama da cirurgia bariátrica no Brasil e no mundo, o presidente da IFSO destacou que a cirurgia plástica é “uma continuidade no tratamento da obesidade” e que o Brasil precisa aumentar em 50% o número de cirurgias bariátricas, a fim de atender a uma demanda reprimida, em especial no SUS. Confira os principais trechos da entrevista.

Como o senhor vê o panorama atual das cirurgias bariátricas no mundo e como o Brasil se posiciona nesse cenário?

Antes de olhar o panorama da cirurgia bariátrica no mundo, precisamos olhar para o panorama da obesidade. O primeiro passo das entidades internacionais e nacionais que tratam de obesidade é começar a combater o estigma e o preconceito, que vêm até mesmo da própria classe de assistência.  Por mais que a ciência tenha evoluído e a obesidade seja reconhecida como uma doença - e temos que reconhecer o papel do Brasil nisso, porque o País foi um dos primeiros a reconhecer a obesidade como uma doença -, ainda temos um longo caminho a percorrer. Os Estados Unidos, que têm um dos maiores índices de obesidade no mundo, só reconheceram a obesidade como doença há cinco anos.

No Brasil, isso aconteceu ainda nos anos 1990. A obesidade é uma doença e deve ser tratada como tal. Mais que isso, é uma doença crônica e muito complexa. Para se ter uma ideia, a obesidade é uma doença tão crônica e complexa quanto o câncer, embora elas tenham evoluções diferentes, mas essa comparação pode ser feita. Esse é um quadro universal. Não é apenas no Brasil, mas em todos os países; o excesso de peso, em geral, é um problema muito maior do que a desnutrição. O problema do Brasil já foi a desnutrição, hoje é o excesso de peso, e isso vem piorando ano a ano. Hoje, 52% dos brasileiros têm excesso de peso; 20% são obesos e aproximadamente 4% têm a forma mais grave da obesidade, chamada antigamente de obesidade mórbida, que hoje chamamos de obesidade severa. A expectativa é que, nas próximas pesquisas, esses índices aumentem.

O Brasil tem a segunda maior sociedade do mundo dedicada ao tratamento da obesidade mórbida, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica(SBCBM); por aqui, são feitos aproximadamente entre 110 e 115 mil procedimentos desses por ano, com 1.600 profissionais bariátricos. No cenário global, o Brasil tem um papel muito importante pelo reconhecimento da obesidade como doença e pelo reconhecimento da cirurgia como melhor tratamento para aforma mais avançada da obesidade.

É lei no Brasil, para o Ministério da Saúde e para todos os convênios médicos, que, uma vez que o paciente comprove ter obesidade mórbida, dentro de algumas situações, ele tem direito ao tratamento mais adequado, que é o cirúrgico. Isso, no entanto, não acontece em todos os países. Na maioria deles, existe muita limitação. O Brasil é protagonista na área; em qualquer congresso mundial sobre cirurgia bariátrica, temos papel de destaque. Os cirurgiões brasileiros são muito respeitados.

Qual a importância para o País em ter um especialista brasileiro como presidente da IFSO?

A Federação Internacional de Cirurgia da Obesidade e Doenças Metabólicas (IFSO) faz a coordenação mundial dos novos estudos relacionados à especialidade, promovendo todos os anos congressos em diferentes países, com o objetivo de ajudar diversos países a criar um programa inclusivo de tratamento da obesidade,a fim de diminuir esse preconceito e estigma contra a doença. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica é um dos membros mais importantes dessa federação internacional. O Brasil se posiciona muito bem, tem bons serviços e centros de excelência que oferecem ao paciente uma cirurgia segura.

A cirurgia bariátrica evoluiu muito nos últimos anos. Quais foram os principais ganhos em relação a técnicas e procedimentos?

Se olharmos a realidade da cirurgia bariátrica há 20 anos, hoje ela é totalmente diferente. Nessas duas décadas, a cirurgia laparoscópica é a e conhecida como melhor, menos invasiva e de melhor resultado, sendo feita com pequenas incisões no abdômen, e não mais com incisões de 20 a 30 cm. A evolução da laparoscopia durante esse período foi um grande avanço. O treinamento do cirurgião e das equipes é outro fator extremamente positivo, além da evolução do processo de acompanhamento do paciente após a operação.  A cirurgia bariátrica não é feita com a intenção de causar nenhum problema para ninguém, porém, alguns eventos adversos podem acontecer após o procedimento, mas todos são previsíveis e evitáveis.

Fala-se muito a respeito de nutrição, anemia, deficiência de cálcio, osteoporose etc., mas já sabemos como todas essas situações se comportam. É importante frisar a esse paciente que, após a cirurgia bariátrica, não é normal ter queda de cabelo, fragilidade de unha e outros problemas. E para evitar o aparecimento desses quadros, o paciente precisa fazer um bom pós-operatório. Temos que trabalhar, alertar o paciente que ele precisa de acompanhamento após a cirurgia bariátrica, principalmente nos dois primeiros anos.

Essa evolução do procedimento também contribuiu para prever as complicações e reduzir a mortalidade?

Há 20 anos, a mortalidade de cirurgia bariátrica era em torno de 2% e, para uma doença com uma certa gravidade, não pode ser considerada uma mortalidade tão alta. Mas, hoje, a mortalidade relacionada com cirurgia bacia toriátrica, quando feita dentro de um centro de excelência, é menos de 0,5%. Na verdade, em um dos estudos, ela está em torno de 0,1% a 0,2%. Levando em conta que estamos tratando com pacientes bastante pesados e graves, muitos com problemas cardiovasculares, essa taxa pode ser considerada uma mortalidade extremamente baixa.

Em alguns países, foi feito um estudo de mortalidade entre pacientes que fazem a cirurgia e pacientes que têm indicação, mas não fazem.  A mortalidade naqueles que têm a indicação para fazer a cirurgia, mas não fazem, é em torno de nove a 12 vezes maior do que naquele grupo que faz a operação. Já está provado que a cirurgia proporciona mais tempo devida, mais qualidade de vida e, inclusive, do ponto de vista econômico, já está prova do que uma cirurgia dessas, em três ou quatro anos de pós-operatório, paga todo seu investimento. É mais barato menor, e a outra é o bypass. O principal aspecto da gastrectomia vertical é o fisiológico. Aparte do estômago retirada é a que produz um hormônio chamado grelina, que nos faz ter fome. Ao todo, 90% da grelina vem da parte do estômago que tiramos. Mais do que redução do tamanho do estômago, essa cirurgia significa redução da fome em 90%.

A outra técnica, parecida com essa, está mais associada ao desvio intestinal. Eu corto o intestino e ligo a parte distala o estômago pequeno, fazendo com que a comida não passe mais na região onde permanecem sendo produzidas as enzimas da digestão. Quando faço o bypass, terei o resultado do sleeve mais o resultado da derivação intestinal. Em média,a perda de peso relacionada a um sleeve, a uma gastrectomia vertical, gira em torno de 25% a 30% do peso, e em um bypass, a perda é de 35% a 40%o peso. O primeiro conceito que devemos ter é que não há um procedimento pior ou melhor; existem situações onde a gastrectomia vertical pode estar mais indicada e outras onde o bypass pode estar mais indicado. Em resumo, o bypass, por fazer perder mais peso e ter maior efeito metabólico,acaba sendo dedicado àquelas pessoas mais obesas, com IMC mais alto, que precisam perder mais peso, ou aquelas com muitas doenças metabólicas,diabetes, hipertensão. Se eu pego um paciente que precisa emagrecer em torno de 30 quilos e ele tem comorbidades leves, por exemplo,como mais problemas ortopédicos pelo excesso de peso,mas não é diabético, ele pode ter uma hipertensão leve, a gastrectomia vertical pode ser uma boa opção. Agora, para aquele indivíduo que tem 120,130, 140 quilos, que toma sete,oito comprimidos por dia para tratar diabetes, hipertensão e dislipidemia, o bypass será a melhor opção.

O senhor falou que são seis técnicas diferentes de cirurgia. Quais são elas e suas especificidades?

Após o uso normal de medicações,de tratamentos intervencionistas, a primeira coisa que vem é a linha de procedimentos endoscópicos. Nos procedimentos endoscópicos,temos o balão intragástrico, que terá um efeito de diminuição de fome e melhora de saciedade, levando o paciente a perder peso. O inconveniente é que isso é um tratamento temporário e nós sabemos que a obesidade é uma doença crônica, então vamos tratar o paciente só durante aquele momento; a chance de reganho de peso depois é muito grande. E existe um outro tratamento endoscópico que, por endoscopia, por uma sutura especial, se faz a redução do estômago, que se chama gastroplastia endoscópica pela cirurgia, porque depois vai diminuir o número de doenças do paciente, internações, complicações, uso de medicação e, inclusive, risco de mortalidade.

O pós-operatório da cirurgia bariátrica envolve diretamente a cirurgia plástica. Como vê a relação entre as duas especialidades para esse tipo de procedimento?

É totalmente linear. Quando falamos da cirurgia plástica pós- bariátrica, estamos falando de um procedimento que faz parte do tratamento multidisciplinar, que esse paciente necessita. A cirurgia plástica depois da cirurgia bariátrica não é vista como uma cirurgia plástica estética, mas reparadora, porque se dedica ao reparo das sequelas que ficam depois de um emagrecimento acentuado. A cirurgia plástica faz parte do tratamento da obesidade. É uma continuidade no tratamento do paciente obeso.

Falando sobre técnicas, quando é mais indicado o bypass ou a gastrectomia vertical?

Quando vemos o atual panorama mundial de técnicas para tratamento da obesidade, temos umas seis disponíveis, mas 85% das operações são de duas técnicas: uma é a gastrectomia vertical, que é simplesmente a retirada de dois terços do estômago, tornando-o menor, e a outra é o bypass. O principal aspecto da gastrectomia vertical é o fisiológico. A parte do estômago retirada é a que produz um hormônio chamado grelina, que nos faz ter fome. Ao todo, 90% da grelina vem da parte do estômago que tiramos. Mais do que redução do tamanho do estômago, essa cirurgia significa redução da fome em 90%.

A outra técnica, parecida com essa, está mais associada ao desvio intestinal. Eu corto o intestino e ligo a parte distala o estômago pequeno, fazendo com que a comida não passe mais na região onde permanecem sendo produzidas as enzimas da digestão. Quando faço o bypass, terei o resultado do sleeve mais o resultado da derivação intestinal. Em média, a perda de peso relacionada a um sleeve, a uma gastrectomia vertical, gira em torno de 25% a 30% do peso, e em um bypass, a perda é de 35% a 40%do peso. O primeiro conceito que devemos ter é que não há um procedimento pior ou melhor; existem situações onde a gastrectomia vertical pode estar mais indicada e outras onde o bypass pode estar mais indicado. Em resumo, o bypass, por fazer perder mais peso e ter maior efeito metabólico, acaba sendo dedicado àquelas pessoas mais obesas, com IMC mais alto, que precisam perder mais peso, ou aquelas com muitas doenças metabólicas, diabetes, hipertensão.

Se eu pego um paciente que precisa emagrecer em torno de 30 quilos e ele tem comorbidades leves, por exemplo, como mais problemas ortopédicos pelo excesso de peso, mas não é diabético, ele pode ter uma hipertensão leve, a gastrectomia vertical pode ser uma boa opção. Agora, para aquele indivíduo que tem 120,130, 140 quilos, que toma sete, oito comprimidos por dia para tratar diabetes, hipertensão e dislipidemia, o bypass será a melhor opção.

O senhor falou que são seis técnicas diferentes de cirurgia. Quais são elas e suas especificidades?

Após o uso normal de medicações,de tratamentos intervencionistas, a primeira coisa que vem é a linha de procedimento sendoscópicos. Nos procedimentos endoscópicos, temos o balão intragástrico, que terá um efeito de diminuição de fome e melhora desaciedade, levando o paciente a perder peso. O inconveniente é que isso é um tratamento temporário e nós sabemos que a obesidade é uma doença crônica, então vamos tratar o paciente só durante aquele momento; a chance de reganho de peso depois é muito grande. E existe um outro tratamento endoscópico que, por endoscopia, por uma sutura especial, se faz a redução do estômago, que se chama gastroplastia endoscópica. Então esses tratamentos endoscópicos são basicamente indicados a pacientes com pouco excesso de peso, que precisam ter uma perda em torno de 15% a 20% do peso.

Depois, nós temos os procedimentos cirúrgicos, e todo seles são por laparoscopia. O primeiro, que é um procedimento em franca diminuição de números em todo o mundo, é uma operação que já foi muito popular: a banda gástrica ajustável. Nessa cirurgia, é colocado um anel limitador do estômago; não se corta nem grampeia o órgão, somente se limita com a colocação desse anel.

Depois, temos a gastrectomia vertical  e o bypass gástrico, que chamamos de bypass gástrico em yeroux, que citei anteriormente. Tem um outro tipo chamado bypass gástrico de uma anastomose, muito parecido com esse, mas com uma pequena modificação técnica. Temos ainda aquele grupo de cirurgias dedicado aos super obesos, com IMC acima de 50, que é a derivação biliopancreática, um tipo de by-pass que desvia muito mais o comprimento do intestino porque é para maior perda de peso.

Temos a derivação biliopancreática, que é a standard, a derivação biliopancreática com duodenal switch e o duodenal switch de uma anastomose. Basicamente, essas são as cirurgias mais utilizadas em todo o mundo, mas 85% dos casos operados se limitam à gastrectomia vertical e ao  bypass gástrico, por terem um histórico maior de uso e mais confiança dos cirurgiões, que estão melhor preparados para trabalhar com elas. A única diferença é que, fora do Brasil, a gastrectomia vertical é a cirurgia mais popular. Ela representa em torno de 70% da cirurgia bariátrica, quando comparada com o bypass. Aqui no Brasil,o bypass ainda é a cirurgia preferida, mas a gastrectomia vertical está crescendo muito e, provavelmente, neste ano ou em 2020, já se iguale ao resto do mundo, tornando-se a gastrectomia vertical o procedimento mais realizado.

Há algum motivo específico para essa diferença?

Preferência do cirurgião. Em geral, fora do Brasil, a cirurgia bariátrica é relativamente nova, não tem tanta história. No Brasil, já são 30 anos fazendo cirurgia bariátrica e os primeiros cirurgiões que operaram no País, que criaram toda a história de cirurgia que temos hoje, se dedicavam principalmente ao by-pass gástrico. Essa é a razão pela qual a maioria dos cirurgiões brasileiros ainda está mais envolvida com essa técnica, mas à medida que temos novos cirurgiões começando a se dedicar a isso, eles começam a olhar o que está acontecendo fora do Brasil e a trazer essa realidade. Mas isso é basicamente uma questão de confiança do cirurgião.

As estatísticas atuais demonstram um aumento gradativo da obesidade, consequentemente devem levar a um número cada vez maior de cirurgias. Como avalia esse cenário?

Acho que a situação econômica do Brasil é algo que tem bloqueado bastante algumas situações. Por exemplo, na maioria dos hospitais públicos do País, somente se faz cirurgia aberta ainda, quer dizer, até do ponto de vista ético, temos que começar a questionar isso: será ético oferecer um procedimento quando sabemos que há outro muito mais seguro? Mas o Ministério da Saúde ainda não ofereceu condições para que os hospitais públicos comecem a fazer cirurgia bariátrica por laparoscopia.

Outra coisa: quando olhamos para a população brasileira, se pensarmos que o grande contingente depende do SUS, como vamos entender que, dentro do número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil, 90% são feitas no ambiente de convênio médico e só 10% dentro do SUS? Ou seja, 10% de cirurgias para 90% da população. Ainda assim, a questão pública precisa melhorar muito para que possamos alavancar essa situação. Creio que, na saúde suplementar, da parte de regulação, a situação andou bem. Temos normativas que garantem aos brasileiros com convênio médico, de uma forma ou de outra, a realização do melhor tratamento para a obesidade mórbida, que é a cirurgia bariátrica. Mas ainda tem muito chão pela frente, os benefícios da cirurgia são muito grandes, não podem ficar restritos a um grupo, precisam ser oferecidos de maneira universal dentro do Brasil e, para isso, vamos depender do Ministério da Saúde.

O CFM mudou a resolução sobre indicação da cirurgia bariátrica, passando de quem tem IMC 35 para 30,de pessoas com diabetes sem controle medicamentoso. Como analisa essa mudança?

A cirurgia bariátrica é indica da para quem tem obesidade mórbida. Defina-se obesidade mórbida como obesidade severa, obesidade grau 3 por quem tem um IMC acima de 40. Então quem tem um IMC acima de 40 tem direito ao tratamento mais adequado, independentemente de comorbidades ou não. Quando a pessoa tem um IMC de 35, mas também comorbidades importantes, como diabetes, hipertensão, problemas ortopédicos severos, apneia do sono, dislipidemia (aumento de colesterol e triglicérides), acúmulo de gordura no fígado, esteatose, esteato-hepatite, infertilidade, problemas respiratórios ou problemas cardiovasculares, ela também passa a ter indicação formal para a cirurgia. Recentemente, o CFM aprovou a cirurgia com IMC entre 30 e 35, ou seja, desceu um pouquinho mais, apenas para pacientes que sejam diabéticos, em quem o endocrinologista não consiga compensar o tratamento com remédios e recomende para a operação.

A atual regulação brasileira é acima de IMC 35 com comorbidade ou acima de 40, reconhecida pelo CFM, Ministério da Saúde e ANS como a mais adequada. Com IMC entre 30 e 35, até agora, só o Conselho Federal de Medicina reconheceu, embora grandes associações internacionais, como a American Diabetes Association(ADA), que é a entidade internacional mais importante no tratamento de diabetes, já tenha reconhecido há dois anos. Estamos discutindo para que as outras entidades também aceitem a indicação da cirurgia do diabético acima de 30 porque, cientificamente, em vários estudos, já está provado que existe um grande benefício para esse grupo.

O Brasil realiza cerca de 110 mil cirurgias bariátricas por ano. Como vê esse número? Existe uma perspectiva de ampliação?

A ideia é que sim. Esses números têm melhorado, porém, essa melhora ainda tem sido inferior ao que gostaríamos. Nos Estados Unidos, o número de cirurgias chega a 300 mil, em média, por ano. No Brasil, fazemos um terço disso. Acho que esse número deveria aumentar, pelo menos, mais 50% para chegar a um nível aceitável.

Entrevista publicada na Revista Plastiko’s edição 218.

 

Pós-bariátrica em foco

Profissionais de diversas partes do brasil traçam panorama da cirurgia plástica pós-bariátrica, falam do avanço da técnica na última década e da situação crítica de remuneração nos sistemas público e privado

Por Lucilene Oliveira

Era início dos anos 1990, o avanço tecnológico da cirurgia plástica se consolidava e o mundo via a obesidade se estabelecer como uma epidemia globalizada, com o Brasil ocupando uma das posições de liderança nessa indesejada lista. Foi em meio a esse cenário que a cirurgia plástica pós-bariátrica ganhou força e atraiu a atenção de especialistas do País inteiro, que lotaram a sala, até com cirurgiões sentados no chão, do primeiro curso do Capítulo de Pós-Bariátrica, no 42º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, realizado em 2005, em Belo Horizonte (MG). Um procedimento que sequer existia há 30 anos dominou a especialidade na última década do século 20 e foi pano de fundo para a evolução técnica dos cirurgiões brasileiros, que tinham nas mãos a importante missão de devolver a autoestima para pacientes recém-submetidos à cirurgia bariátrica.

Os anos se passaram e a obesidade se agravou, tornando-se um dos maiores problemas de saúde pública do planeta: a Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão com sobre peso no mundo (hoje, mais de 700 milhões de pessoas estão obesas). A estimativa leva em conta que, somente em 2017, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM),105.642 cirurgias bariátricas foram realizadas em todo o território nacional. O cálculo da demanda considera que o paciente, após ser submetido à bariátrica, precisa fazer, em média, duas cirurgias pós-bariátricas. Uma demanda que chega a 200 mil operações por ano em todo o País. Se feita uma proporção, esses números gerariam uma demanda de aproximadamente 550 cirurgias plásticas pós-bariátricas por dia no Brasil.

“Apesar de a cirurgia ser reparadora e considerada de risco, devido ao paciente estar com o organismo debilitado, apenas a dermolipectomia abdominal faz parte do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que leva os planos de saúde a incluir em sua cobertura apenas a retirada do excesso de pele do abdômen, ainda assim com uma remuneração insuficiente para custear adequadamente toda a intervenção cirúrgica”, afirma o cirurgião plástico e editor da revista Plastiko´s, André Cervantes. Já o professor Élvio Bueno Garcia, da Escola Paulista de Medicina (EPM) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), também chama a atenção para o acentuado risco de complicações durante a operação, já que o paciente possui amplo histórico de comorbidades. “A cirurgia tem um índice de complicação muito alto, e é nesse sentido que a comunidade médico-científica atua há 10 anos para obter mais sucesso com menos taxas de complicações.”

Em meio ao cenário apresentado, duas importantes discussões estão em voga na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A primeira é sobre a necessidade de aumento da remuneração da cirurgia abdominal pelos planos de saúde, seguido da necessidade de incorporação do procedimento nas demais áreas do corpo. No primeiro cenário, o pagamento entre R$ 600,00 e R$ 900,00 – ao cirurgião plástico pela abdominoplastia faz com que profissionais mais experientes recusem o atendimento.

Assim, os que se submetem a esse patamar de remuneração são, muitas vezes, os que estão em início de carreira após a residência médica e vislumbram uma oportunidade de ganhar experiência cirúrgica e ter volume operatório. A prática, no entanto, ocasiona aumento da taxa de intercorrências durante o procedimento,elevando custos para as operadoras de saúde.Já a segunda discussão encampada pela Sociedade consiste em demonstrar à ANS a importância da incorporação no rol de procedimentos obrigatórios para os planos de saúde, da Dermolipectomia das demais áreas do corpo afetadas com o ganho excessivo de peso, como coxa, braços e mama.

Desde 2010, o vice-presidente da SBCP, Wilson Cintra Junior, em conjunto com outros  especialistas, levou à Associação Médica Brasileira (AMB) a necessidade da criação de novos códigos para a inclusão da braquioplastia pós-bariátrica, mastoplastia pós-bariátrica e mastoplastia masculina (correção de ginecomastia), além da atualização do código de dermolipectomia abdominal, o único já existente. “Nós fizemos os códigos e, após quatro anos, eles foram aprovados”, afirma Cintra Júnior. Os códigos foram incluídos na tabela de 2018 e agora fazem parte da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), da Associação Médica Brasileira (AMB). “Eles existem como códigos, porém, a outra fase é que sejam reconhecidos pelos planos de saúde”, afirma o vice-presidente da SBCP. 

Favorável à incorporação de todos os procedimentos de cirurgia plástica pós-bariátrica no rol da ANS, André Cervantes destaca que, do ponto de vista legal, as cirurgias são consideradas  reparadoras e, portanto, têm de ser custeadas pelas operadoras. “A lei interpreta que a cirurgia plástica realizada após grandes emagrecimentos - mesmo que seja um emagrecimento sem, necessariamente, o paciente ter feito uma bariátrica - tem de ser coberta pelo plano de saúde”, afirma. Ele ressalta que, com base nessa interpretação, o poder judiciário é categórico ao julgar ações movidas pelos beneficiários e é praticamente unânime ao decidir em favor do autor da ação. “Fica uma celeuma, já que alguns médicos não gostariam que esta fosse considerada uma cirurgia reparadora, para que assim possa ser cobrado de forma particular. Mas, em todas as instâncias da Justiça, já está pacificado que se trata de uma cirurgia de cunho restaurador”, ressalta Cervantes.

Na lista de quem é desfavorável à incorporação de mais procedimentos no rol da ANS, João Medeiros de Tavares, membro do Serviço de Cirurgia Plástica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destaca que o principal entrave é o valor pago pelos planos de saúde: “Isso é um desestímulo para cirurgiões plásticos e até mesmo residentes. O trabalho da Sociedade na ANS deve ser para ter um valor de procedimento diferenciado e que passe a considerar a cirurgia como de alta complexidade”. A opinião é compartilhada por Alfredo Donnabella, responsável pelos residentes do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Felício Rocho. “Sou contra a inclusão de novos procedimentos, acho um tiro no pé. Em 2008, a ANS determinou que os convênios teriam de arcar com os custos de uma dermolipectomia abdominal, e a remuneração é muito baixa. A maioria dos pacientes que deseja se submeter a essa cirurgia opta por fazer de forma particular,possibilitando ao cirurgião um ganho financeiro melhor.”

Sobre a baixa remuneração dos planos de saúde, o presidente da Regional do Rio de Janeiro da SBCP, André Maranhão, lembra que os planos de saúde estão vivendo uma situação que destoa da realidade, ao falar de uma cirurgia única para a reparação abdominal. “Antigamente,quando se propôs o código de dermolipectomia abdominal,falava-se de uma retirada do excesso de tecido em avental sobre a genitália. Hoje, não se trata disso, mas de uma flacidez que é global, circunferencial,e isso gera várias necessidades de adaptações”, afirma o presidente da SBCP-RJ. Ele explica que o procedimento exige a associação de lipoaspiração e a extensão de cicatriz para o dorso, gerando um trabalho mais amplo e delicado para a equipe na sala de cirurgia. “Proporcionalmente,o que é pago para um cirurgião bariátrico é 10 vezes maior do que para um cirurgião plástico fazer a correção dessas áreas. Não é justo nem proporcional.”

É com base nessa constatação que Daniel Regazini, cirurgião plástico de serviços particulares em Campinas(SP), conta que sua relação com os planos de saúde é de coexistência, uma vez que sua função é ajudar seus pacientes,em especial aqueles que não têm condições de pagar pela cirurgia de forma particular. “Defendo que seja colocado no rol da ANS não apenas os procedimentos de pós-bariátrica, mas muitas outras coisas que o cirurgião plástico faz. Sou do time que tem de entrar, mas é o cirurgião que vai definir se ele vai ou não se submeter a isso.” Ele diz defender a normatização com os convênios para pôr fim à intermediação de empresas privadas que atraem jovens cirurgiões para realizar os procedimentos ofertados a valores mais baixo sem clínicas populares, mas que no final recebem uma remuneração menor do que se fossem prestadores de serviços das operadoras. “É muito melhor para o jovem cirurgião trabalhar para os convênios e receber por uma tabela regulamentada do que entrar na lábia dessas empresas”, alerta o especialista, afirmando que uma verdadeira briga é travada entre a sociedade civil e as operadoras, mas sem muito sucesso. “Onde uma dessas empresas fecha, abrem pelo menos mais duas.”

Como apenas a dermolipectomia abdominal faz parte do rol da ANS, uma situação que tem sido cada vez mais comum é a judicialização, uma vez que os pacientes que possuem convênios obtêm liminares judiciais garantindo a realização das outras plásticas pós-bariátricas, aponta o professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e editor do Plastiko’s, Dr. Pedro Coltro.

“Esse fato pode trazer preocupação para a equipe médica e para o hospital, pois muitos profissionais e instituições têm receio de realizar cirurgias por meio de a liminar. E quando as fazem, geralmente exigem remuneração antecipada pelo receio da liminar judicial ser futuramente derrubada por recurso interposto pelo plano de saúde”, afirma Coltro. Atuando no mesmo serviço, Marina Junqueira Rosi que pontua que, com a realização média de uma cirurgia por semana no setor público, os residentes concluem a especialização com um volume considerável de operações pós-bariátricas, estando capacitados para as técnicas mais recentes. “Aqui, os residentes saem bem formados. Participamos de congressos para ter as informações mais novas e importantes sobre os procedimentos”, revela Marina. Segundo a especialista, o número de procedimentos que a equipe consegue realizar é insuficiente para atender à demanda do serviço, que recebe também o encaminhamento de pacientes de cidades vizinhas. “A fila é de quatro a cinco anos.”

O tesoureiro da SBCP Ceará, Harley Cavalcante, foi responsável por estruturar o primeiro Serviço de Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica de seu estado, no Hospital César Cals, em Fortaleza, e não esconde a insatisfação com a diminuição do atendimento nos serviços. “A primeira coisa que vejo é o descaso do poder público e da ANS com esse paciente. Não há interesse em trazer benefícios. Temos ótimos hospitais universitários, mas ainda é muito pouco. Hoje, no estado do Ceará, não existe um serviço de pós-bariátrica”, critica o especialista, que atende pacientes com indicação de pós-bariátrica de convênios e particulares em sua clínica privada.

Com mais de 500 conferências em 40 países sobre a cirurgia plástica pós-bariátrica no currículo, Carlos Roxo, do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, endossa o coro dos profissionais que defendem a plena cobertura dos procedimentos de cirurgia plástica pós-bariátrica pelos planos de saúde. De acordo com ele, a interpretação do rol da ANS define que todos os procedimentos causadores de algum tipo de problema aos pacientes devem ser cobertos. “Uma mama com uma ptose que causa assadura ou micose, um braço extremamente inconveniente ou uma perna que atrapalhe a higiene também devem ser consideradas cirurgias reparadoras”, firma o especialista, que atende entre 50 e 80 pacientes por ano em seu serviço, em uma média de 150 cirurgias.

PERSPECTIVAS

Uma das opções criadas por alguns grupos independentes Brasil afora foi negociar tabelas mais justas com as operadoras, visto que os próprios gestores observam que, no conceito ainda vigente de pagamento por tratamento (fee-for-service). Muitas empresas estão sucumbindo financeiramente e uma solução é ter menores taxas de sinistralidade (menos complicações). Recentemente, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo (SP), inaugurou uma Unidade referenciada – Vergueiro - aos planos de saúde e formou um corpo clínico fechado exclusivo para realizar cirurgias eletivas das operadoras por “pacotes”.  “Isso proporciona maior previsibilidade de custos e potencialmente aumenta os honorários médicos, modelo que já está sendo utilizado nos EUA e principalmente na Europa”, relata o Dr. André Cervantes, que importou o modelo da Alemanha para o recém-criado Ambulatório de Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica que coordena.

O pontapé inicial da pós-bariátrica

O surgimento dessa nova modalidade de pacientes, que chegaram aos consultórios dos cirurgiões plásticos com uma demanda ainda pouco habitual – a retirada do excesso de pele após a cirurgia bariátrica -, levou grandes nomes da especialidade brasileira a se debruçarem nos estudos das técnicas na última década do século passado para atender de forma plena o número de pacientes que aumentava ano após ano. Com a necessidade de nortear a especialidade brasileira, em 2004, durante o 41º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, realizado em Florianópolis (SC), os especialistas da SBCP, liderados por Roberto Kaluf, fundaram o Capítulo de Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica. No ano seguinte, durante a 42ª edição do evento, em Belo Horizonte (MG), aconteceu o primeiro curso do Capítulo, que atraiu a atenção de especialistas do País inteiro, que lotaram a sala, com pessoas sentadas até no chão.

O primeiro serviço público multidisciplinar montado para o atendimento dos pacientes que queiram se submeter à cirurgia bariátrica e, consequentemente, à cirurgia plástica reparadora, foi criado em Goiás por Roberto Kaluf, que recebeu a missão da Secretaria Estadual de Goiás há 20 anos. “Em 1999, montamos um serviço multidisciplinar dentro do Hospital Geral de Goiânia para atender os pacientes obesos mórbidos e que passavam por spa e atendimento das cirurgias bariátricas. A decisão ocorreu porque os pacientes estavam ficando muito caros para os cofres públicos, por permanecerem seis meses a um ano no spa para emagrecimento”, relata Kaluf.

Atual regente do Capítulo de Pós-Bariátrica e chefe do Serviço da Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp), Flavio Mendes tem nas mãos a missão de manter o Brasil no topo da lista de países mais evoluídos nas novas técnicas e entendimento sobre o procedimento. “Nos últimos seis anos, o que mudou muito no País foi a possibilidade das abordagens circunferenciais, das cirurgias que corrigem não apenas um aspecto do corpo, um aspecto superior ou lateral, mas toda a circunferência corporal. Hoje, não falamos mais em fazer uma cirurgia de mama ou barriga; falamos em reajuste corporal inferior e superior”, conclui Mendes.

Risco de câncer de pele é o dobro em trabalhadores ao ar livre

Estadão Conteúdo

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, sendo 30% dos tumores malignos registrados no País, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O alerta para a prevenção vale para todas as pessoas em qualquer fase da vida, mas o reforço é maior para quem trabalha ao ar livre, como jardineiros, carteiros, arquitetos e varredores, pois está mais exposto aos raios do sol.

Um relatório publicado no começo de 2016 por um grupo de dermatologistas, membros da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV, na sigla em inglês), deixou claro que a maioria dessa força de trabalho na Europa está sob risco aumentado de desenvolver câncer de pele, principalmente do tipo não melanoma.

Segundo os resultados, após cinco anos de trabalho ao ar livre, as chances de ter o tumor são, pelo menos, duas vezes maiores nesse perfil do que naqueles que exercem a profissão em ambientes fechados. Os dados mostraram também que esse grupo tem menor conhecimento em saúde e baixa tendência à prevenção.

Robson Medeiros, de 36 anos, bombeiro militar do Estado do Rio de Janeiro, recebeu o diagnóstico de melanoma, tipo raro e mais grave do câncer de pele, em outubro 2017. Tudo começou com uma pinta de nascença que ele tinha em uma das coxas. A princípio, a mancha foi ignorada depois que uma dermatologista pediu a retirada do sinal sem explicar o que poderia ser.

Sem histórico de câncer de pele na família, Medeiros associa a doença mais à alta exposição solar ao longo dos anos do que à profissão em si. Porém, admite que não conhecia os riscos da não proteção.

"Na profissão [de bombeiro], é muito enfatizado o uso de equipamentos de proteção individuais (EPIs) para salvamentos, que também inclui o protetor solar, mas falta conhecimento do que é o câncer, não se fala muito por que [precisa usar protetor]", afirma o profissional.

Ele conta que, na infância, praticava muitas atividades ao ar livre e, na fase adulta, continuou fazendo esportes, como corrida e montanhismo, que abrem espaço para a exposição solar. Segundo o Comitê Científico do Instituto Melanoma Brasil, a exposição cumulativa e excessiva nas primeiras duas décadas de vida aumenta muito o risco de desenvolvimento de câncer de pele. "Eu tive muito isso na infância. Um dia a conta chega", comenta Medeiros.

CAMPANHA DE PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE

 

Pensando nos dados internacionais e no cenário brasileiro - foram estimados mais de 6,2 mil novos casos de melanoma e mais de 165 mil de não melanoma em 2018 -, o Instituto Melanoma Brasil lançou a campanha Trabalhe com segurança. Proteja sua pele. O objetivo é levar informação tanto para os trabalhadores quanto para as empresas.

"São pessoas que executam suas atividades laborais ao ar livre e não se dão conta dos riscos que estão correndo e das medidas para se protegerem", diz Rebecca Montanheiro, presidente da organização, sobre a iniciativa que está em sua terceira edição. "Mais ou menos 1,5 mil pessoas vão morrer por ano com melanoma e a campanha quer levar informação simples e clara para que as pessoas se identifiquem", completa.

A proposta do instituto também é alcançar as empresas a fim de que, nas instruções sobre segurança do trabalho, o cuidado com a pele seja prioridade. Por isso, ao longo de todo o ano e principalmente em maio, mês de conscientização sobre o câncer de pele, a organização entra em contato com grandes companhias propondo uma palestra sobre o tema. As corporações interessadas também podem procurar a ONG e solicitar o serviço.

TIPOS DE CÂNCER DE PELE

O tumor é dividido em melanoma (5% dos casos) e não melanoma (95%) e, no Brasil, a prevalência varia de uma região para outra. "A incidência é maior no sul e sudeste do que no centro-oeste e nordeste, principalmente pela composição étnica", explica Rodrigo Munhoz, oncologista do Hospital Sírio Libanês e do Comitê Científico do Melanoma Brasil.

Nas regiões de maior incidência estão concentradas as pessoas com pele e olhos mais claros. Estas, segundo o médico, são mais propensas a desenvolver câncer de pele do que as negras. A explicação está na melanina, substância que determina a cor da pele e, em pessoas negras, atua como um protetor solar natural.

A principal diferença entre os dois tumores é o tipo de célula que dá origem a ele. Enquanto o melanoma nasce nos melanócitos (células produtoras de melanina), o não melanoma se origina em outras estruturas e tem componentes variados.

A gravidade também é outro fator que os diferencia: o melanoma tende a crescer mais rápido e pode ter metástase (se espalhar para outros órgãos); o não melanoma tem risco menor de metástase e a cirurgia, por si só, é curativa. No entanto, Munhoz afirma que uma pequena parcela pode evoluir de forma ruim e ter complicações.

O bombeiro Robson Medeiros conta que receber o diagnóstico de melanoma foi como terem colocado "uma bomba relógio na minha mão e que ela poderia estourar a qualquer momento, tirando a minha vida". Felizmente, os exames deram negativo para novos crescimentos do tumor.

Após terminar o ano de 2017 acamado, se recuperando da cirurgia, e ficar seis meses longe do trabalho e das atividades rotineiras, ele quis fazer diferente no ano seguinte. Em 31 de dezembro de 2018, ele correu a São Silvestre emocionado, "principalmente com saúde". "Além de terminar o ano bem, homenageei cada paciente do grupo de acolhimento [do Instituto Melanoma Brasil], mostrando que um deles estava lá e que é possível", conta Medeiros, que correu com uma camiseta da ONG.

MUDANÇAS EXIGEM GRANDES ESFORÇOS

Um estudo publicado em 2017 no periódico JournaloftheEuropeanAcademyofDermatology&Venereology avaliou o comportamento e a conscientização das pessoas sobre o câncer de pele e sua proteção. A pesquisa foi feita com quase 20 mil pessoas, de 23 países, com idades entre 16 e 65 anos.

Os resultados mostraram que 88% delas estavam cientes dos riscos de desenvolver câncer de pele quando expostas ao sol sem proteção. No entanto, apenas um a cada dois participantes da pesquisa já consultou um dermatologista para uma triagem. Quatro em cada dez pessoas não pensam em proteger a pele fora do período de férias.

"As pessoas estão cientes, mas acham que nunca vai acontecer com elas. Tudo que envolve mudança de comportamento envolve grandes esforços em diferentes frentes", avalia o oncologista. Ele compara esse comportamento com as campanhas sobre os riscos do tabagismo, que demoraram décadas para fazer com que as pessoas largassem o cigarro. Duas frentes principais quanto ao câncer de pele, segundo ele, é a exposição ocupacional e recreativa.

"É um desafio porque estamos em um país tropical, as pessoas gostam de ir à praia, ter um visual bronzeado. A transformação em ação preventiva demanda esforço", diz o médico. Uma das lutas no Instituto Melanoma Brasil é que o protetor solar seja disponibilizado no Sistema Único de Saúde para que mais pessoas tenham acesso à proteção gratuitamente.

 

Fonte: Estado de Minas

https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2019/05/19/interna_nacional,1054969/risco-de-cancer-de-pele-e-o-dobro-em-trabalhadores-ao-ar-livre.shtml

 

Em oito anos, hospital no Rio faz 2,6 mil cirurgias bariátricas

Agência Brasil

 

Criado há oito anos, o Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Rio de Janeiro chega à marca de 2,6 mil pacientes operados. O objetivo é, ao final deste ano, ter feito 3 mil cirurgias, uma média de quase uma intervenção por dia.

 

As intervenções cirúrgicas são feitas no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, zona norte da capital fluminense.

De acordo com o chefe da equipe, Cid Pitombo, o hospital é o único do país a fazer cirurgia por videolaparoscopia. “É minimamente invasiva e proporciona recuperação mais rápida do paciente.”

Pitombo comanda uma equipe de 25 pessoas, entre cirurgiões, anestesistas, clínicos, psicólogos, enfermeiros e nutricionistas. De acordo com ele, a obesidade mórbida é uma doença muito séria, em especial, para o doente de baixa renda.

“A gente atendeu mais de 4 mil doentes no ambulatório, operamos mais de 2,6 mil pacientes em pouco mais de oito anos. É um volume de cirurgias, para o SUS [Sistema Único de Saúde], absurdo”, disse o especialista, revelando que, muitas vezes, a equipe tem de ir à casa dos doentes que não conseguem mais se locomover em função do peso elevado.

COMO FAZER A CIRURGIA NA REDE PÚBLICA

O Índice de Massa Corporal (IMC) determina se a pessoa obesa é uma candidata a fazer a cirurgia bariátrica. O IMC é calculado dividindo o peso da pessoa pela altura elevada ao quadrado.

Se o IMC estiver acima de 40, a pessoa pode procurar uma unidade pública ou posto de saúde e pedir para ser avaliada pelo Programa Estadual de Cirurgia Bariátrica do Hospital Estadual Carlos Chagas. Um médico fará a inscrição no Sistema Estadual de Regulação, que vai enviar o nome para a equipe de Cid Pitombo. “A gente não atende diretamente os pacientes. Todos vêm pelo sistema de regulação”, afirma.

Se for apontado como potencial candidato à cirurgia, o paciente passa por avaliação do cirurgião, por um nutricionista, um psicólogo e faz diversos exames. Só depois dessas etapas de avaliação, o paciente é encaminhado para a cirurgia.

Em uma manhã, a equipe realiza quatro cirurgias. Cada uma dura cerca de 40 minutos.

NOVA VIDA

O hospital mantém acompanhamento dos pacientes operados por cinco anos. “Se futuramente alguém precisar de uma plástica, a gente encaminha para serviços específicos. Mas é um percentual pequeno que busca a plástica depois da cirurgia”. Segundo Cid Pitombo, o paciente que faz a cirurgia bariátrica melhora a auto-estima e a vida sexual, “porque se sente mais bonito ou bonita”.

De acordo com o especialista, a cirurgia traz mais qualidade de vida ao paciente e melhora outras doenças como hipertensão, diabetes e artrose de joelho.

HÁBITOS SAUDÁVEIS

O especialista afirma que o paciente precisa manter hábitos saudáveis para o resto da vida. “Tem que lembrar que, futuramente, vai envelhecer, ter mais dificuldade de perda de peso porque está mais velho. Precisa manter um regime de vigília de dieta saudável para o resto da vida. Assim como todos nós deveríamos fazer”, destacou o médico.

Atualmente, cerca de 1 mil pacientes estão na fila do programa estadual para a realização de cirurgia bariátrica. Em média, são atendidas 160 pessoas por mês para a primeira consulta.

O estado do Rio de Janeiro é o terceiro no ranking do país em cirurgias bariátricas concluídas, perdendo apenas para São Paulo e Paraná.

Fonte: IstoÉ - https://istoe.com.br/em-oito-anos-hospital-no-rio-faz-26-mil-cirurgias-bariatricas/

 

Paciente é submetido a transplante de pele no HGE; caso é o terceiro na Bahia

Da Redação | Foto: Divulgação

Um homem de 63 anos, morador do município de Seabra (a 466 km de Salvador), foi o segundo paciente a ser submetido a um transplante de pele no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Geral do Estado (HGE), na capital baiana. Além disso, foi o terceiro paciente da Bahia a passar por este procedimento.

O paciente foi vítima de queimadura por álcool e teve 50% do corpo queimado. Ele recebeu 1.120m² de pele, utilizados em enxerto nas duas pernas. A pele utilizada na cirurgia veio do Banco de Pele Dr. Roberto Corrêa Chem, da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

De acordo com o cirurgião plástico e coordenador do CTQ do HGE, Marcus Barroso, o paciente já havia sido submetido a uma cirurgia, utilizando enxerto da própria pele (transplante autólogo), mas houve rejeição.

Internado desde o dia 2 de abril no HGE, o paciente reage bem à cirurgia, e a previsão é que em uma semana a pele esteja integrada ao organismo. O prazo médio de recuperação é de um mês.

PRIMEIROS CASOS

Na Bahia, a cirurgia de transplante de pele havia sido realizada anteriormente no Hospital Professor Edgar Santos (Hospital das Cínicas), que deixou de realizar o procedimento. Já o segundo caso de transplante de pele aconteceu em março deste ano no HGE. Uma jovem, então com 16 anos, teve as duas pernas e um braço queimados em um acidente de carro, próximo a Umburanas, município onde reside. Transferida para o HGE, passou por vários procedimentos, até ser submetida ao transplante, no dia 21 de março.

A pele doada veio do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: A Tarde

https://www.atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/2060300-paciente-e-submetido-a-transplante-de-pele-no-hge-caso-e-o-terceiro-na-bahia

 

Curativo com pele de tilápia desenvolvido pela UFC será enviado ao espaço pela Nasa

  Material passará por testes em órbita para analisar como se comporta em diferentes condições de pressão

atmosférica, radiação e gravidade.

Por G1 CE

Amostras do curativo com pele de tilápia, desenvolvidas em uma ampla pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC), serão enviadas ao espaço pela Agência Espacial Norte-americana (NASA). A iniciativa permitirá que o material biológico da pele do peixe, utilizado principalmente na reconstrução da pele humana em casos de queimadura, passe por testes em órbita.

A ação faz parte do projeto Cubes in Space (Cubos no Espaço) e tem como objetivo analisar como a pele de tilápia se comporta em condições diferentes de pressão atmosférica, radiação e gravidade.

Conforme Odorico de Moraes, coordenador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) e das pesquisas com pele de tilápia, ao lado do médico Edmar Maciel, do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), após a exposição na estratosfera, será realizado um comparativo da reação do material.

“Eles vão levar a pele de tilápia para colocar na estratosfera e, após essa exposição, vamos comparar para verificar se houve alguma alteração na estrutura, (...) se as propriedades da pele se mantêm ou são alteradas”, explica.

A expectativa dos pesquisadores é de que os testes feitos no espaço sideral possam fornecer importantes informações para futuras aplicações da pele de tilápia (como, por exemplo, em próteses internas no corpo humano) e sobre como o material reage às variações do ambiente externo.

Além do curativo com pele de tilápia, o projeto Cubes in Space já enviou ao espaço cerca de 700 experimentos de estudantes de mais de 60 países, desde 2013. Segundo a universidade, os materiais testados viajam em pequenas caixas de quatro centímetros cúbicos (4x4x4cm).

De acordo com a UFC, a ideia de enviar o material da pesquisa cearense ao espaço partiu de astrônomos do Rio de Janeiro que fazem parte do projeto da NASA.

USO DA PELE DE TILÁPIA

A pele da tilápia foi utilizada inicialmente no tratamento de queimados. A técnica para a recuperação de queimados desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará (UFC) chegou a ser exportada e usada para curar queimaduras de ursos na Califórnia.

Houve êxito na aplicação em cirurgias ginecológicas, técnica idealizada pelo médico Leonardo Bezerra, professor da UFC. No caso mais recente, o material foi usado em um procedimento inédito para reconstrução vaginal de uma mulher transexual, realizado na Unicamp, em Campinas (SP). Já no Ceará, os procedimentos são realizados em parceria com a Maternidade-Escola Assis Chateubriand (MEAC).

No Ceará, cirurgias de reconstrução vaginal com a membrana do peixe já foram realizadas em mulheres com síndrome de Rokitansky, agenesia vaginal ou câncer pélvico.

Em 2017, pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) inauguraram o primeiro banco de pele de tilápia para uso em tratamentos médicos.

A repercussãopositiva dos resultados obtidos com as pesquisas jáforam destacadas pelo presidente Jair Bolsonaro e, inclusive, citada em séries de TV norte-americanas como "The GoodDoctor" e "Grey'sAnatomy".

Fonte: G1 – Ceará. Leia na íntegra em https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/05/10/curativo-com-pele-de-tilapia-desenvolvido-pela-ufc-sera-enviado-ao-espaco-pela-nasa.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar

Saulo Roberto/Sistema Verdes Mares

 

Fundação IDEAH participa do 8º Rotary Day

 

Pelo segundo ano consecutivo a Fundação IDEAH participou do Rotary Day, no Parque Ibirapuera na capital paulista para falar aos visitantes sobre Prevenção de Queimaduras. O evento, que aconteceu no dia 27 de abril de 2019, foi realizado pelo Rotary Club e tem por objetivo conscientizar a população sobre como viver com mais qualidade de vida.

Além do estande da Fundação IDEAH para falar sobre Prevenção de Queimaduras, quem passou na área onde aconteceu o Rotary Day, pode realizar gratuitamente a aferição da pressão arterial, verificar a dosagem glicêmica, consulta com nutricionista, optometria com teste visual, teste de hepatites, prevenção odontológica – grupo qualidade em saúde, barras de access, reflexologia, teste de lateralidade, leishmaniose, quick massagem, entre outras atividades.

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Médicos separam siamesas unidas pela cabeça, em cirurgia inédita no DF

As irmãs nasceram unidas pela cabeça em junho do ano passado. Cirurgia inédita no DF ocorreu no dia 27/04. Caso havia sido mantido em sigilo até agora a pedido dos pais

Hellen Leite

Uma cirurgia delicadíssima e inédita no Distrito Federal, da qual dependia a vida de duas pequenas brasilienses muito especiais, ocorreu no dia 27 de abril, no Hospital da Criança de Brasília José Alencar. Depois de uma preparação de mais de um ano, uma equipe de médicos da cidade separou irmãs gêmeas que nasceram unidas pela cabeça. As meninas, agora, seguem em observação, cercadas de todos os cuidados, como vem acontecendo desde que exames de pré-natal mostraram que elas eram siamesas.

A pedido dos pais, o caso foi mantido em sigilo pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Respeitando o desejo da família, que ainda pede para se preservar a identidade das meninas, o Correio não deu, inicialmente, detalhes que possibilitem a identificação das duas. Na segunda-feira, os pais — Camila Neves, 25 anos, e Rodrigo Neves, 30 — divulgaram os nomes das meninas: Mel e Lis.

Ao longo dos últimos 10 meses, a reportagem acompanhou a história e conversou com alguns dos profissionais envolvidos no caso. O processo de preparação para a realização da primeira cirurgia desse tipo na capital federal começou ainda no pré-natal. Os exames mostravam que elas estavam unidas pela cabeça, único caso registrado até hoje em Brasília.

Prontamente, foi mobilizada uma grande equipe, incluindo neurologistas pediátricos, microcirurgiões, cirurgiões plásticos, obstetras, anestesistas e enfermeiros, entre outros profissionais. "Não era caso para uma pessoa só, mas para um time", diz ao Correio o neurocirurgião Benício Oton, responsável pela operação. Mais de 50 profissionais participaram do procedimento.

Ao menos 12 médicos acompanharam as meninas desde o início. Uma equipe de especialistas em siameses dos Estados Unidos, um deles com 24 casos no currículo, também foi acionada para ajudar. Cinco profissionais norte-americanos estavam no hospital no momento da separação, apoiando o time brasiliense, que recebeu muitos elogios dos estrangeiros.

Nascimento

As meninas nasceram em junho do ano passado, no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib). Após a cesariana, foi possível confirmar quais órgãos e tecidos elas dividiam. Constatou-se, então, que elas tinham em comum parte da pele da testa, do crânio e da meninge, um conjunto de membranas que envolve o cérebro.

Era um bom sinal. Como não compartilhavam nenhum órgão vital, a operação era viável e as chances de que a cirurgia de separação corresse bem eram muito boas. O impedimento inicial era o fato de serem recém-nascidas, logo frágeis demais para um procedimento médico como o que enfrentariam.

A solução era esperar que elas crescessem, ganhassem peso e ficassem prontas para o desafio. Depois de um mês na UTI, foram para a enfermaria do hospital e continuaram a ser acompanhadas enquanto se desenvolviam. Ao mesmo tempo, a equipe não queria esperar muito. A ideia, afinal, era permitir que as irmãs pudessem se desenvolver naturalmente e aprendessem a andar já independentes uma da outra.

Molde tridimensional

A preparação incluiu reuniões, análise de exames, estudo de outros casos e até a construção de um molde tridimensional da cabeça das crianças. Nas análises, percebeu-se também que, após a separação, a recomposição da pele era uma questão crucial. Uma equipe de microcirurgia plástica ficou a postos para realizar um transplante de pele vascularizado. "É uma medida necessária para evitar uma infecção ou um caso de meningite", explica Oton.

Todas essas medidas ajudaram para que a operação fosse um sucesso. O grande dia foi o sábado passado, 27 de abril, pouco antes de as meninas completarem 11 meses. Depois de mais de 20 horas, a cirurgia chegou ao fim. "Foi um sucesso. Elas estão reagindo como esperávamos", diz o médico. Agora, separadas pela primeira vez nesse curto tempo de vida, as irmãzinhas continuam cercadas de cuidado, para que possam crescer independentes, unidas apenas pelo amor de irmãs e pela certeza de que, juntas, superaram, logo no início da vida, um grande desafio.

O caso das siamesas de Brasília passo a passo

A CONDIÇÃO

As gêmeas nasceram com uma condição conhecida no meio médico como craniopagia, ou seja, elas eram unidas pela cabeça. Histórias assim são raras, acontecem uma vez a cada 2,5 milhões de nascimentos. No caso das duas brasilienses, elas estavam unidas pelas testas

CAUSA

A gemelaridade imperfeita, como é tecnicamente conhecido o caso de gêmeos siameses, acontece uma vez em cada 100 mil nascimentos. É causada por um erro na divisão celular após o 12ª dia da concepção em embriões de gêmeos de um único óvulo e um espermatozoide

O NASCIMENTO

As meninas nasceram no Hospital Materno-Infantil em junho de 2018. Como o pré-natal já indicava que elas eram siamesas, toda uma equipe de profissionais, de diferentes áreas, foi mobilizada para realizar o parto, que foi uma cesariana. Pelo menos 12 médicos acompanharam o caso desde a gestação

DIAGNÓSTICO

Após o nascimento, confirmou-se que as irmãs estavam ligadas pela testa e dividiam pele, parte do crânio e meninge, um conjunto de membranas que reveste o cérebro. O fato de as crianças não dividirem nenhum órgão vital foi uma ótima notícia, pois esse fato diminuía consideravelmente o risco de uma delas morrer durante o procedimento de separação ou mesmo de ficar com sequelas graves após a cirurgia

PREPARAÇÃO

Toda a preparação incluiu reuniões, análise de exames, estudo de outros casos e até a construção de um molde tridimensional da cabeça das crianças

ESFERA

O principal obstáculo à cirurgia era esperar que as crianças estivessem fortes o suficiente para passar pelo procedimento cirúrgico. Assim, elas foram acompanhadas durante os primeiros meses de vida para que ganhassem peso e ficassem prontas

A OPERAÇÃO

Finalmente, no sábado 27 de abril, pouco antes de as meninas completarem 11 meses, a cirurgia foi realizada com sucesso no Hospital da Criança de Brasília, por uma equipe de profissionais da cidade

Fonte: Correio Braziliense – Veja fotos e a matéria na íntegra em https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2019/04/28/interna_cidadesdf,752068/gemeas-siamesas-nascidas-em-brasilia-passam-por-cirurgia-de-separacao.shtml

Valdo Virgo/CB/D.A Press

 

Menino que não conseguia fechar os olhos ganha cirurgia plástica

 

O pequeno Caleb de seis poderia ficar cego sem a cirurgia. Depois que os pais se mudaram para Ponta Grossa, eles encontraram um médico que ajudou o pequeno e fez a cirurgia de graça pra ele pela Fundação IDEAH-SBCP.

Confira a matéria do Boa Noite Paraná – RPC de Ponta Grossa – PR

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Fonte: globoplay

PEECC promove aula sobre “Precaução e Prevenção Jurídica”

na 35ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica

 

No dia 26 de abril, durante a 35ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica, em Curitiba (PR), foi realizada a aula do Programa de Educação, Ensino e Capacitação Continuada da SBCP (PEECC) pelo Dr. Denis Calazans, Secretário-Geral da SBCP, com o tema “Precaução e Prevenção Jurídica”.

Com uma larga experiência no assunto, o Dr. Denis falou sobre o tema de forma bastante didática e esclarecedora e passou um pouco de sua vivência jurídica na Defesa da Especialidade, onde na gestão de 2016-2017 na SBCP participou do Departamento Nacional de Defesa da Especialidade (DENADE) que visa coibir a invasão da Cirurgia Plástica por não especialistas e não médicos e também da sua atuação junto ao Departamento de Defesa Profissional da SBCP (DEPRO).

As aulas do PEECC são coordenadas pelo Dr. José Octávio de Freitas e fazem parte da agenda de Ações de Ensino da Fundação IDEAH, que objetiva a promoção de cursos de capacitação em cirurgia reparadora, procedimentos minimamente invasivos e gestão de saúde.

 

                 Dr. Denis Calazans durante aula do PEECC na 35ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica e o Dr. José Octávio de Freitas (ao fundo).

Band Cidade 2ª Edição - https://www.youtube.com/watch?v=iP7juRjw0N4

 

Bom dia Paraná - http://g1.globo.com/pr/parana/videos/t/todos-os-videos/v/pacientes-fazem-cirurgias-plasticas-de-graca-em-curitiba-londrina-e-ponta-grossa/7566952/?mais_vistos=1

 

Bom dia Paraná - https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2019/04/25/mutirao-com-medicos-voluntarios-faz-100-cirurgias-plasticas-reparadoras-em-tres-cidades-do-parana.ghtml

 

Bem Paraná - https://www.bemparana.com.br/noticia/mutirao-de-cirurgias-plasticas-beneficia-pacientes-carentes#.XMea2OhKjIU

 

Bem Paraná - https://www.bemparana.com.br/noticia/curitiba-recebe-mutirao-de-cirurgias-plasticas-nesta-semana#.XMea2OhKjIU

Aumenta número de cirurgias bariátricas e método avança

Foram 105 mil operações em 2017; ciência evoluiu e risco caiu

 

Sheila Almeida

Da Redação

 

Apesar da falta de estatísticas locais, especialistas afirmam que o número de cirurgias bariátricas na região aumentou, como aconteceu em todo o Brasil. Segundo levantamento mais atualizado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), em 2010, foram feitas no país 60 mil cirurgias. Já em 2017, 105.6 mil – quase o dobro. O tema preocupa, já que muitos ainda têm medo do procedimento que pode salvar vidas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025 se projeta que 700 milhões de pessoas estarão obesas no mundo. No Brasil, mais da metade da população está acima do peso – o que aumenta o risco de morte por doenças causadas pelo excesso de gordura, como hipertensão e diabetes.

Há atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apesar da fila de quase dois anos. Mas, nem todo mundo precisa de cirurgia. De acordo com o cirurgião Joaquim Guimarães Neto, o procedimento não é a maneira ideal de se perder peso.

“A melhor forma seria equacionar o quanto se come e o quanto se gasta de energia, mas a maior parte já tentou por muito tempo até com medicamentos. E sem a bariátrica, só cerca de 3% dos que perdem peso continuam com o corpo ideal após dois anos”, diz.

Tipos

Para cada paciente e necessidade, um tipo de procedimento é indicado. Entre os vários tipos, o mais comum é o modelo Bypass gástrico, que elimina cerca de 70% do excesso de peso.

De acordo com especialistas, a ciência avançou muito e, hoje, os riscos são comparáveis a uma cirurgia de vesícula ou cesariana.

O Bypass gástrico também é o tipo de procedimento que menos causa o efeito sanfona – algo importante pois, de acordo com a SBCBM, em média 50% de quem passa pela bariátrica volta a engordar. Mas, só 5% retorna ao patamar inicial. Por isso é essencial reeducação alimentar e prática de esportes, diz Vinicius Borges, preparador físico.

“Na verdade, antes e depois, há um acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, nutrólogo e outros profissionais. Porque precisa ser uma mudança de mentalidade. Primeiro é indicada a atividade física que é andar, correr, caminhar. Depois o exercício físico, potencializado por um profissional”, diz.

Seguindo a risca tudo que foi repassado, a assistente financeira Jéssica Clementino, de 35 anos, perdeu 66 kg. Ela operou em dezembro de 2017 e hoje faz exercício funcional. Com 1,65m, chegou a pesar 130 kg. “A única coisa que me arrependo é de não ter feito antes. Eu nem fiquei flácida, então nem precisei de plástica”, conta ela.

Mas casos assim são excepcionais, conta Oswaldo Saldanha, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), coordenador da Comissão de Segurança da SBCP e professor de cirurgia plástica da Unimes. É preciso preparar o paciente.

Ele, que há dez anos fazia uma plástica em pacientes de bariátrica por mês e hoje faz seis, lembra que genética e idade são fatores para adequação da pele. Mas o normal é recorrer a um médico novamente.

“Porque a pele geralmente não se adapta a tanta mudança. Entre o que mais é necessário é abdômen, mamas, braços e coxas. Às vezes, é possível fazer dois procedimentos ao mesmo tempo, mas é importante que o paciente esteja bem”.

Fonte: A Tribuna - https://www.atribuna.com.br/noticias/cienciaesaude/aumenta-n%C3%BAmero-de-cirurgias-bari%C3%A1tricas-e-m%C3%A9todo-avan%C3%A7a-1.49108

                                                            Aumenta número de cirurgias bariátricas e método avança (Foto: Agência Brasil)

 

Otoplastia: cirurgia plástica é alternativa para pessoas com orelhas proeminentes

 

Estadão Conteúdo

Muitas vezes motivada por situações de bullying e problemas com autoestima, a otoplastia é um dos procedimentos estéticos mais comuns em crianças e adolescentes. A cirurgia plástica corrige orelhas de abano, que têm origem genética e atingem de 2% a 5% da população. Ela pode ser feita a partir dos seis anos, idade em que as orelhas chegam a quase 100% do tamanho final.

“O primeiro passo é apalpar as orelhas e definir quais estruturas deverão ser abordadas e quais técnicas serão utilizadas para modelar e buscar o resultado mais natural possível”, indica Mauro Speranzini, especialista em otoplastia pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Saúde em dia

 

Antes de se submeter à um procedimento cirúrgico, é indispensável ter indicadores de que o organismo está saudável; exames de sangue e até mesmo de uma avaliação cardiológica são necessários. O histórico de saúde antecipa possíveis complicações e traz um alerta quanto aos riscos da cirurgia. O ambiente onde a operação será realizada também merece atenção: é fundamental que seja feita em um centro cirúrgico estruturado, sendo que os hospitais são recomendados para crianças menores de 10 anos.

Parar de fumar é outro pré-requisito para quem vai se submeter à otoplastia. “O cigarro diminui a circulação sanguínea, o que aumenta a chance de sofrimento e até mesmo necrose da pele”, explica Mauro.

Pós-operatório

O procedimento dura poucas horas e o paciente recebe alta ainda no mesmo dia. Por dois ou três dias, deve permanecer com o curativo pós-operatório, popularmente chamado de ‘capacete’, para depois retirá-lo no consultório. “O retorno às atividades escolares ou profissionais é possível após dois ou três dias da realização da otoplastia, porém, nas primeiras semanas, devido ao inchaço e possível arroxeamento do local, fica evidente a intervenção cirúrgica para os pacientes que não podem escondê-las com os cabelos, por exemplo”, ressalta o cirurgião. O uso de faixa compressiva também é indicado por aproximadamente um mês.

“Nos primeiros dias do pós-operatório, deve-se evitar alimentos que necessitem mastigar muito, pois o movimento das mandíbulas pode causar desconforto nas orelhas. É normal sentir uma dor leve ou moderada. Caso ocorra, os analgésicos prescritos darão conta de controlá-la sem dificuldades”, diz Mauro.

O procedimento é feito pela parte de trás da orelha, então as cicatrizes são praticamente imperceptíveis. O resultado da otoplastia já fica evidente logo ao final da operação. No entanto, como a região fica inchada nos primeiros dias, a aparência definitiva poderá ser analisada entre o primeiro e segundo mês após a cirurgia.

Risco de nova cirurgia

Estatísticas médicas indicam que entre 10% e 15% dos pacientes precisam refazer a cirurgia em algum momento da vida, por conta do retorno parcial ou total da orelha à posição original. No entanto, não são todas as cirurgias que podem ser reparadas. “Retiradas excessivas de tecido como a pele e a cartilagem podem ser de difícil ou até mesmo impossível reposição. Da mesma forma, agressão à cartilagem pode deixar sequelas irreparáveis”, adverte Mauro. Apesar disso, os casos de recidiva estão em declínio, principalmente por conta de novas técnicas de operação que garantem um resultado definitivo no primeiro e único procedimento.

Onde procurar atendimento

De acordo com o Ministério da Saúde, “o Sistema Único de Saúde (SUS) não contempla procedimentos de cirurgia estética”.

O paciente pode receber auxílio na rede pública em casos mais graves, anomalias de posição da orelha e outras deformidades. O atendimento inicial é feito na Atenção Básica, em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Caso o médico julgue necessário, o paciente é encaminhado para a Atenção Especializada.

Outra possibilidade é o Projeto Orelhinha, ação social que promove cirurgias de otoplastia por meio de parcerias médicas. A operação é oferecida nas capitais do País com um baixo custo.

“Essa cirurgia não é de caráter puramente estético, mas sim social, pois a correção da orelha de abano tem reflexo diretamente na autoestima do paciente. Percebemos, imediatamente após a cirurgia de otoplastia, que a vida dessas pessoas muda para melhor”, destaca o fundador do projeto, Marcelo Assis.

Bullying e otoplastia

Em reportagem sobre a influência do bullying nos procedimentos estéticos em crianças e adolescentes, a neuropsicóloga Edyleine Benczik falou sobre a percepção da imagem corporal. “O feedback que recebe do ambiente pode reforçar positiva ou negativamente o autoconceito e a sensação de serem ou não aceitos socialmente”, relata a especialista em psicologia escolar e do desenvolvimento humano.

Segundo a neuropsicóloga, “a alteração na percepção da imagem corporal pode se tornar uma patologia a partir do momento em que ela começa a afetar a vida social e a saúde da pessoa”. Dessa forma, ela ressalta a importância dos pais ajudarem no processo de construção da autoestima, principalmente com o apoio de psicólogos. O especialista poderá analisar o objetivo real da intervenção, a capacidade da criança ou adolescente em tolerar frustrações, o nível de exigência, os fatores emocionais, entre muitos outros diagnósticos essenciais.

Fonte: IstoÉ - https://istoe.com.br/otoplastia-cirurgia-plastica-e-alternativa-para-pessoas-com-orelhas-proeminentes/

 

Cirurgia Plástica pode ser deduzida do IR

 

Na hora de declarar o Imposto de Renda 2019, reunir as despesas com saúde é prioridade entre os contribuintes, uma vez que a legislação permite abater da base de cálculo do imposto os gastos realizados em 2018, sem limites. Mas, você conhece todas as despesas que podem ser deduzidas

Deduções valem para titular e dependentes

Consultas médicas, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, exames clínicos, planos de saúde, exames laboratoriais, estabelecimentos geriátricos qualificados como hospital estão entre as despesas mais comuns a serem declaradas. Mas, existem ainda aquelas menos conhecidas e que podem incrementar o total de dedução declarado.

O abatimento integral dos gastos no cálculo do IR vale para você e também para os dependentes. Nesse caso, você deve criar um novo lançamento na ficha "Pagamentos Efetuados" e selecionar o campo "Dependente". No caso do alimentando (pessoa para quem paga pensão alimentícia), o contribuinte pode abater despesa com saúde, desde que a responsabilidade pelo pagamento esteja prevista em decisão judicial.

Cirurgias estéticas podem ser deduzidas

É possível deduzir todos os gastos com cirurgia plástica, reparadoras ou não, com a finalidade de prevenir, manter ou recuperar a saúde, física ou mental, do paciente. As despesas com prótese de silicone também podem ser deduzidas, desde que o seu valor integre a fatura emitida pelo hospital relativamente a uma despesa médica dedutível. Da mesma forma, outros gastos podem ser abatidos, desde que constem na conta do hospital ou na conta emitida pelo médico, tais como: compra e colocação de marca-passo e gastos com instrumentador cirúrgico, assistente social, enfermeiro e massagista.

Fonte: UOL  - Leia a matéria na íntegra em https://economia.uol.com.br/imposto-de-renda/duvidas/ir-2019-despesas-de-saude-pouco-conhecidas-podem-ajudar-reduzir-imposto.htm

Fundação IDEAH-SBCP prevê fazer pelo menos sete mutirões humanitários neste ano

 

O Instituto de Ensino e Ação Humanitária da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (IDEAH) prevê a realização de pelo menos sete mutirões de cirurgias reparadoras em 2019, Como as campanhas de prevenção de queimaduras em crianças, de agressão doméstica em mulheres e de reconstrução mamária como última etapa do tratamento do câncer da mama, além da IV Campanha Nacional de Fissuras Labiopalatinas.“Vamos apoiar ainda ações humanitárias por iniciativa das Regionais e membros da nossa Sociedade ou de serviços de cirurgia plástica”,explica o presidente do IDEAH, Dr. Pedro Djacir Escobar Martins.

Desde 2015, a Fundação tem realizado ações de ensino e humanitárias. Na área de ensino, ressalta o presidente, o IDEAH manterá o patrocínio dos sete cursos do Programa de Educação Continuada, Ensino, Capacitação Continuada (PEECC) durante os eventos oficiais da SBCP e a realização de cursos de cirurgias reparadoras sem custos para as Regionais. Em 2019, a Fundação também irá manter parceria, que nasceu em 2017, com o Shriners Brasil. O objetivo será enviar até seis residentes por semestre para passar em duas semanas em um hospital Shriners, referência mundial em tratamento de queimaduras e anomalias craniofaciais em crianças.“Vamos proporcionar,por meio da continuidade dessa parceria, estágios gratuitos em hospitais norte-americanos para médicos residentes de serviços credenciados da SBCP”, afirma o presidente.

Outro fruto será a terceira edição do Prêmio Amal Shriners do Brasil no Congresso da SBCP, que contemplará dois cirurgiões plásticos autores dos melhores trabalhos científicos sobre queimaduras e fissuras labiopalatinas ou anomalias craniofaciais.Para o Dr. Pedro Martins,o trabalho realizado pela Fundação também repercute entre os jovens cirurgiões plásticos e residentes dos serviços e integra a juventude com a experiência. “Decerta forma, desde 2015, temos realizado ações de ensino e humanitárias que estimulam a participação dos cirurgiões mais jovens e médicos residentes. A Fundação patrocina cursos, promove estágios e cria prêmios nos eventos para estimular a produção científica. Faz campanhas humanitárias em que participam também jovens cirurgiões e residentes, juntamente com profissionais mais experientes”, destaca o presidente. Para doar à Fundação, os membros podem fazer um depósito na conta ou pagar o boleto enviado pelos Correios. Outras informações direto pelo e-mail contato@fundacaoideah.org.br.

Dr. Pedro DjacirEscobar Martins

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Nova tecnologia para tratar câncer de pele pode ser adotada pelo SUS

 

Os pacientes com câncer de pele não melanoma poderão contar, em breve, com uma nova tecnologia para o tratamento não invasivo desse tipo de tumor cutâneo – o mais frequente no Brasil e no mundo.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) desenvolveu, nos últimos anos, um dispositivo para o diagnóstico e tratamento óptico do câncer de pele não melanoma com resultados promissores, principalmente na eliminação de tumores iniciais. O procedimento está em processo de avaliação para ser implementado no Sistema Único de Saúde (SUS).

“O dispositivo foi desenvolvido no Brasil, com tecnologia totalmente nacional”,

disse Cristina Kurachi, professora do IFSC-USP e uma das autoras da técnica, à Agência FAPESP.

O equipamento, fabricado pela empresa MM Optics, em São Carlos, é composto por um dispositivo capaz de reconhecer e verificar a extensão de lesões tumorais por fluorescência óptica em minutos. Após a identificação da lesão, é aplicada no local uma pomada à base de metilaminolevulinato (MAL) – um derivado do ácido 5-aminolevulínico (ALA) –, desenvolvida pela empresa PDF-Pharma, em Cravinhos. Após duas horas de contato com a pele, o composto é absorvido e dá origem, no interior das mitocôndrias das células tumorais, à protoporfirina – pigmento fotossensibilizante “primo” da clorofila.

Após remover a pomada da lesão, a região é irradiada por 20 minutos com um dispositivo contendo uma fonte de luz LED vermelha a 630 nanômetros integrada ao equipamento.A luz ativa a protoporfirina e desencadeia uma série de reações nas células tumorais, gerando espécies reativas de oxigênio capazes de eliminar as lesões. Já os tecidos sadios são preservados.Após o procedimento, são geradas imagens de fluorescência – também por meio do equipamento – para assegurar a irradiação total das lesões.

O tratamento ocorre em duas sessões, com intervalo de uma semana entre elas. Após 30 dias, as lesões são reavaliadas e submetidas a uma biópsia para confirmar se os tumores foram eliminados.Por meio de um projeto, apoiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), foram feitos ensaios clínicos para a validação da técnica em 72 centros de saúde em todo o país. O estudo multicêntrico foi coordenado por Vanderlei Salvador Bagnato, professor do IFSC-USP e coordenador do CEPOF.

No Hospital Amaral Carvalho de Jaú, interior de São Paulo, por exemplo, foram tratadas com o novo método mais de 2 mil lesões de pacientes atendidos pela instituição e treinados 40 grupos de médicos para usar a técnica. Além dos hospitais, ambulatórios e clínicas no Brasil, foram realizados estudos clínicos em outros nove países da América Latina.

Os resultados dos ensaios clínicos mostraram que o tratamento foi capaz de eliminar 95% dos tumores, sem efeitos colaterais, causando apenas leve vermelhidão no local e sem a formação de cicatriz.

“A despeito de estarmos em um Instituto de Física, temos feito medicina translacional, ou seja, conseguido transferir os resultados de pesquisa básica para aplicações clínicas que beneficiam a população, especialmente a mais carente”, avaliou Kurachi, um dos membros da coordenação da ESPCA em Biofotônica.

PESQUISA TRANSLACIONAL

O caráter translacional da pesquisa feita pelo grupo do IFSC-USP foi justamente um dos fatores que despertaram o interesse do pesquisador Fleury Augustin NsoleBiteghe em vir ao Brasil para participar do evento.

Pós-doutorando em biologia química na Universidade de Cape Town, na África do Sul, onde estuda a aplicação de terapia fotodinâmica para tratar câncer de pele, Biteghe soube do evento ao participar de uma conferência sobre terapia fotodinâmica no ano passado, na Alemanha, em que foram apresentados alguns resultados de trabalhos feitos pelos pesquisadores do IFSC-USP.

“Fiquei impressionado e muito interessado em fazer parte das pesquisas desse grupo no Brasil, que tem mostrado ser possível fazer pesquisa translacional que resulte em novos tratamentos para o câncer de pele. Pretendo me candidatar a um pós-doutorado nesse grupo de pesquisa para aprender e levar essa experiência para a África do Sul, onde temos enfrentado obstáculos para desenvolver tecnologias que possibilitem usar a terapia fotodinâmica na prática clínica”, disse Biteghe.

A Escola reuniu 138 estudantes de pós-graduação e pesquisadores em início de carreira, dos quais 48 eram do exterior – oriundos de países como Estados Unidos, Finlândia, Noruega, Rússia, Polônia, Canadá e Argentina, entre outros – e 90 brasileiros, de diferentes regiões do país.

A programação do evento foi composta por apresentação de pôsteres científicos, palestras e cursos ministrados por alguns dos maiores especialistas em áreas como óptica tecidual, neurofotônica e biossensores.

Um dos pesquisadores participantes foi Gang Zhen, professor da Universidade de Toronto e cientista sênior do Princess Margaret Cancer Centre, ambos no Canadá. Em 2011, o pesquisador e colegas de seu laboratório descobriram a primeira partícula nanométrica (da bilionésima parte do metro) totalmente orgânica com propriedades biofotônicas sem precedentes, obtida a partir da porfirina.

Mais recentemente, os pesquisadores desenvolveram microbolhas maiores de porfirina que, ao serem expostas a ultrassom de baixa frequência, arrebentam e formam nanopartículas com as mesmas propriedades ópticas que a microbolha original.“Essas nanopartículas podem ser usadas simultaneamente para obter imagens de tumores e fazer drug delivery [carreamento de fármacos] para o tratamento de câncer”, explicou Zhen durante sua palestra.

O evento também teve a participação de pesquisadores do Brasil, Portugal, Israel, Inglaterra, Espanha, Estados Unidos e Rússia.“Convidamos pesquisadores de diferentes países para que os estudantes pudessem ter um panorama geral da pesquisa em biofotônica que tem sido feita em várias partes do mundo”, disse Kurachi.

Fonte: R7 - https://noticias.r7.com/saude/nova-tecnologia-para-tratar-cancer-de-pele-pode-ser-adotada-pelo-sus-08042019

Plano de saúde deve pagar por cirurgia reparadora para pacientes de bariátrica

 

"Não é uma questão estética, é saúde. O excesso de pele pode causar complicações", diz cirurgião especialista no assunto.

 

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória

Recentemente, uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou o entendimento de que a cirurgia plástica reparadora para paciente de bariátrica deve ser paga pelo plano de saúde. Para o ministro Villas Bôas Cueva, o procedimento não tem caráter exclusivamente estético.

Em texto informativo no site do STJ, fala do ministro frisa que, "havendo indicação médica para cirurgia plástica de caráter reparador ou funcional pós-cirurgia bariátrica, não cabe à operadora negar a cobertura sob o argumento de que o tratamento não seria adequado, ou que não teria previsão contratual".

Lei: Obediência ao artigo 35-F da Lei9.656/1998

Ainda de acordo com o texto, Villas Bôas considera a cirurgia reparadora fundamental para a recuperação integral da saúde do usuário acometido de obesidade mórbida. O ministro lembrou ainda que, apesar de a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ter incluído apenas a dermolipectomia no rol de procedimentos para o tratamento dos males pós-cirurgia bariátrica, os planos de saúde devem custear todos os procedimentos cirúrgicos de natureza reparadora, e quando não cumprido o plano poderá ser processado e deverá pagar multa ao beneficiário por danos morais no valor de R$ 10 mil.

Saúde

Especialista no assunto, o cirurgião bariátrico Raphael Eler destaca que essa cirurgia busca reparar a pele e prevenir problemas de saúde. "Não é um caso de estética, mas de saúde, já que o excesso de pele pode causar uma série de complicações, como infecções", destacou.

Com a decisão, as operadoras de planos de saúde não podem negar a cobertura em caso de indicação médica. "O paciente precisa passar por uma avaliação com a equipe que fez o procedimento antes de buscar um cirurgião plástico. O objetivo é evitar complicações que podem comprometer o resultado e a saúde do paciente", comentou Raphael.

Fonte: Folha de Vitória. Leia matéria em https://www.folhavitoria.com.br/saude/noticia/03/2019/plano-de-saude-deve-pagar-por-cirurgia-reparadora-para-pacientes-de-bariatrica

 
 

Conheça os riscos das câmaras de bronzeamento artificial

 

Uso desses equipamentos é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

 

Zero Hora

Proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, câmaras de bronzeamento artificial foram encontradas pela Polícia Civil em estabelecimentos comerciais de Porto Alegre, em operação que resultou na prisão de quatro pessoas nesta quarta-feira (20). A proibição dos equipamentos ocorre em função dos riscos que oferecem à saúde.

De acordo com nota da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), diversos estudos científicos comprovam os malefícios do uso desses equipamentos. A utilização aumenta o risco de câncer de pele – que é o campeão em ocorrências no Brasil –, incluindo o melanoma, que embora mais raro, é o que oferece risco maior de metástase e morte.

A presidente da regional do Rio Grande do Sul da SBD, Taciana Dal'FornoDini, que também é coordenadora do Departamento de Laser da SBD nacional, explica que esses equipamentos funcionam por meio de luzes artificiais que emitem raios ultravioleta A (UVA).

— O sol emite UVA e ultravioleta B (UVB). O UVA é constante o dia todo, enquanto o UVB aumenta às 10h, tem pico ao meio-dia e vai até as 16h. É ele quem provoca as queimaduras. O UVA não queima, portanto, é mais silencioso e penetra mais profundamente na pele — alerta, acrescentando que fora o câncer, essas câmaras ainda provocam envelhecimento precoce.

Quanto mais cedo a pessoa se expuser a esses danos e quanto mais sessões fizer, maiores os riscos tanto de desenvolver câncer de pele quanto de acelerar o envelhecimento, diz a médica, pois, assim como o sol, eles provocam danos cumulativos.

— A SBD salienta que não existe melhor forma para realizar o bronzeamento artificial. É um procedimento proibido por lei e que envolve situação de risco à saúde — enfatiza Sergio Palma, presidente da SBD.

Grupos de Risco

Taciana lembra que no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina há maior suscetibilidade ao câncer de pele em função de uma população composta, majoritariamente, por pessoas claras, fator de risco para desenvolvimento da doença. Outros grupos de risco são olhos e cabelos claros, muitas pintas no corpo, histórico familiar de câncer de pele ou pessoas que já sofreram muitas queimaduras ao longo da vida. Essas pessoas devem ficar atentas para as pintas, seguindo a regra que a SBD chama de ABCD.

— Deve-se cuidar as pintas Assimétricas, com Bordas irregulares, Cores diferentes e que mudem de Diâmetro. Se tenho uma pinta que começa a crescer, é importante ir ao dermatologista fazer uma avaliação — recomenda a médica.

Fonte: Zero Hora – Leia a matéria em https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2019/03/conheca-os-riscos-das-camaras-de-bronzeamento-artificial-cjthietv403j401k0sdcizv2o.html

 

Colar a orelha do bebê com esparadrapo diminui a "orelha de abano”?

É só o bebê nascer com a orelha um pouco mais saltada para fora que, logo na maternidade, aparece algum parente aconselhando a colar as orelhinhas do recém-nascido com esparadrapo, na tentativa de "corrigir" a "orelha de abano", como é popularmente chamada. Muitos pais, preocupados com a questão estética e até com possível bullying na infância, acabam recorrendo ao método, mas isso não é recomendado.

Usar esparadrapo reduz orelha de abano?

Segundo os especialistas, fazer isso não só é ineficiente para corrigir o "problema", como ainda pode ser prejudicial à pele do recém-nascido. Em alguns casos, principalmente quando a orelha fica colada por muito tempo, pode haver irritação e até inflamação. Por ser uma área próxima ao couro cabeludo, o esparadrapo ainda pode puxar os fios de cabelo, causando mais incômodo e dor à criança.

Qual a solução mais indicada?

Os médicos dizem que moldes de silicone estão entre os métodos mais eficientes para corrigir a "orelha de abano". O procedimento, que deve ser feito sob supervisão e aconselhamento médico, no entanto, tende a ser mais eficaz quando a abertura ou deformidade é leve a moderada. Quando a abertura é grande (geralmente, acima de meio centímetro), só a cirurgia plástica resolverá a questão mesmo. Um estudo publicado no periódico científico Plastic and Reconstructive Surgery, realizado com 488 crianças, mostrou que 90% dos casos tiveram melhora com o uso do molde. O tratamento demora de quatro a seis semanas e apresenta melhor resultado se feito em bebês com menos de 21 dias de vida --isso porque até os primeiros 45 dias a criança ainda está sob efeitos dos hormônios maternos, o que altera a maleabilidade da pele, deixando-a mais suscetível a mudanças. Vale ressaltar que o procedimento não é barato e poucas pessoas ainda têm acesso a ele no Brasil.

E tem alguma opção mais acessível?

Alguns cirurgiões usam uma espécie de sonda que passa por fora da orelha e é colada com adesivo médico específico para não causar irritações. Mais uma vez, o método deve ser feito sob orientação médica e demonstrado aos pais como deve ser realizado em casa. Nunca faça por conta.

As faixas elásticas funcionam?

No primeiro mês de vida, o uso de faixas na cabeça apresenta resultado apenas quando a deformidade é suave, normalmente em casos de uma dobra formada por causa da posição em que o bebê estava no útero. No entanto, saiba que, assim como o uso de esparadrapo, o item não corrigirá a "orelha de abano". Se ainda assim optar pela faixa, é de extrema importância usá-la apenas quando bebê estiver sob os cuidados de alguém. Na hora de dormir, retire o acessório, para evitar risco de sufocamento, já que pode acontecer de a faixa se deslocar da cabeça e tampar as narinas da criança.

A partir de que idade a criança pode operar?

Os médicos consultados afirmam que a criança só deve ser operada acima dos seis anos, quando já tem a possibilidade de fazer uma intervenção cirúrgica sem correr o risco de a orelha mudar de tamanho. A plástica, no entanto, deve apenas ser feita se esse for um desejo do jovem, porque muitas vezes ele lida bem com a questão e não deseja passar pela otoplastia, como é chamada a cirurgia que corrige a "orelha de abano".

Fontes: Dov Charles Goldenberg, cirurgião plástico especializado em cirurgia reconstrutiva e pediátrica do Hospital Israelita Albert Einstein (SP); Mariane Franco, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Mônica Carceles, pediatra neonatologista e coordenadora do berçário da Pro Matre Paulista (SP).

Imagem: Priscila Barbosa/VivaBem UOL

O Dr. Dov Goldenberg é editor da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (RBCP)

Leia a matéria na íntegra: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/13/colar-a-orelha-do-bebe-com-esparadrapo-diminui-a-orelha-de-abano.htm?utm_source=chrome&utm_medium=webalert&utm_campaign=vivabem

 

Fumantes com câncer de pele tipo melanoma têm 40% menos chances de sobrevivência, diz estudo

 

Redação Bem Paraná, com assessoria

Pacientes com melanoma e história de tabagismo têm 40% menos chances de sobreviver ao câncer de pele do que pessoas que nunca fumaram, de acordo com uma nova pesquisa da Universidade de Leeds, financiada pela Cancer Research UK. “O estudo de mais de 700 pacientes com melanoma, principalmente do norte da Inglaterra fornece evidências que sugerem que o fumo pode prejudicar a resposta imune contra o melanoma e reduzir a sobrevida desses pacientes”, afirma a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia. Estas novas descobertas fornecem outra razão pela qual as pessoas devem tentar parar de fumar, particularmente aquelas que foram diagnosticadas com melanoma maligno - a forma mais perigosa de câncer de pele.

Os cientistas descobriram que, em geral, os fumantes tinham 40% menos chances de sobreviver à doença do que as pessoas que nunca fumaram dentro de uma década após o diagnóstico. Em um subgrupo de 156 pacientes que tinham mais indicadores genéticos para as células responsáveis pela resposta imune ao câncer tipo melanoma, os fumantes tinham cerca de quatro vezes e meia menos chances de sobreviver do que as pessoas que nunca fumaram. “Como a sobrevivência é ainda menor no grupo de fumantes com a maioria dos indicadores de células do sistema imunológico, os pesquisadores acreditam que o fumo pode impactar diretamente em como o organismo dos fumantes lidam com a resposta imune às células cancerosas do melanoma”, afirma a médica.

Fumar foi relatado por outros cientistas para ter efeitos adversos sobre o sistema imunológico, mas ainda não se sabe quais produtos químicos do cigarro são responsáveis por este efeito. Segundo o estudo, o sistema imunológico é como uma orquestra, com múltiplas peças, e a pesquisa sugere que fumar pode atrapalhar o funcionamento em sintonia, permitindo que os músicos continuem tocando, mas possivelmente de uma maneira mais desorganizada. "O resultado é que os fumantes ainda podem montar uma resposta imunológica para tentar destruir o melanoma, mas parece ter sido menos eficaz do que em nunca-fumantes". Com base nos dados, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal, parar de fumar deve ser fortemente recomendado para pessoas diagnosticadas com melanoma.

Dados – Melanoma é o tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar de não ser o mais frequente câncer de pele, no ano de 2018 são estimados 2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres. Com relação ao câncer de pele não-melanoma, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele entre homens e 80.410 nas mulheres para o ano de 2018. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo.

De acordo com a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho). "O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa", alerta a dermatologista. Esta foto exposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. Com uma exposição solar frequente, seja por lazer ou ocupacional, muitas vezes, as pessoas não percebem a medida da exposição ao sol silencioso no trabalho de campo, no dirigir ou andar na rua.

Fonte: DRA. CLAUDIA MARÇAL - É médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy Of Dermatology (AAD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). É speaker Internacional da Lumenis, maior fabricante de equipamentos médicos a laser do mundo; e palestrante da Dermatologic Aesthetic Surgery International League (DASIL). Possui especialização pela AMB e Continuing Medical Education na Harvard Medical School. É proprietária do Espaço Cariz, em Campinas - SP.

Fonte: Bem Paraná. Leia a matéria na íntegra em https://www.bemparana.com.br/noticia/fumantes-com-cancer-de-pele-tipo-melanoma-tem-40-menos-chances-de-sobrevivencia-diz-estudo

 

Tratamento de queimaduras com pele de tilápia desenvolvido no Ceará deve ser expandido nacionalmente

 

Tratamento desenvolvido por pesquisadores da UFC foi destacado pelo presidente Jair Bolsonaro, em postagem em rede social.

 

Por Renato Bezerra, G1 CE

O método para tratar queimaduras de 2º e 3º graus com uso de pele de tilápia, desenvolvido no Ceará, pode ganhar projeção nacional. Isso porque teve início a busca pela empresa que deve registrar o método na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que viabilizará o uso da técnica nos centros de tratamento de queimados de todo o País.

O presidente Jair Bolsonaro destacou o método em publicação nas redes sociais, na última terça-feira (26), anunciando promover o início de estudos, sob o comando do secretário Nacional da Pesca, Jorge Seif Júnior, junto ao Ministério da Saúde. Se comprovado a eficácia, o tratamento pode ser adotado como terapia de cura alternativa, segundo o presidente.

De acordo com o presidente do Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ) e coordenador da pesquisa, o médico cearense Edmar Maciel, o secretário já entrou em contato para tratar do assunto e uma reunião para apresentar o método será marcada após o carnaval.

“Isso já é um passo para que a empresa que for registrar saiba que o Ministério da Saúde reconhece o produto como sendo importante para a saúde. Estamos aguardando passar o período do carnaval para que seja agendada a nossa visita”, destaca.

No Ceará, mais de 300 pessoas já foram beneficiadas com o uso da pele de tilápia no trato de lesões por queimaduras. Atualmente, a pesquisa já é utilizada, também, nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco. Em âmbito internacional, Colômbia, Alemanha e Estados Unidos também desenvolvem estudos a partir da técnica cearense.

O tratamento foi desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Medicamentos (NPDM) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e é utilizado em pacientes do Núcleo de queimados do Instituto Doutor José Frota (IJF) desde 2016.

Leia a matéria na íntegra em https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/02/28/tratamento-de-queimaduras-com-pele-de-tilapia-desenvolvido-no-ceara-deve-ser-expandido-nacionalmente.ghtml

Os créditos da imagem é: TV Verdes Mares.

 

Workshop gratuito para residentes sobre Cirurgia da Mão

 

Durante o 13º Congresso do DESC, que acontece nos dias 07 e 08 de março no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo – SP, os participantes do evento poderão participar do Workshop “Cirurgia da Mão – Uma especialidade importante dentro da Cirurgia Plástica”, ministrado pelo Professor Pedro Bijos, do Rio de Janeiro, no dia 08/03 das 8h às 11h.

Especialista em cirurgia plástica desde 1976, microcirurgia reconstrutiva desde 1982 e pós-graduado em cirurgia da mão pelo Hospital Jeanne D’Arc -DommartinLesToul, na França, desde 1987, o Dr. Pedro Bijos dedicou as últimas décadas a cirurgia da mão e tem muito a passar para os residentes do DESC.

A cirurgia da mão pode melhorar o aspecto de mãos com deformidades congênitas.É um tipo de cirurgia muito especializada que pode tratar doenças que causam dor e prejudicam a força, a função e a flexibilidade do punho e dedos. A cirurgia visa restaurar, próximo do normal, a função dos dedos e de mãos feridas por trauma ou corrigir anomalias presentes no momento do nascimento.

Para mais informações acesse https://cirurgiaplastica2.criadorlw.com.br/programacao ou envie um e-mail para contato@fundacaoideah.org.br .

As vagas são limitadas.

 

"Boato na internet diz que farinha de trigo pode ser usada contra queimaduras"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Com a alta temperatura nos últimos dias e muita gente voltando da praia com a pele vermelha, um antigo boato a respeito da farinha de trigo ser eficaz para queimaduras voltou a circular pelas redes sociais. Na mensagem, o autor afirma que aprendeu a técnica com um morador do Vietnã – país localizado no Sudeste da Ásia – e que o ingrediente é infalível para controlar a dor, não deixar bolhas e ainda evitar manchas. No entanto, a sugestão não procede e dificulta o tratamento adequado.

"De acordo com o cirurgião plástico Luiz Henrique Calomeno, que atua no Hospital Evangélico, em Curitiba, passar farinha na queimadura interfere no diagnóstico e prejudica o atendimento. “Se você colocar esse produto em uma queimadura grave, ele vai formar uma crosta e o médico não terá condições de avaliar o que há embaixo”. Também será necessário retirar toda a farinha por meio de um procedimento dolorido que poderia, facilmente, ser evitado. “Existem casos em que precisamos submeter o paciente à anestesia geral para podermos tirar o que ele passou nas queimaduras”, lamenta o especialista.

Além da farinha, o médico relata que já atendeu pacientes que usaram vinagre, clara de ovo, pó de café, pasta de dente e extrato de tomate na tentativa de aliviar a dor e tratar o ferimento. “Essa é uma dificuldade que ainda encontramos no nosso trabalho por conta de crendices antigas”, lamenta."

Legenda: "O boato a respeito do uso da farinha de trigo para queimaduras voltou a circular pelas redes sociais. Foto: Reprodução/WhatsApp"

"Segundo ele, tratamentos caseiros como esses eram usados pela população em locais de difícil acesso, onde as pessoas não podiam receber atendimento em um posto de saúde ou hospital. “Então, eles pegavam os produtos que tinham em casa e tentavam aliviar a dor da queimadura da maneira que conseguiam”, explica.

Isso dava certo com o uso da farinha colocada na geladeira ou da pasta de dente, por exemplo, porque o contato com algo frio diminui o estímulo para o sistema nervoso, que é responsável pela sensibilidade."

Legenda: "Usar farinha de trigo nas queimaduras não traz benefícios e pode prejudicar o tratamento. Foto: Bigstock

"Por isso, a orientação do cirurgião é usar água corrente fria ou gelada no local da queimadura. “Não pode ser gelo ou outro produto. Tem que ser a água para aliviar a dor do paciente sem prejudicar o diagnóstico médico ou agravar a situação”.

Nas queimaduras leves que deixam a pele vermelha, não é necessário procurar atendimento médico. Já nas queimaduras com formação de bolhas – que podem levantar em até três dias -, o paciente deve envolver a área queimada com uma bandagem e procurar um posto de saúde para avaliação. “Lembrando não a bolha não deve ser furada porque ela está protegendo o ferimento dos micro organismo no ambiente”, afirma o médico.

Em situações mais graves em que as bolhas se rompem, os tecidos ficam expostos ou a região fica carbonizada, é necessário solicitar atendimento médico de urgência.

Cuidado com notícias falsas

Com a disseminação rápida de informações pelas redes sociais, aumentam as chances de transmitir notícias falsas como essa, referente ao uso da farinha de trigo para tratar queimaduras. Portanto, antes de compartilhar qualquer informação para amigos e parentes, é necessário verificar se o conteúdo é confiável. Uma pesquisa rápida em veículos de comunicação de credibilidade, com certeza, vai ajudar.

Além disso, algumas dicas infalíveis podem desmascarar uma notícia falsa rapidamente. Basta ler o conteúdo até o fim e identificar se há erros de português, falta de dados como data e a localização, e poucos detalhes a respeito do assunto, já que essas mensagens costumam ter um texto genérico. Outro fator comum nessas correntes falsas é o pedido para que a mensagem seja compartilhada. Ao perceber essas características, ligue o alerta e não passe a informação adiante."

Fonte: Gazeta do Povo

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar/saude/mensagem-viraliza-sugerindo-um-cuidado-incomum-para-queimadura-farinha-de-trigo/

Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

"Atenção: especialistas alertam que o uso desse e de outros produtos, como pasta de dente e vinagre, prejudicam o atendimento e podem agravar a queimadura"

Primeiro curso de fissuras labiopalatinas da Região Sul é realizado com sucesso na PUC-RS

 

No final de semana de 14 e 15 de dezembro de 2018 a Fundação IDEAH-SBCP, em parceria com a Smile Train e PUC-RS, realizou o 1º Curso Teórico-Prático de Fissuras Labiopalatinas no Hospital Universitário São Lucas da PUC-RS, em Porto Alegre. Ao todo, 48 cirurgiões plásticos do Rio Grande do Sul, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, participaram do curso oferecido gratuitamente pelas entidades.

Com foco em residentes de serviços de cirurgia plástica jovens cirurgiões, o curso foi divido em dois módulos, teórico e prático, com professores renomados. Do Brasil, Nivaldo Alonso-SP, que é responsável pelo Serviço de Cirurgia Crânio-maxilo-facial da Disciplina de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da USP (SP) e Marcelo Vaccari-SP que é Regente do Capítulo...(completar a titulação).  O Dr. Diego Steinberg, cirurgião plástico argentino e especialista em crânio-maxilo-facial pelo International Craniofacial Instituto of Dallas (Texas – EUA) com Dr. Kenneth Salver, pioneiro mundial em cirurgia plástica craniofacial, foi o convidado internacional do evento.

No último dia do curso, os participantes puderam conferir na prática as lições do dia anterior. Em cirurgias realizadas pelos doutores Nivaldo Alonso e Diego Steinberg, os alunos interagiram em tempo real com centro cirúrgico por intermédio dos Drs. Milton Paulo de Oliveira, Daniele Valter Duarte e Marcelo Maino.

Para 2019, a Fundação IDEAH-SBCP irá levar esse curso para outras praças. Fique atento aos canais de comunicação da Fundação IDEAH-SBCP.

Estimule inciativas como essa, contribua com a Fundação IDEAH, que se mantém somente com doações. Para mais informações, mande um e-mail para contato@fundacaoideah.org.br

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Projeto garante tratamento no SUS para criança com fissura labiopalatal

 

A criança ou o adolescente com fissura labiopalatal poderá ter assegurado o tratamento clínico, cirúrgico e de reabilitação no Sistema Único de Saúde (SUS). É o que determina um projeto apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). A matéria (PLS 385/2018) aguarda a designação de relator na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Eduardo Braga lembra que o SUS já oferece esse tipo de tratamento. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil, em 2016, foram realizados 3.886 procedimentos cirúrgicos na faixa etária de 0 a 10 anos. Em 2017, foram 3.272. Em 2018, até outubro, foram realizados 2.692 procedimentos cirúrgicos.

Com base nos dados de 2017, porém, Eduardo Braga registra que em todo o Brasil existem apenas 28 centros habilitados para tratar crianças com essa malformação. A maior parte dessas unidades está localizada na região Centro-Sul — concentração que deixa 13 estados sem nenhum centro habilitado para a realização de procedimentos específicos do tratamento de fissuras labiopalatais.

Alcance

O projeto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 1990) para a rede de atenção do SUS seja dimensionada adequadamente, com a garantia de que haverá pelo menos um centro habilitado em cada estado. O projeto faz outras alterações para garantir assistência psicológica aos pais de filhos com qualquer malformação congênita. Também obriga o SUS a fazer exames visando o diagnóstico e o tratamento precoce de malformações, bem como prestar aconselhamento e orientação aos pais.

O autor registra que a criança com fissura labiopalatal começa a falar tarde e, no início, pode ter uma fala ininteligível. Os consequentes distúrbios de fala surgem na infância, durante o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem, e podem permanecer mesmo após a correção cirúrgica, tornando necessário o treinamento específico dos padrões corretos por meio de fonoaudiologia.

Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é que haja uma pessoa com a malformação para cada 650 nascimentos. Acredita-se que a anomalia seja fruto de uma conjugação entre predisposição hereditária e fatores ambientais. Existe a suspeita, porém, de que esse número seja subestimado, devido à dificuldade de registros oficiais.

Fissura

 

As fissuras labiopalatais ou labiopalatinas, também conhecidas como lábio leporino, são malformações congênitas caracterizadas pela permanência de aberturas ou descontinuidades nas estruturas do lábio e/ou do palato, de localização e extensão variáveis. A dimensão da má formação determina a gravidade dos problemas que acarreta para os pacientes.

As fissuras afetam os aspectos estético, funcional e emocional dos indivíduos. Esteticamente, podem deformar as feições do paciente. Funcionalmente, acarretam dificuldades para sucção, deglutição, mastigação, respiração, fala e audição. Do ponto de vista emocional, as fissuras podem comprometer o ajustamento pessoal e social do indivíduo.

Fonte:Agência Senado

Legenda da foto: Sequência de fotos mostra evolução no tratamento cirúrgico da fissura labiopalatal. Sem a correção, pessoa pode ter uma série de dificuldades, desde a deglutição até a fala

Créditos: Maos/iStockphoto

 

Sobram vagas para cirurgia de reconstrução mamária no SUS

No caso da reconstrução por causa de mastectomia, apenas 20% das mulheres realizam a cirurgia

O Sistema Único de Saúde (SUS) passa por uma situação inusitada. É que estão sobrando vagas para mulheres que precisam fazer reconstrução mamária no Hospital das Clínicas.

A unidade de saúde tem capacidade para realizar quatro cirurgias por mês, mas só duas pacientes são operadas. No caso da reconstrução por causa de mastectomia, que é a retirada dos seios, só 20% das mulheres fazem reconstrução.

De acordo com o médico chefe do setor de cirurgia plástica do HC, Rafael Alicoara, falta informação e coragem para enfrentar uma nova cirurgia. “O principal motivo é a falta de informação. Elas têm medo de se submeter a uma nova cirurgia, por isso não querem fazer a reconstrução e não sabem o bem que elas tão perdendo de fazer esse tipo de reconstrução”, explicou. “Não é uma cirurgia que oferece mais risco do que a retirada da mama. É uma cirurgia segura, bem estabelecida na cirurgia plástica e que é realizada no mundo todo”, completou o médico.

Uma lei federal garante o direito à reconstrução mamária para todas as mulheres que tiveram câncer. O médico explica os benefícios da cirurgia. “Normalmente a gente faz primeiro a reconstrução, mas é assegurado um direito de fazer uma nova cirurgia ou até ao mesmo tempo que se simetrizes as duas mamas. Então a gente pode fazer e é direito dos pacientes que façam esse tipo de reconstrução permitindo para que elas tenham uma simetria o mais próximo ao normal possível.

COMO FAZER

Para fazer a reconstrução mamária é preciso ter um encaminhamento do mastologista e procurar a Secretaria de Saúde do Estado. Posteriormente, o paciente será encaminhado ao setor de cirurgia plástica do Hospital das Clínicas.

Fonte: Radiojornal Pernambuco

 

Conheça os vencedores do Prêmio IDEAH – AMAL Shriners 2018

 

Pelo segundo ano consecutivo a Fundação IDEAH e a AMAL Shriners concederam o Prêmio IDEAH-AMAL Shriners no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, em Recife, que ocorreu entre os dias 14 e 17 de novembro.  Os premiados foram os residentes Guilherme Luís Zanco e Thiago Antonio Calado Pereira. A Sessão Solene de entrega de prêmios foi no dia 16/11 e contou com a presença do Dr. Pedro Martins, presidente da Fundação IDEAH e Dr. José Octavio Gonçalves de Freitas, diretor técnico e de parcerias da Shriners do Brasil.

Guilherme é residente do Serviço de Cirurgia Plástica Prof. Dr. Cassio Menezes Raposo Do Amaral – SOBRAPAR, sob a regência do Dr. Celso Luiz Buzzo. Para ele, ter ganhado em primeiro lugar o Prêmio IDEAH-AMAL Shriners, o deixa extremamente feliz e se sente recompensado. “Esse trabalho representou um norte para eu seguir. Mostrou que meu objetivo está sendo conquistado, que é estudando, ganhando os prêmios, conseguindo fazer os bons trabalhos para depois de formado ser um bom profissional, o que para mim é importantíssimo”.

Thiago é residente da Disciplina de Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina da USP, sob a regência da Dra. Lydia Masako Ferreira. Ele achava que seu trabalho ganharia um prêmio, mas não esperava pelo prêmio da Fundação IDEAH: “Foi uma grande felicidade”. Thiago diz ainda que “esta oportunidade me dará a chance de ver o tratamento de queimaduras e fissuras labiopalatinas nestes hospitais que são referência nos Estados Unidos. Também me interesso por pesquisa e gostaria de conhecer sobre o que estão pesquisando nestes hospitais”.

Ambos destacam a importância da cirurgia plástica reparadora na formação do cirurgião plástico. Para Guilherme “essa atitude da Fundação IDEAH em ação educativa de cirurgia plástica reparadora é fundamental. Hoje em dia temos muitos colegas que pensam na cirurgia plástica como cirurgias estéticas, de beleza, e somente isso. Estudam cirurgia reparadora só por conta das provas no último ano e nunca mais olham para esse lado”.

“Fazer pesquisa ajuda a compreender o que é lido em artigos científicos, como autores chegam a determinadas conclusões e se um artigo é bem fundamentado. Isso é importante para o cirurgião em início de carreira porque, assim, consegue avaliar mais criteriosamente os estudos publicados e se embasar melhor para a prática clínica”, analisa Thiago.

Os ganhadores serão beneficiados com um estágio de um mês em um dos hospitais infantis da Shriners nos Estados Unidos, incluindo passagens aéreas e hospedagem, pagos pelas duas instituições (Fundação IDEAH e AMAL Shriners). A data da viagem ainda será escolhida pelos residentes. Para concorrerem ao prêmio, era necessário enviar trabalhos sobre queimaduras, fissuras labiopalatinas ou anomalias craniofaciais.

Leia abaixo a entrevista completa com os dois ganhadores do Prêmio IDEAH-AMAL Shriners 2018.

IDEAH News -Que importância você atribui da produção científica no início da carreira de cirurgião plástico?

Guilherme Zanco - Não só na carreira de cirurgião plástico, mas, eu faço produção científica desde quando era estudante de medicina, então, eu considero que ter um currículo bom, cada vez melhorando mais, é importante na carreira de cirurgião plástico. Assim como é importante trabalhos relevantes, tanto na parte de cirurgia plástica geral, quanto em cirurgia plástica reparadora, na área de craniofacial aqui na SOBRAPAR onde eu faço residência, que é um hospital onde temos muito incentivo à produção científica, muita ajuda, com uma demanda muito boa de pacientes da cirurgia reparadora.Nós temos um histórico de vários trabalhos com prêmios, e, eu estou começando agora a seguir este caminho e muito feliz por ter ganho. Essa produção científica é muito importante na carreira de qualquer médico.

Thiago Calado - Fazer pesquisa não é bom apenas porque conseguimos gerar dados, mas também é muito importante para entender como o conhecimento científico é produzido. Isso ajuda a compreender o que é lido em artigos científicos, como autores chegam a determinadas conclusões e se um artigo é bem fundamentado. Isso é importante para o cirurgião em início de carreira porque, assim, consegue avaliar mais criteriosamente os estudos publicados e se embasar melhor para a prática clínica.

IN - Fale um pouco sobre sua relação com a cirurgia plástica reparadora.

GZ - Nossa residência é bastante focada na cirurgia plástica reparadora.Eu acho que todo cirurgião plástico tem que ser um expert, tem que ser um bom cirurgião nas cirurgias reparadoras.Creio que são cirurgias bem difíceis, são cirurgias que precisam ter um bom ensinamento, um bom estudo, então, pra isso precisa dessas publicações, de estudar bastante e é importante também para a saúde dos pacientes que necessitam de cirurgias, não só as crianças com síndromes ou crianças com fissura labiopalatinas, como queimaduras, como deficiências de neoplasias de pele ou neoplasias de face, como nós temos aqui, então, nós temos bastante relação com a cirurgia reparadora.

TC - A residência da Escola Paulista de Medicina é uma instituição de ensino vinculada a um grande Hospital que atende principalmente pacientes SUS. Atendemos Pronto Socorro - fraturas de face e feridas complexas, temos unidade de referência para tratamento de pacientes com queimaduras, grupo de fissurados, cirurgia crâniomaxilofacial, anomalias vasculares, reconstrução mamaria e microcirurgia. Tenho maior afinidade com tratamento de queimaduras e cirurgia craniomaxilofacial.

IN - Você imaginava ganhar o Prêmio IDEAH AMAL SHRINERS? O que representou para você essa conquista?

GZ - Bom, eu não imaginava ganhar o Prêmio IDEAH Amal Shriners, mas, nós sempre fazemos os trabalhos aqui com o intuito de concorrer a prêmios. São distribuídos alguns prêmios da Fundação IDEAH e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, então, são trabalhos muito bons que nós fazemos, com muito empenho, durante o ano todo para concorrer sim a um prêmio. Seja ele qual prêmio fosse, eu estaria muito feliz. Sendo ganhador então, em primeiro lugar do Prêmio IDEAH Amal Shriners, eu fico extremamente feliz e isso para mim é uma recompensa do meu trabalho, do nosso trabalho porque é um trabalho que não é só meu, é do Professor Cássio Eduardo Raposo do Amaral juntamente com toda a equipe do SOBRAPAR, tanto dos chefes como dos colegas residentes também que me ajudaram.Esse trabalho representou muito pra mim, representou um norte para eu seguir, mostrou que o objetivo que eu estou querendo seguir está sendo conquistado, que é estudando, ganhando os prêmios, conseguindo fazer os trabalhos bons para depois de formado ser um bom profissional, então isso para mim é importantíssimo.

TC -Nosso trabalho era bom. Achávamos que havia chance de ganharmos algum prêmio, mas não esperávamos ganhar o Prêmio IDEAH AMAL SHRINERS. Foi uma grande felicidade.

IN - O que você acha que essa experiência proporcionada pela Fundação IDEAH e AMAL Shriners e o que irá acrescentar na sua carreira?

GZ - Essa experiência, esse prêmio que a Fundação IDEAH e a AMAL Shriners me proporcionaram vai me acrescentar muito, pois, eu terei isso como um grande diferencial na minha carreira. Um estágio em um grande hospital dos Estados Unidos, específico nas áreas de cirurgia reparadora com grandes profissionais, dividindo e aprendendo com vários profissionais não só dos Estados Unidos, mas do mundo todo. Eu creio que será uma experiência e além disso ver outros tipos de pacientes, outras síndromes que veremos lá e que não conhecemos irá ampliar o conhecimento e com certeza será muito importante na minha carreira.

TC -Acho que esta oportunidade me dará a chance de ver o tratamento de queimaduras e fissuras labiopalatinas nestes hospitais que são referência nos Estados Unidos. Também me interesso por pesquisa e gostaria de conhecer sobre o que estão pesquisando nestes hospitais.

IN - Quais suas expectativas para o estágio de um mês em um hospital infantil nos EUA?

GZ - Eu espero que o estágio seja muito bom, que me ajude bastante tanto a conhecer como aprimorar o que eu já venho estudando e é óbvio, ter a noção e o entendimento de como funciona a cirurgia em outro país, em um país com tipos de recursos diferentes, ver como o cirurgião realiza cirurgias em outro país, outro hospital e as diferentes formas de tratamento. Então eu acho que esse estágio vai ser muito bom.

TC -Estou ansioso para determinar para qual hospital irei, para poder estudar as linhas de pesquisas realizadas e chegar mais preparado e assim poder absorver mais conhecimentos durante estagio. O professor Alfredo Gragnanni fez doutorado sanduiche no Shriners Hospital de Boston e disse que teve uma experiência muito enriquecedora.

IN - Qual sua opinião sobre iniciativas como essa da Fundação IDEAH para valorizar e ampliar ações educativas em cirurgia plástica reparadora?

GZ - Essa atitude da Fundação IDEAH em ação educativa de cirurgia plástica reparadora é fundamental. Hoje em dia temos muitos colegas que pensam na cirurgia plástica como cirurgias estéticas, de beleza e somente isso. Estudam cirurgia reparadora só por conta das provas no último ano e nunca mais olham para esse lado. Então, eu acho que um cirurgião plástico completo tem que ser um bom cirurgião plástico em cirurgia reparadora para ser um bom cirurgião plástico em cirurgia estética. Uma completa a outra e com certeza, sem a reparadora não há um aprendizado completo, uma formação completa. Eu creio que isso é um diferencial para a formação dos novos residentes.

TC - Acho que o Prêmio a que fui agraciado, é muito importante para o intercâmbio de conhecimento. Ver o que outros cirurgiões plásticos fazem em outros países.

Acho também muito relevante as ações da fundação IDEAH que incentivam campanhas e cursos que visam disseminar técnicas de cirurgias reparadoras nos serviços de Residência no Brasil e os mutirões de cirurgias reparadoras que atendem populações carentes.

IN - Considerações finais.

GZ - Quero agradecer não só a Fundação IDEAH como a AMAL Shriners, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o DEC e o DESC e toda a Comissão de Prêmios. Fica mais uma vez o meu agradecimento pelo reconhecimento do nosso trabalho, do prêmio que eu ganhei. Estou extremamente feliz e orgulhoso de ter ganho esse prêmio e farei de tudo para sempre contribuir para que esse estágio seja excelente para mim e para os próximos que virão também. Farei comentários depois, na volta e espero que no ano que vem estaremos concorrendo novamente.

 

Dezembro Laranja

 

Dezembro é o início da estação mais quente do ano, exigindo mais cuidado com a exposição solar.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele é o mais frequente em todas as populações. São 176 mil novos casos por ano. Para diminuir essa incidência, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou o Dezembro Laranja, mês para conscientização sobre a doença: prevenção, sintomas e tratamento. Para conhecer mais sobre o movimento, basta acessar o site http://www.controleosol.com.br.

A remoção cirúrgica é a parte mais importante do tratamento do câncer de pele. O cirurgião plástico usa sua expertise para tornar menos aparente as cicatrizes e manter a funcionalidade do local afetado.

 

Prêmio IDEAH-AMAL Shriners

contempla mais 2 residentes para estágio nos EUA em 2019

 

Pelo segundo ano consecutivo a Fundação IDEAH e a AMAL Shriners concederam o Prêmio IDEAH-Amal Shriners no Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, em Recife.  Os premiados foram os residentes Guilherme Luís Zanco e Thiago Antonio Calado Pereira. A Sessão Solene de entrega de prêmios foi no dia 16/11 e contou com a presença do Dr. Pedro Martins, presidente da Fundação IDEAH e Dr. José Octavio Gonçalves de Freitas, diretor técnico e de parcerias da Shriners do Brasil.

Guilherme é residente do Serviço de Cirurgia Plástica Prof. Dr. Cassio Menezes Raposo Do Amaral– SOBRAPAR, sob a regência do Dr. Celso Luiz Buzzo e apresentou o trabalho “Avanço frontofacial em monobloco com distração em pacientes com cranioestenoses sindrômicas: uma avaliação cefalométrica longitudinal”.

Thiago é residente da Disciplina de Cirurgia Plástica da Escola Paulista de Medicina da USP, sob a regência da Dra. Lydia Masako Ferreira e apresentou o trabalho “Volume aéreo retropalatal e retrolingual após expansão rápida de maxila assistida cirurgicamente, uma comparação entre duas técnicas cirúrgicas – ensaio clínico randomizado”.

Shriners nos Estados Unidos, incluindo passagens aéreas e hospedagem, pagos pelas duas instituições (Fundação IDEAH e AMAL Shriners). A data da viagem ainda será escolhida pelos residentes. Para concorrerem ao prêmio, era necessário enviar trabalhos sobre queimaduras, fissuras labiopalatinas ou anomalias craniofaciais.

 

Pouca receita & muito empenho

 

Neste ano de 2018 a Fundação IDEAH SBCP teve que restringir algumas das suas ações porque a sua receita foi de apenas 10% do que recebera no ano anterior. Não foi possível, entre outras medidas restritivas, continuar pagando a impressão em português da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, que implica numa despesa anual de quase 150 mil reais. Quando as condições financeiras permitirem, a Fundação IDEAH-SBCP pretende voltar a patrocinar nossa Revista.

As medidas da redução de despesas atingiram mais as áreas de ensino e pesquisa da Fundação IDEAH-SBCP. Entretanto, continuaramos patrocínios às aulas do PEECC – Programa de Educação Continuada, nos eventos científicos oficiais da SBCP.

O Prêmio IDEAH-AMAL-SHRINERS será mantido, contemplando no próximo Congresso Brasileiro, em Recife, os dois melhores trabalhos científicos sobre fissuras labiopalatinas e queimaduras.

Nos dias 14 e 15 de dezembro, em Porto Alegre haverá o 1º Curso Teórico-Prático de Fissuras Labiopalatinas da Região Sul, em parceria com SmileTrain. Será gratuito e fornecerá certificados aos participantes.

Várias medidas foram tomadas para melhoraras receitas da Fundação IDEAH-SBCP. Advogados especializados na área de fundações foram contratados a fim de agilizar as tramitações para que a Fundação IDEAH-SBCP tenha as titulações necessárias para o recebimento de fundos junto a pessoas físicas, jurídicas e públicas.

Sob orientação da Professora Lydia Masako Ferreira, no próximo ano, a Fundação IDEAH-SBCP desenvolverá o Projeto de Pesquisa Avançar. O objetivo será a conquista de bolsas de financiamento para as pesquisas no CNPq e outras instituições similares, em âmbito municipal e estadual.

Em 2019, a Fundação IDEAH-SBCP em parceria com AMAL-SHRINERS, disponibilizará estágio sem hospitais dos Estados Unidos (USA)para médicos residentes dos serviços credenciados da SBCP. As normas e esclarecimentos serão remetidas aos médicos Regentes destes serviços.

Vários colegas falaram que gostariam de contribuir com Fundação IDEAH-SBCP, mas, não receberam o boleto de contribuição espontânea.Enviaremos a todos os membros da nossa Sociedade os números da conta bancária da Fundação IDEAH-SBCP para depósitos de doações de qualquer valor.

Doações espontâneas serão muito bem recebidas e aplicadas.

 

Agradecemos desde já!

 

Dr. Pedro Martins – Presidente da Fundação IDEAH

 

Resgatando a autoestima entre mastectomizadas

 

Até 20% das mulheres são atingidas pelo câncer que pode deixar alterações importantes na mama, decorrentes da mastectomia. A reconstrução mamária pode ser feita imediatamente após o procedimento (no mesmo tempo cirúrgico) ou tardiamente, tanto com prótese de silicone, expansores e retalhos de pele, músculos, gordura, além da lipoenxertia. A presença de um cirurgião plástico é fundamental, desde antes da mastectomia, para que seja planejada a reconstrução mais precoce possível e da melhor forma, conforme cada caso.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica(SBCP) estabelece que a reconstrução mamária seja obtida com uma das várias técnicas para restaurar a mama, considerando-se a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que todas as mulheres que tenham indicação para que a cirurgia seja feita no mesmo tempo cirúrgico, ou seja, imediatamente após a mastectomia, devem receber a reconstrução.

O procedimento é recomendado por incluir o tempo operatório total, diminuir o período sem a mama e manter a autoestima. Em alguns casos, é aconselhado esperar e, em qualquer uma dessas situações, a recomendação pode ser a prótese de silicone e, também, a utilização do próprio tecido da mulher, mais conhecido como reparo.

A preocupação com a agressão cirúrgica é maior na mastectomia. O cuidado é mais intenso no procedimento para fazer da forma mais adequada e obter maiores chances de cura. A partir desse procedimento, ocorre a reconstrução mamária, sem acrescentar muitas alterações à mama, aproximando-se ao máximo do formato natural.

O tempo do processo de reconstrução é variado, já que outras cirurgias são realizadas, entre três e quatro. Cada etapa reconstrói uma parte para fazer o chamado refinamento, ou seja, considerando os pequenos detalhes da mama. Geralmente, o processo total de reconstrução leva de oito a 12 meses. Atualmente, a reconstrução do mamilo é realizada da forma mais natural possível, com procedimentos menos agressivos para manter uma tonalidade bem próxima do natural.

Qualquer mulher com câncer de mama tem o direito à reconstrução mamária e da forma mais precoce possível. Ainda existem muitos mitos sobre a prótese de silicone causar câncer de mama, ou que dificulta o diagnóstico. Na verdade, não existe uma relação estabelecida e nenhum estudo comprovando a relação, desde que o rastreio seja feito de forma adequada pelos profissionais competentes e experientes. A prótese é extremamente segura e deve-se relatar ao médico no momento do exame para uma análise correta.

O câncer de mama ainda é muito prevalente na população e, na maioria das vezes, tem cura, desde que seja diagnosticado precocemente para os cuidados necessários. A reconstrução é um direito e acessível, tanto na rede particular quanto no Sistema Único de Saúde (SUS). É importante olhar para a cirurgia não como uma agressão, mas, sim, como uma forma importante para tratar e curar o câncer de mama, sabendo que há possibilidade da reconstrução, cada dia mais delicada e com recursos que possibilitam ótimos resultados para resgatar a autoestima.

 

Nery Bersan – Cirurgião Plástico do Hospital Madre Teresa e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Fonte: Estado de Minas – 03/11/2018 p11

 

Primeiros ganhadores do Prêmio IDEAH-AMAL Shriners voltam da experiência nos EUA

 

Em novembro de 2017 dois residentes foram selecionados por seus trabalhos científicos durante o 54º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica em Florianópolis, para passarem 30 dias em um dos hospitais infantis da Shriners nos Estados Unidos especializados em queimaduras ou fissura labiopalatinas. Ivan de Rezende Almeida, residente da Divisão de Cirurgia Plástica Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e Rafael Denadai, residente do Instituto de Cirurgia Plástica Craniofacial do Hospital SOBRAPAR, em Campinas. Confira abaixo o relato deles de como foi a experiência no exterior e o que trouxeram na bagagem:

Ivan de Rezende Almeida

 

1-) Você imaginava ganhar o Prêmio?

Assim que houve a notícia do prêmio Fundação Ideah e Amal Shriners meus orientadores (Prof Pedro Coltro e Prof Jayme Farina - docentes FMRP-USP) me incentivaram bastante.

A premiação trouxe um grande sentimento de felicidade e dever cumprido refletindo o esforço e a dedicação de toda a equipe envolvida.

2-) O que você acha que essa experiência proporcionada pela Fundação Ideah e Amal Shriners irá acrescentar na sua carreira?

Além de um acréscimo importante no currículo, sem dúvidas este estágio proporcionará um ambiente de desenvolvimento de competências e atitudes possibilitando um networking internacional.

3-) Quais suas expectativas para o estágio de um mês em um hospital infantil nos EUA?

Pelo interesse na área, com certeza será uma experiência única de aprendizado em um centro de excelência no tratamento de queimaduras em crianças (Shriners Hospital for children).

4-) Qual sua opinião sobre iniciativas como essa da Fundação Ideah para valorizar e ampliar ações educativas em cirurgia plástica reparadora?

Além do grande incentivo à pesquisa, considero um estímulo fundamental para o crescimento e formação do jovem cirurgião plástico em cirurgia plástica reconstrutiva.

 

Finalizo deixando meus sinceros agradecimentos à Fundação Ideah/SBCP e a toda Equipe da Divisão de Cirurgia Plástica HC-FMRP-USP, pelo apoio e oportunidade.

Rafael Denadai

 

Inicialmente, gostaria de agradecer e congratular a SBCP e a fundação IDEAH pela idealização do prêmio IDEAH/AMAL SHRINERS no 54º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, nos nomes do Dr. Pedro Djacir Escobar Martins e Dr. José Octávio Gonçalves de Freitas. Baseado nos atributos imensuráveis dos membros das comissões (DEC e Comissão de Concursos e Concessão de Prêmios) envolvidas no evento científico (liderados por referências em nossa especialidade, nomeadamente Dra. Lydia Masako Ferreira e Dr Alexandre Mendonça Munhoz) e na qualidade dos trabalhos apresentados, confesso que me senti extremamente honrado em ser laureado com o prêmio. Como tenho participado ativamente de pesquisas científicas desde o início da graduação em medicina e também durante todo o treinamento cirúrgico (residências de cirurgia geral, cirurgia plástica e cirurgia craniomaxilofacial), esse reconhecimento acabou indiretamente agraciando o fechamento do ciclo mais relevante da minha vida até o momento, a formação cirúrgica pautada em ciência voltada para o cuidado dos pacientes.

Poucas especialidades cirúrgicas exigem o extenso treinamento cirúrgico, as habilidades técnicas, o conhecimento amplo e a versatilidade necessários para a prática da cirurgia plástica. Para isso, cirurgiões plásticos têm focado os esforços na busca de soluções criativas para aprimorar as práticas atuais e resolver problemas clínicos difíceis e no desenvolvimento e aprimoramento de novas técnicas e tecnologias cirúrgicas com o intuito final de manter a consolidação e o progresso da arte e ciência da cirurgia plástica. Logo, o estágio em um hospital infantil (Shriners Hospital for Children, Galveston, Texas) proporcionado pela Fundação IDEAH e Amal Shriners auxiliou na ratificação de conceitos e competências adquiridos durante a minha formação e também auxiliar no aprimoramento de habilidades bem específicas.

A flexibilidade e a capacidade de se adaptar em diversos meios e situações da prática diária foram as ferramentas pelas quais os comportamentos, as experiências e os conhecimentos adquiridos durante o estágio serão aplicados e ajustados ao contexto da minha prática no Brasil. O contato multicultural herdado desta experiência educacional no exterior (mesmo que breve) proporcionou também o estabelecimento de relacionamentos e comunicações com diversos profissionais, podendo culminar em novos caminhos e oportunidades para o futuro.

A iniciativa da Fundação IDEAH e Amal Shriners merece elogios e reconhecimentos de toda comunidade de cirurgiões plásticos. Atos que reativem, mantenham e estimulem as bases da cirurgia plástica (nomeadamente, a cirurgia reconstrutora) devem ser rotina, fazendo parte das pautas de planejamento da SBCP e fundação IDEAH para os próximos anos. Também aproveito a oportunidade para agradecer e parabenizar o DESC (no nome do Dr. Osvaldo Ribeiro Saldanha), o DEC e a SBCP pelo ensino e reconhecimento dos residentes e dos cirurgiões plásticos recém-formados que participam da pesquisa científica.

Sem dúvidas, esse deve continuar sendo um dos principais focos de trabalho para os próximos anos. A nova geração de cirurgiões plásticos fará parte da SBCP no futuro e, com certeza, a influência dos atuais líderes será determinante nos rumos da SBCP do futuro. Tais ações culminarão, como um efeito cascata, no fortalecimento da cirurgia plástica brasileira.

 

Cirurgiões plásticos do RS já podem se cadastrar para o 1º Curso teórico-prático de fissuras Labiopalatinas

 

O 1º Curso Teórico-Prático de Fissuras Labiopalatinas será nos dias 14 e 15 de dezembro no Hospital Universitário São Lucas da PUC-RS, em Porto Alegre. Patrocinado pela Fundação IDEAH, SmileTrain e pelo Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital São Lucas da PUC-RS.

O curso será gratuito com emissão de certificados de participação após o curso.

 

Público alvo: médicos residentes dos serviços de cirurgia plástica e cirurgiões plásticos.

 

Para mais informações e inscrições, envie um e-mail para contato@fundacaoideah.org.br  ou contate a secretaria do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital São Lucas.

Não deixe inciativas como essa acabarem. Contribua com a Fundação IDEAH.

 

Confira abaixo programação dos dias de curso:

14/12 – MÓDULO TEÓRICO

Anfiteatro da Faculdade de Medicina da PUC-RS

 

13h30 – 14h15 Fissura labiopalatina do nascimento à reintegração social. Desafios e barreiras

                          Conferencista: Prof. Nivaldo Alonso (SP)

14h15 – 14h35 Moderador: Prof. Dr. Milton Paulo de Oliveira (RS)

14h35 – 14h45 INTERVALO

 

14h45 – 15h30 Tratamento cirúrgico da fissura labiopalatina. Técnicas e protocolos

                           Conferencista: Dr. Diego Steinberg (Argentina)

15h30 – 15h50 Moderador: Prof. Dr. Marcus Vinicius Collares (RS)

 

15h50 – 16h30 Inovações no tratamento das fissuras labiopalatina

                           Conferencista Dr. Marcelo Vaccari (SP)

16h30 – 16h50 Moderador: Dr. Ciro Portinho

 

15/12 – MÓDULO PRÁTICO

Auditório Irmão José Otão – Hospital São Lucas PUC-RS

 

CIRURGIAS AO VIVO DIRETO DO CENTRO CIRÚRGICO

 

08h00 – 12h00 Moderador do Bloco Cirúrgico: Prof. Dr. Milton Paulo de Oliveira (RS)

                           Moderadores do Auditório: Dra. Daniele Valter Duarte (SP)

                           Dr. Marcelo Maino (RS)

                           Primeira cirurgia: Dr. Nivaldo Alonso

                           Segunda cirurgia: Dr. Diego Steinberg

12h00 - Encerramento

 

Reconstrução mamária após o câncer da mama

 

Grande parte das cirurgias reconstrutoras são realizadas simultaneamente à retirada do tumor cancerígeno

Depois do câncer de pele, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, respondendo por 28% dos novos casos a cada ano. A mama é um dos símbolos da identidade feminina. A sua extração para tratar o câncer de mama significa muito, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico para a mulher.

“A reconstrução da mama é de suma importância para que a paciente recupere a auto-estima. Auxilia no tratamento do câncer e restabelecimento do convívio social. Em pacientes submetidas à mastectomia, o objetivo maior da cirurgia reconstrutora é a reabilitação estética, retirando da paciente o estigma do câncer e da mutilação. Retornando à condição física pré-câncer”, disse o médico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Adriano Batistuta.

O tipo de cirurgia para reconstrução da mama varia de acordo com o tamanho e localização do tumor biótipo da paciente e o volume da mama. “Pacientes magras e com mama contralateral pequena apresentam melhores condições para reconstrução da mama com expansor de pele e posterior colocação de prótese de silicone. Em mulheres obesas ou com mama contralateral grande, a reconstrução pode ser feita com expansor e prótese de silicone de maior volume ou com tecidos do abdômen ou das costas, com ou sem próteses”, disse.

“Grande parte das cirurgias reconstrutoras são realizadas simultaneamente à retirada do tumor cancerígeno. Dessa forma, diminui-se o tempo de internação e a reabilitação social é beneficiada. Quando a reconstrução é imediata, a paciente não precisa conviver com a mutilação parcial ou total do seio, a mastectomia. A experiência se torna menos traumática”, disse o médico.

Fonte: Folha Vitória - https://novo.folhavitoria.com.br/saude/noticia/10/2018/reconstrucao-mamaria-apos-o-cancer-da-mama

 

Atendimentos a crianças com queimaduras crescem 14% no HPS João XXIII

 

Lucas Eduardo Soares e Simon Nascimento

Crescem os atendimentos a crianças com queimaduras no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, em Belo Horizonte. De janeiro a setembro deste ano, 292 menores de 12 anos deram entrada na unidade, referência nesse tipo de assistência. O número é 14% maior se comparado aos 256 casos registrados no mesmo período de 2017.

Acidentes domésticos estão entre as principais causas dos ferimentos. Há relatos de vítimas que tiveram contato com panelas quentes, churrasqueiras, velas e fósforos. O alerta para a prevenção é reforçado nesta época quando estudantes estarão em casa por conta do recesso do Dia das Crianças.

Não deixar os filhos sozinhos e orientar sobre manuseio correto de equipamentos como microondas, por exemplo, são essenciais para evitar tragédias, afirmam especialistas. “Os casos ocorrem, principalmente, na cozinha e com líquido quente. Eles podem pegar uma panela ou brincar com álcool e tem o corpo queimado. Ocorrências envolvendo churrasqueiras também se destacam, e já recebemos três que se queimaram com velas”, conta o diretor-geral do HPS, Silvio Grandinetti.

O perigo, no entanto, não está apenas dentro da residência e tende a ser ainda maior devido à curiosidade das crianças, como conta o gerente de projetos em tecnologia da informação, Rodrigo Tavares, de 39 anos. Em janeiro deste ano, o filho dele, Rafael Lima Tavares, de 3, se machucou ao tocar em uma lâmpada incandescente em uma loja de produtos elétricos.

“Estávamos saindo de lá quando ele queimou a palma da mão inteira bem na entrada do estabelecimento”, lembra o pai. O tratamento, com pomadas e a troca de curativos, durou mais de 15 dias. “Ele não ficou com nenhuma marca, mas o susto foi grande”.

Assistência

Segundo o professor Paulo Roberto Costa, do Departamento de Cirurgias da Faculdade de Medicina da UFMG, o tratamento pode ser mais complicado quando as queimaduras atingem mãos, rosto e órgãos genitais, áreas mais suscetíveis a infecções.

O médico diz que o organismo das pessoas mais novas não é “maduro” o suficiente para combater as bactérias. Com a pele danificada, há perda da proteção das células do corpo. Em casos mais graves, as complicações podem levar à morte.

Assistência adequada e socorro imediato são essenciais para a recuperação, frisa o docente da UFMG. “As vias aéreas também demandam atenção. Nas ocorrências de incêndios, por exemplo, as crianças podem respirar um ar aquecido, ocasionando insuficiência respiratória”, acrescentou.

Prevenção

 

Além de cuidado redobrado com panelas no fogo e líquidos quentes, o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros, reforça a necessidade de atenção com produtos químicos. Ele diz ter casos em que, após o uso de um material de limpeza à base de ácido na casa, a criança, por curiosidade e atraída pelo cheiro, acabou se queimando.

Microondas e forno elétrico podem causar a falsa sensação de segurança, uma vez que não colocam as pessoas em contato direto com o fogo. “No caso do primeiro equipamento, explicar o tempo máximo para ferver uma água, os perigos de esquentar algum alimento em embalagens metálicas, por exemplo”, pontuou o militar.

Fonte: Hoje em Dia

Leia a matéria completa em https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/atendimentos-a-crian%C3%A7as-com-queimaduras-crescem-14-no-hps-jo%C3%A3o-xxiii-1.662182

 

Telessaúde do HU-UFGD faz primeira transmissão de cirurgia ao vivo

 

Por meio de uma parceria com evento de cirurgia plástica, profissionais do HU e da UFGD proporcionaram a integração entre saúde e tecnologia voltada ao ensino

O Centro Cirúrgico do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) foi cenário de um marco na ampliação das atividades de Telessaúde da instituição. Por meio de parceria com o 1º Simpósio de Cirurgia Plástica do Interior do MS, foi realizada no sábado a primeira transmissão ao vivo de um procedimento cirúrgico executado no hospital.

 

A ideia surgiu do interesse dos acadêmicos do curso de Medicina da UFGD em vivenciar a experiência em cirurgia plástica reparadora e contou com amplo apoio das unidades de Telessaúde e de Cirurgia do HU-UFGD. Por meio delas, foram reunidos e disponibilizados equipamentos e materiais para que fosse possível a realização do procedimento, sua gravação e transmissão aos profissionais e estudantes que participavam do evento no auditório do Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran).

 

De acordo com o cirurgião plástico Douglas Menon, que é colaborador do HU-UFGD e coordenador do 1º Simpósio de Cirurgia Plástica do Interior do MS, a transmissão foi um marco importante para o desenvolvimento de outras atividades voltadas ao ensino em cirurgia, abrindo a possibilidade de novas transmissões ao vivo e, ainda, o estabelecimento de uma "videoteca cirúrgica" para consulta de acadêmicos e outros profissionais da instituição.

 

Ele explica que, com a exibição do procedimento, o grupo que esteve presente no evento pôde participar de uma discussão simultânea sobre o caso da paciente em questão, que foi submetida à correção cirúrgica de um quadro de fissura palatina.

Novas metodologias de ensino

 

A chefe da Unidade de Telessaúde do HU-UFGD, Maria Cristina Correa de Souza, afirma que, com o sucesso da atividade de sábado, está aberto um novo horizonte para o setor, que pode tornar frequente a transmissão de cirurgias e outros procedimentos visando complementar a capacitação de estudantes e profissionais do hospital e de outras instituições.

 

A profissional afirma que o uso de novas metodologias de ensino, mais atrativas e conectadas com a atualidade, corroboram com vocação do HU-UFGD, que é ser um hospital de ensino. Existe, aliás, a previsão de investimento em novos equipamentos e capacitações específicas para que, aliada à reestruturação feita no início de 2018, a Unidade de Telessaúde amplie ainda mais sua atuação no ensino e na pesquisa de Mato Grosso do Sul.

Apoio

 

O 1º Simpósio de Cirurgia Plástica do Interior do MS aconteceu nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, e é uma realização da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com apoio das clínicas Modena, Imagem, Life Center, Santa Helena e Silimed. Junto à parceria com as unidades de Telessaúde e de Cirurgia do HU-UFGD, colaboraram com a transmissão da cirurgia, pelo hospital, a Unidade de Comunicação Social, o Setor de Engenharia Clínica e a Gerência de Ensino e Pesquisa, e pela UFGD, a Educação a Distância (EaD) e a Assessoria de Comunicação Social.

 

Fonte: Dourados Agora

https://www.douradosagora.com.br/noticias/dourados/telessaude-do-hu-ufgd-faz-primeira-transmissao-de-cirurgia-ao-vivo

Cirurgias plásticas reparadoras podem ser feitas de graça no Rio;

confira lista de hospitais

 

Além da qualidade de vida, a melhora na autoestima é um ponto importante para quem decide realizar o procedimento cirúrgico reparador

Rio - Quando o assunto é cirurgia plástica, muitos pensam em procedimentos que visam apenas corrigir detalhes ligados à aparência. No entanto, nem todas as operações têm esse objetivo. Vítimas de queimaduras, pacientes bariátricos e mulheres que tiveram câncer de mama, por exemplo, procuram cada vez mais os consultórios de cirurgiões plásticos. De acordo com o censo, em 2009, 27% dos procedimentos eram reparadores. Em 2016, esse número subiu para 43%. No Rio, diversos hospitais oferecem as cirurgias gratuitamente pelo SUS (lista ao lado).

 

"Realmente tivemos um aumento na procura por cirurgias reparadoras. Pessoas que perdem muito peso, por exemplo, procuram esse tipo de procedimento para remover o excesso cutâneo. Nesse caso, podemos dizer de maneira simplificada que é como se o paciente tivesse um esqueleto tamanho M e a 'roupa' fosse tamanho GG. Além disso, são muito comuns os procedimentos de reconstrução mamária em pacientes que tiveram câncer de mama ou queimaduras e tumores na pele", explicou Sergio Bocardo, chefe de cirurgia plástica do Hospital Federal de Ipanema.

 

Além da qualidade de vida, a melhora na autoestima é um ponto importante para quem decide realizar o procedimento cirúrgico reparador. A médica Gabriela Almeida, de 32 anos, perdeu 32 kg e se sente outra pessoa depois da operação. "Você passa a olhar para si mesma de outra maneira. As roupas ficaram melhores, o desempenho na academia, por exemplo, também cresceu. Acredito que valeu muito a pena me submeter ao procedimento", afirmou. No caso de portadores de HIV, são submetidos a lipoaspiração para retirada de acúmulo de gordura.

 

Especialistas, no entanto, alertam que para cirurgias reparadoras é preciso ter cuidado. De acordo com o cirurgião plástico Fernando Bianco, é essencial que seja avaliado durante o pré-operatório o aspecto psicológico de quem vai se submeter a uma operação e suas expectativas de resultado. "Outro ponto é que os pacientes devem ser submetidos a uma série de exames obrigatórios com os quais é possível identificar seu estado de saúde e eventuais contraindicações. Pessoas com doença cardíaca grave, hipertensão sem controle, doenças infecciosas e problemas de coagulação de sangue também não podem passar pelo procedimento", alertou Fernando. Pela rede pública, pacientes devem ser avaliados por um médico para que seja indicado o melhor procedimento.

 

NA REDE PÚBLICA

PLÁSTICA MAMÁRIA

 

Hospital Municipal Jesus

Hospital Federal do Andaraí

Hospital De Ipanema

 

Hospital Universitário Pedro Ernesto

Hospital Geral de Bonsucesso

Hospital Mario Kroeff

Hospital dos Servidores do Estado

Hospital Municipal Barata Ribeiro

Hospital Universitário Antônio Pedro (Niterói)

Hospital Orêncio De Freitas (Niterói)

 

REPARADORA DE QUEIMADURAS

Hospital Federal do Andaraí

Hospital Geral de Bonsucesso

Hospital Municipal Lourenço Jorge

Hospital Estadual Carlos Chagas

Hospital Municipal Souza Aguiar

Hospital Municipal Albert Schweitzer

Hospital Municipal Pedro II

Inca Hospital Do Câncer III

Hospital Federal Da Lagoa

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ)

Hospital Uuniversitário Gafrée e Guinle

Hospital Estadual Alberto Torres (São Gonçalo)

Hospital Estadual Adão Pereira Nunes (Duque de Caxias)

Hospital Estadual Azevedo Lima (Niterói)

HGNI (Nova Iguaçu)

 

REPARADORA PÓS-BARIÁTRICA

Hospital De Ipanema

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ)

 

Fonte: O DIA –

https://odia.ig.com.br/vida-saudavel/saude/2018/08/5570587-cirurgias-plasticas-reparadoras-podem-ser-feitas-de-graca-no-rio-confira-lista-de-hospitais.html

 
 

Avanço de imunossupressores traz esperança em transplantes faciais

 

Procedimento apresenta risco de rejeição como qualquer transplante e ainda está em fase experimental

Nos EUA, uma jovem de 21 anos se tornou a mais recente receptora de um transplante de face total. Três anos antes, ela disparou um tiro contra o próprio rosto. O transplante começou em maio de 2017. A cirurgia foi financiada pelo Instituto de Medicina Regenerativa das Forças Armadas, do Departamento de Defesa dos EUA. Até agora, foram 42 transplantes de rosto realizados no mundo, o primeiro ocorrido na França, em 2005. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, Fábio de Freitas Busnardo, chefe do Grupo de Tumores Cutâneos da disciplina de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, falou sobre o procedimento e seus riscos.

 

O professor esclarece que cirurgia reparadora faz parte do dia a dia do cirurgião plástico, que trata deformidades congênitas causadas por traumas ou que ocorrem após a retirada de tumores. Em grande parte, essa reparação é possível com tecido ou algum osso de outro segmento do corpo do indivíduo. Entretanto, existem deformidades tão graves que, mesmo com tudo que existe de mais moderno na cirurgia plástica, a reconstrução não fica satisfatória. Para esses casos, existe a possibilidade do transplante de face, ainda em fase experimental. Isso porque, assim como qualquer outro transplante, há a chance de rejeição do órgão. Os pacientes que já fizeram o procedimento ainda estão sendo avaliados para garantir que a cirurgia possa ser aplicada rotineiramente.

 

O especialista explica os dois tipos de rejeição: aguda e crônica. Na rejeição aguda, há um processo inflamatório da região. Isso é tratado com o aumento das drogas imunossupressoras, utilizadas para impedir que o tecido seja atacado pelo próprio corpo do paciente. Ele ressalta que sempre se busca trabalhar com o mínimo de drogas possível, já que elas aumentam a suscetibilidade às infecções, ao aparecimento de tumores, hipertensão, etc. Na rejeição aguda, após tratá-la, o paciente volta a receber a dose normal. Entretanto, na rejeição crônica, ocorre uma diminuição da vascularização por essa agressão contínua do sistema imunológico, mesmo com os imunossupressores. A rejeição crônica já levou pacientes transplantados à morte, como Isabelle Dinoire, a primeira pessoa a receber um transplante do tipo.

 

Para o cirurgião, os imunossupressores já evoluíram muito e continuarão a evoluir. Ele comenta que, nos EUA, já existem alguns protocolos com redução das drogas, em que é possível, de certa forma, minimizar os efeitos colaterais. “Eu tenho a convicção de que, talvez em uma ou duas décadas, com a minimização e o avanço das drogas imunossupressoras, nós vamos ficar mais livres para poder indicar esses procedimentos rotineiramente”, afirma Fábio de Freitas.

 

Fonte: Jornal da USP

https://jornal.usp.br/atualidades/avanco-de-imunossupressores-traz-esperanca-em-transplantes-faciais/

 

77% das queimaduras acontecem em ambientes domésticos

A Sociedade Brasileira de Queimaduras apoia a campanha de conscientização "O Tempo Não Cicatriza"

 

Uma das piores e mais doloridas lesões da pele, a queimadura, pode colocar em risco a vida de qualquer pessoa se não houver a atenção necessária durante seu tratamento. Mas o dado mais preocupante é que a maioria dos acidentes acontece em ambientes domésticos. “São 77% do total das ocorrências”, afirma Luiz Philipe Molina Vana, cirurgião plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ).

 

De acordo com o especialista, cerca de 40% desses eventos ocorrem com crianças de até 10 anos de idade. “Uma informação importante que devemos levar em consideração no sentido de alertar as pessoas é que, normalmente,os acidentes acontecem na cozinha”, destaca. As regiões do corpo mais atingidas são os membros superiores, o tronco e a face.

 

O médico lembra ainda que a principal causa das queimaduras é o fogo em si, corresponde a 40%, especialmente pelo uso do álcool para faxina doméstica e como acendedor de churrasqueira. “As pessoas têm um hábito muito equivocado em relação à utilização do produto”, explica Molina.

As queimaduras podem ser classificada sem duas fases: a aguda, que ocorre logo após o evento, quando o paciente apresenta feridas abertas; e a de sequelas, na qual as lesões na pele já foram fechadas, mas deixam marcas e cicatrizes. Os tratamentos, de maneira geral, costumam ser prolongados uma vez que envolvem troca de curativos diária e, em muitos casos, até intervenção cirúrgica.

Segundo o médico, a profundidade e a extensão da lesão é que vão apontar qual é a gravidade e definir o tipo de terapia mais adequado. “As queimaduras não são iguais, por isso é importante observar a combinação desses dois aspectos”.

Primeiros socorros e tratamentos

 

Assim que o acidente ocorre é preciso procurar um profissional de saúde o mais rápido possível. “A pessoa queimada deve lavar a área atingida com água abundante,cobrir com um tecido limpo, tirar relógios, anéis e outros acessórios e se dirigir imediatamente ao pronto-atendimento. É essencial que ela não aplique nada na pele,pois o uso de pomadas e outros tópicos semelhantes atrapalham o diagnóstico”, ressalta o cirurgião.

A queimadura mais profunda exige cuidado especial para que não haja complicações futuras. Nesse caso, o tipo mais comum de tratamento é o que pode ser chamado de suporte, onde são utilizados curativos que ajudam a impedir infecções e o enxerto de pele.

“Muitas unidades de saúde especializadas do Brasil já têm acesso a inovações avançadas de tratamento, como, por exemplo, curativos de alta tecnologia que ajudam e aceleram o fechamento da ferida e amenizam as cicatrizes”, diz Molina, ressaltando que toda queimadura pode se complicar, por isso a agilidade na busca por tratamento faz diferença. “A população precisa estar mais atenta aos perigos tanto no ambiente doméstico quanto no profissional.

As queimaduras geram sequelas estéticas e psicológicas, contribuindo para o “bulliyng” infantil e outros traumas”, conclui.

Campanha

 

Promover a conscientização é um dos motivos da união de sete organizações, entre sociedades médicas, como a SBQ, e de enfermagem e associação de pacientes,com apoio da ACELITY, na campanha "O Tempo Não Cicatriza".

Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio no Brasil. A iniciativa espera informar a população sobre feridas complexas e seus riscos, levando aspessoas a procurarem um profissionalda saúde que possa avaliar a utilização de tratamentos mais adequados. As opções terapêuticas variam de acordo com o tipode lesão e com a região do corpo em que estão localizadas.

 

A campanha é promovida pelas sociedades brasileiras de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), de Queimaduras (SBQ), de Tratamento Avançado de Feridas(SOBRATAFE), a de Atendimento Interligado ao Traumatizado (SBAIT); de Estomaterapia (SOBEST) e a de Enfermagem em Dermatológica (SOBENDE), e a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD).

Atualmente, estão disponíveis no País soluções inovadoras como curativos avançados com propriedades antimicrobiana, antiodor, regenerativa ou hidratante, quecontribuem para a cicatrização. Também existem tecnologias hospitalares e domiciliares, como o sistema de pressão negativa, que utiliza a pressão controlada elocalizada sobre a lesão por meio de um curativo de espuma coberto por uma película e ligado a um sistema de drenagem, as novas tecnologias aceleram o tempo decicatrização de feridas.

 

Fonte: Diário do Nordeste

Programe-se para a aula do PEECC na Jornada Carioca

Durante a 37ª Jornada Carioca, o Programa de Educação,Ensino e Capacitação Continuada da SBCP(PEECC), promoverá uma aula sobre cicatrização com a Professora Lydia Masako Ferreira. Entenda toda evolução científica que os aspectos da cicatrização estão envolvidos nos últimos anos.

“Esta aula será um importante UP to Date a todos residentes e cirurgiões plásticos da nossa SBCP para entender muitas das dificuldades que passamos quando operamos. Afinal a cicatrização de qualquer tecido seja pele, mucosa ou outro, é de alto interesse de médicos antenados na ciência”, explica o coordenador do PEECC, José Octávio de Freitas.“A Profª. Lydia Masako Ferreira tem nesta aula um importante recado que atingirá de modo significativo seu atual conceito deste tema! Não deixe de comparecer”, enfatiza.

 

A aula do PEECC será dia 3 de agosto, das 14h20 às 15h20 e conta com o patrocínio da Fundação IDEAH. Lembrando que toda aula do PEECC tem lista de presença para Residentes da SBCP, pois, há pontuação para Curriculum Vitae na Prova de Especialista.Os residentes que assinarem a lista, poderão solicitar seus certificados no site da IDEAH (www.fundacaoideah.org.br).

 
 

5 Hospitais Universitários Que Fazem Cirurgia Plástica Gratuita
 

Os Hospitais Universitários são os principais responsáveis pela realização de cirurgias plásticas gratuitas a população. Esse recurso é o resultado da ação do Governo Federal para proporcionar esse tipo de procedimento à população que não possui recurso para realizá-lo.

São inúmeros hospitais que oferecem a realização da cirurgia plástica reparadora em todo o país. Assim, com o intuito de facilitar o seu acesso à informação, ao longo deste post você poderá encontrar uma seleção das principais instituições que realizam o procedimento. Confira

1 – Hospitais Universitários: HC/UFMG

Um dos principais hospitais universitários que realiza a cirurgia plástica gratuita pelo SUS, é o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC – UFMG). A instituição conta com uma equipe de médicos especializados nas mais variadas áreas de cirurgias reparadoras.

Atende atualmente, pacientes localizados na grande Belo Horizonte, como também de outras cidades do interior mineiro e até de estados vizinhos. Para ter acesso ao procedimento cirúrgico é necessário possuir o encaminhamento pelo SUS.
 

2 – Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora/EBSERH (HU – UFJF/EBSERH)

O HU-UFJF/EBSERH é referência na realização de cirurgias plásticas reparadoras pelo SUS, dispõe de uma equipe especializada composta por professores e médicos da universidade. Os principais procedimentos realizados pelo setor são:

  • Cirurgia de otoplastia – Correção cirúrgica de orelhas de abano;

  • Cirurgia de ginecomastia – Procedimento de retirada de mama masculina;

  • Cirurgia de abdominoplastia;

  • Correção de pálpebras;

  • Retirada de lesões de pele;

  • Correção de sequelas de queimaduras.

Para realizar a cirurgia plástica gratuita nesse hospital universitário é obrigatório que o paciente tenha encaminhamento de alguma instituição do SUS.

 

3 – Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA)

O HUPAA-UFAL/EBSERH é conhecido no estado de Alagoas pelo seu Programa de Cirurgia Bariátrica, no qual os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar altamente especializada para a realização desse procedimento.

A equipe de profissionais responsável por esse programa é composta por:

  • Médicos cirurgiões;

  • Cardiologistas;

  • Psicólogos;

  • Assistentes sociais;

  • Nutrólogos;

  • Nutricionistas.

Esse programa existe desde 2002 e é o responsável por mais de 450 cirurgias realizadas em pacientes com obesidade. Além disso, ainda conta com mais de 120 pacientes em sua lista de espera.

4 – Hospital das Clínicas de Porto Alegre

 

Apesar de atuar em diferentes áreas da cirurgia plástica, o Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, pelo Ministério da Educação e pela Associação Brasileira de Cirurgia Craniomaxilofacial atua em apenas duas grandes áreas, são elas:

Cirurgia reconstrutiva, na qual são realizadas cirurgias plásticas reconstrutivas gratuitas para os casos de:

  • Sequelas de traumas;

  • Queimaduras;

  • Reconstrução mamária;

  • Cirurgias de tumores cutâneos;

  • Reconstrução osteomuscular e cutânea.

Cirurgias craniomaxilofacial, que envolvem a realização de procedimentos cirúrgicos nos seguintes casos:

  • Anomalias congênitas;

  • Traumatismos faciais;

  • Reconstrução de cabeça e pescoço;

  • Anomalias do desenvolvimento.

Para a realização das cirurgias plásticas, o hospital conta com uma equipe de altíssima qualidade composta por médicos residentes, técnicos de enfermagem e profissionais da área administrativa.

5 –  Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás HC – UFG

 

O Hospital das Clínicas da UFG é um dos mais referenciados hospitais universitários da região Centro-Oeste, no que se refere a realização de cirurgia plástica gratuita de alto nível de complexidade, tais como:

  • Cirurgia de reconstrução de mandíbula

  • Cirurgia de reconstrução mamária

  • Cirurgia de reconstrução da parede abdominal

Isso se deve ao fato do hospital possuir um centro cirúrgico altamente equipado e de uma equipe multidisciplinar completa, composta por: cirurgiões plásticos, anestesiologistas, enfermeiros, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos.

Para a realização da cirurgia plástica gratuita na instituição, é indispensável iniciar os procedimentos de autorização em uma instituição de saúde credenciada pelo SUS.

Ao longo do post você pode conhecer quais são os 5 principais hospitais universitários do país, que realizam a cirurgia plástica gratuita através do SUS.

Todas essas instituições de saúde contam com uma equipe de profissionais altamente especializados e capacitados nos mais complexos procedimentos cirúrgicos. Além disso, possuem uma infraestrutura moderna, apta para realizar com total segurança e eficiência as cirurgias plásticas.

 

Fonte: Lista Saúde - https://listasaude.com.br/dicas/hospitais-universitarios/

 

Fogos de artifício provocaram mais de 5 mil internações 

 

Acidentes com artefatos explosivos podem se tornar muito comuns nesta época de comemorações

 

É tempo de muita festança junina e de celebrar as vitórias em campo com a Copa do Mundo. Porém, em meio a estas comemorações, também vem a preocupação com o uso indevido dos fogos de artifício. O cirurgião plástico Márcio Castan, médico do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), lembra que todo o cuidado é pouco para evitar as queimaduras causadas pelos artefatos nesta época.

 

Segundo o levantamento elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o manuseio inadequado de fogos de artifício levou à internação hospitalar de 5.063 pessoas entre os anos de 2008 e 2017. No Rio Grande do Sul, durante este período, 117 casos foram registrados.

 

Lesões 

 

O médico de Canoas explica que a faixa etária que mais se fere é a de pacientes de 15 a 40 anos do sexo masculino. “Dependendo do trauma sofrido, as condições variam de pequenas lesões, queimaduras até a amputação de membros, principalmente dos dedos”, explica Castan. O cirurgião plástico ainda ressalta que cada caso é diferente, mas para restabelecer a função do membro amputado é preciso intervenção cirúrgica. Ele salienta que “o tratamento pode durar meses e, dependendo da condição do paciente, é preciso um trabalho conjunto com a fisioterapia. Além disso, o prejudicado fica fora do mercado de trabalho neste período de recuperação”.

 

Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. É recomendado que se procure o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado.

 

Casos na região 

 

No período de 2008 a 2017, Sapucaia do Sul foi a cidade da região com maior número de ocorrências: quatro internações. Neste prazo, três pessoas em Novo Hamburgo e uma em São Leopoldo sofreram ferimentos graves por queima de fogos. 

Mortes 

 

Nos últimos 21 anos, o Brasil registrou 218 mortes por acidente com fogos de artifício. No período, foram 84 acidentes fatais na Região Sudeste, seguido de 75 na Região Nordeste e 33 na Região Sul. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, foram registrados, juntos, 26 óbitos. Além de mortes – aproximadamente dez a cada ano –, e as lesões, queimaduras e até amputação de membros, o mau uso dos fogos pode causar lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas. Na série analisada pelo Conselho Federal de Medicina, o ano de 2014 foi o que registrou o maior número de acidentes. Naquele ano, o Brasil foi palco da Copa do Mundo, o que pode ter motivado o aumento no número de casos. Em média, são registradas nos serviços públicos de saúde do País cerca de 80 internações ligadas a fogos de artifício somente no mês de junho.

 

Fonte: Diário de Canoas - https://www.diariodecanoas.com.br/_conteudo/2018/07/vida/viver_com_saude/2287953-fogos-de-artificio-provocaram-mais-de-5-mil-internacoes.html

 
53° Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica foi um sucesso

A edição especial da revista Brasileira de Cirurgia Plástica, foi entregue aos congressistas durante 53° Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica e enviada aos demais via correio.

A Revista conta com artigos científicos, e discussões sobre Segurança em Cirurgia Plástica.

A Fundação IDEAH deu total apoio a esta edição.  

Fotos do Evento

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II MUTIRÃO NACIONAL DE RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA

No domingo 23 de Outubro ainda dentro do OUTUBRO ROSA foi realizada a cerimonia de abertura da II CAMPANHA NACIONAL DE RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA, no auditório do Parlamundi em Brasília com as presenças:

- Presidente da SBCP, Luciano Chaves,

- Presidente da Fundação IDEAH, Pedro Martins,

- Coordenadora nacional desse projeto e presidente da Regional DF, Marcela Cammarota,

- Vice presidente da Associação Médica de Brasilia Ognev Cosac,

- Presidente do CRM-DF, Martha Helena Borges e de Fauze Khalek diretor geral da empresa Eurosilicone.

Na plateia estavam presentes diretores dos hospitais participantes no Distrito Federal, cirurgiões plásticos de Brasília,membros da SBCP e pacientes acompanhados de familiares.

“Neste Mutirão nacional de Reconstrução Mamária, 1038 mulheres foram beneficiadas em 17 estados do Brasil, com apoio das Regionais SBCP de 24 a 29 de Outubro de 2016, em um trabalho social, para pacientes carentes que encontravam-se em filas de espera nos hospitais públicos”.

 

A “II Campanha Nacional de Fissura Labio Palatina” ocorreu de 10 a 14 de outubro em Parceria com Smile Train e SBCP, e ocorreu em 4 Hospitais participantes nas Regiões Norte/Nordeste e Centro- Oeste. 

 

- Parceria visa conscientizar a população para o problema e diminuir as filas de espera pela cirurgia. De 10 a 14 de outubro a Smile Train, ONG que se dedica a oferecer tratamento gratuito a pessoas com fissura labiopalatina, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Fundação IDEAH se unem, pelo segundo ano consecutivo, em uma grande campanha nacional em prol desses pacientes.

O foco este ano é a região Norte, em Manaus e no Pará, onde mais pacientes serão operados. Além disso, as regiões Nordeste e Centro-oeste também terão uma base cirúrgica durante os dias da campanha, contabilizando quatro centros sede: Fundação Hospital Adriano Jorge, em Manaus (AM), Instituto Sorriso Legal, em Marabá (PA), Associação Beija-flor, em Sobral (CE), e Fundação Uniselva, em Cuiabá (MT). Estes locais receberão a visita de um cirurgião plástico de grande experiência para realizar as cirurgias de reparação da fissura labiopalatina junto com a equipe local, trocando experiências. Com isso, espera-se que a lista de espera de pacientes pela cirurgia diminua, beneficiando cerca de 130 pessoas. As equipes de professores receberão residentes que serão treinados para otimizar o tratamento dos pacientes em suas regiões.

 

A abertura oficial será realizada no dia 10 de outubro no auditório do centro sede de Manaus, Fundação Hospital Adriano Jorge, às 9h. Estarão presentes Mariane Goes – Diretora da Smile Train na América do Sul, Dr. Pedro Martins – Presidente da Fundação IDEAH | SBCP, Pedro Elias de Souza –  Secretário estadual de Saúde (SUSAM) e os professores convidados Dr. Nivaldo Alonso – USP, Dr. Renato Freitas – UFPR e Dr. Celso Buzzo – SOBRAPAR (Campinas, SP). Já o encerramento da campanha acontecerá no Hotel Del Príncipe, em Marabá (PA) e contará com a presença dos cirurgiões parceiros da Smile Train Dr. Marco Aurélio Gamborgi, do CAIF – Afissur (Curitiba), e Dr. Renato Lage, do Hospital da Baleia (Belo Horizonte). A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 60 cirurgias em Manaus, 30 em Marabá, 20 em Sobral e 20 em Cuiabá.

 

Todo ano, a Smile Train performa cerca de 3.500 cirurgias de reparação da fissura labiopalatina em todas as regiões do Brasil, incluindo populações ribeirinhas da Amazônia. Entretanto, com a estimativa de 4.300 nascimentos de crianças com fissura por ano no país, além dos jovens e adultos que nunca fizeram tratamento, ainda há muito a ser feito. Desde 1999, a Smile Train já fez mais 20.000 procedimentos no Brasil e espera-se que esse número aumente ainda mais. “A realização anual da campanha nacional representa um grande passo no avanço para a conscientização da população sobre essa deformidade congênita, como também concretiza uma grande parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e sua instituição congênere, Fundação IDEAH. Esta ação vai de encontro ao que a Smile Train preconiza: um programa sustentável dentro de cada país que atuamos”, comenta Mariane Goes, Diretora da Smile Train na América do Sul.

 Smile Train e Fundação IDEAH,

 
 
 
 
 
Dra._Lydia_Masako_durante_a_moderação